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Dom, Dez

É hora de pensar em estratégias para fazer o dinheiro render (e se multiplicar) em 2017. Mas, eis a boa notícia: não é preciso nenhum plano mirabolante para isso. Com pequenas mudanças de hábito, dá para começar a alterar sua relação com seu salário e estabelecer uma nova história para o ano que começa. Duvida? Dê uma lida abaixo nas sugestões e teste.

 

Veja onde estão os gastos secretos

Sabe aquela história de que "se organizar direitinho, todo mundo aproveita"? Aplique isso às suas finanças. Sim, isso signifca que você precisa sentar e fazer as contas para ver para onde o dinheiro está indo. Os gastos que fazem mais estrago na conta bancária são justamente aqueles que são pequenos o suficiente para passarem despercebidos no dia a dia - o táxi que é pago direto pelo aplicativo, o docinho comprado por impulso na fila do supermercado... Adote a tática de anotar tudo o que gasta (até mesmo as compras pequenas) e, depois, veja onde é possível economizar. Leia mais

Economize o equivalente a uma hora de seu salário

Para começar um pé-de-meia, qualquer quantia ajuda. Uma forma de criar o hábito de poupar é separar uma quantia fixa do salário. Alguns especialistas sugerem, por exemplo, guardar o equivalente a uma hora de seu salário todos os dias - o valor pode ser pequeno, mas no fim do mês rende um bom dinheiro.

Anote seus objetivos

Sonhar, diz o ditado, é de graça e ainda não paga imposto. Mas só sonhar também não resolve muita coisa quando você quer melhorar o estado do saldo bancário. Se você tem um plano em mente - seja comprar um carro novo, renovar o guarda-roupa ou viajar - o jeito é anotar tudo e planejar como vai conseguir o que tem em mente. Aqui, a sugestão é manter os pés no chão e não pensar em planos mirabolantes: comece com o que você tem, antes de apelar para empréstimos, por exemplo.

Aprenda como se faz

Como todo tipo de atividade, saber economizar é uma arte que pode ser aprendida - mas, para aprender, é preciso estudar. Não tenha medo de procurar ajuda especializada para destrinchar o mercado financeiro: perguntando para quem entende, é possível rever seus gastos e organizar a vida de maneira mais clara. Uma boa conversa com o gerente de sua conta, por exemplo, pode esclarecer como investir de acordo com seu perfil e com seu estilo de vida.


Ponha os "inimigos" no papel

Assim como você anota seus objetivos, crie o hábito de anotar quais os problemas que você enfrenta para organizar as finanças. Quais são as maneiras de melhorar suas fontes de renda? Onde você gasta mais dinheiro? Uma avaliação honesta, logo no começo do ano, pode ser bastante eficaz para criar o hábito de ser mais responsável com seus gastos.

"Amor, come devagar", "Filho, mastigue mais vezes", "Cara, você praticamente engoliu a comida"... Cresci ouvindo broncas e conselhos como esses. Quando eu prestava um pouco mais de atenção, diziam que eu havia engordado por causa dessa minha afobação alimentar. Quem sabe? Faltava uma explicação científica convincente. Talvez agora ela exista.

Depois de aprender um pouco sobre enzimas digestivas, ainda no ensino médio, ganhei um argumento para tentar refutar quem questionava minha voracidade ao comer: com o bolo alimentar não tão bem macerado, seria mais difícil que as enzimas entrassem em contato com ele, "privando" o organismo de aproveitar todo o potencial energético da comida –evitando, assim, o acúmulo na forma de gordura. (Enzimas são proteínas responsáveis por facilitar algumas reações químicas no organismo, como a transformação de amido em glicose, ou proteínas em aminoácidos, por exemplo.)

Mas minha alegria durou pouco. Logo depois me contaram que, ao comer rápido demais, não dá tempo de o estômago avisar o cérebro de que já está cheio. Faz sentido: a comunicação nervosa entre o cérebro e vísceras é muito mais lenta do que aquela entre cérebro e músculos. Para mexer um braço, leva uma fração de segundo. Para uma sensação estomacal chegar –ou deixar de chegar, no caso de uma dor– ao cérebro, leva minutos.

Dessa forma, ganha respaldo aquela clássica abordagem nutricional de comer folhas e salada crua antes da parte mais calórica da refeição (com arroz, massas e carnes, por exemplo): a saciedade trazida pela salada impediria a pessoa de se esbaldar nas calorias do que vem a seguir.

E se uma pessoa tem uma mastigação demorada (facilitando que o cérebro receba o sinal da saciedade) e, apesar disso, não tritura tão bem o alimento (impedindo uma boa absorção dos nutrientes)? Seria o melhor dos mundos para não engordar?

Provavelmente não, de acordo com os resultados de um estudo recém-publicado na revista especializada "Appetite". Ao estudar 231 adolescentes com e sem sobrepeso (entre 14 e 17 anos), pesquisadores brasileiros constataram que as meninas com uns quilinhos a mais tendem a apresentar esses dois comportamentos.

A pesquisa não consegue estabelecer uma relação causal entre tipo de mastigação e a obesidade, mas serve para que os cientistas consigam elaborar hipóteses que ajudem a explicar o fenômeno.

Essa observação não vale para os meninos, que, em média, tem uma força quase 50% maior que aquela das garotas, além de mastigarem mais vezes por minuto e, talvez como consequência disso, levarem cerca de 20% menos tempo para executar a cotidiana tarefa de comer um biscoito de chocolate recheado.

A líder do estudo, a professora do campus de Diadema da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Paula Midori Castelo, diz que a ideia desse projeto era ver se obesos realmente mastigam diferente. "Tem muita coisa que parece crendice", diz.

Ela enumera uma série de atitudes deletérias para a formação de um "bolo alimentar ideal". Uma é ingerir bebida para "empurrar" a comida. Outra é abusar de molhos e caldos nas refeições. Leva um ponto negativo também quem precisa cortar uma maçã e outros alimentos duros em pedaços menores para conseguir mastigá-los.

O hábito de usar só um lado da boca para mastigar também é ruim –como as adolescentes com sobrepeso também tendem a fazer. Pode surgir uma descompensação, dificultando o encaixe dos dentes e "entortando" a mordida com o passar do tempo –condição conhecida como maloclusão.

 

PIZZA

Em uma busca pela fração de culpa pela obesidade atribuível à mastigação, dois pesquisadores da Universidade de Iowa fizeram um estudo interessante: deixaram os voluntários comerem pizza à vontade em três sessões distintas. Só que na segunda eles deveriam mastigar 50% mais vezes e na terceira 100% mais vezes.

O resultado: 9,5% e 14,8% menos pizza ingerida, respectivamente. A pesquisa está no "Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics"
Para alguém acostumado a manter a comida pouquíssimo tempo na boca, pode ser um remédio amargo prolongar a "estadia", mas parece que funciona, se a pessoa souber se controlar.

E tem ao menos uma explicação possível: um outro estudo, chinês, publicado em 2011 no "American Journal of Clinical Nutrition" verificou que quanto mais ciclos mastigatórios, mais se altera a produção de alguns hormônios importantes para a sensação de saciedade (lembra da comunicação entre estômago e cérebro?): o nível de grelina diminui e o de colecistocinina (CCK) e de GLP1 aumentam, provocando menos ingestão calórica.

Os especialistas são categóricos ao dizer que a mastigação e a velocidade de ingestão são apenas alguns dos possíveis fatores que podem contribuir para a obesidade (outros são o tipo de dieta e fatores genéticos, por exemplo). Ao que tudo indica, porém, não são fatores que podem ficar do lado de fora da equação durante o esforço de entender a doença.

 

DA BOCA PRA DENTRO

Conheça um pouco mais sobre a mastigação:

 

MÚSCULOS

Para acontecer, a mastigação depende de alguns músculos, especialmente o masseter e também outros como o bucinador e o temporal

FORÇA

Mulheres não têm os músculos tão fortes, fazem mais ciclos mastigatórios e o processo acaba levando mais tempo

RAPIDEZ

Apesar de não haver evidência científica de que uma alta velocidade para mastigar e engolir o alimento cause obesidade, o hábito é questionado por especialistas

LÍQUIDO

Mesmo porque aí aparece outro hábito a ser evitado: o uso de líquidos para 'empurrar' a comida esôfago abaixo. Eles dificultam a formação do bolo alimentar

SACIEDADE

Além disso, ao comer depressa, mesmo que a absorção dos nutrientes seja prejudicada, ingere-se mais comida porque a sensação de saciedade demora a ocorrer

DE UM LADO PRO OUTRO

O ideal é que o bolo alimentar seja movimentado de um lado para o outro, demandando atividade dos dois lados arcada dentária e dos músculos que a movimentam

TORTO

O hábito de mastigar de um lado só, observado em adolescentes com sobrepeso, pode no futuro causar uma alteração no encaixe da mordida e no formato da boca

VERTICAL

Um estudo mostrou que obesos, diferentemente de pessoas com peso normal, tendem a mastigar mais 'verticalmente', causando uma má-formação do bolo alimentar

SALIVA

A saliva deve ser misturada ao bolo alimentar. Ao mastigar bilateralmente, a produção do líquido é maior e se evita formação de bolhas

ESÔFAGO

Um bolo alimentar malformado, com pedaços inteiros de alimentos, pode causar lesões no esôfago e piorar a absorção de nutrientes no trato gastrointestinal

Fontes: "Appetite"; Paula Midori Castelo (Unifesp)

Verão é época de praia e sol. Neste período, vale a pena praticar esportes e atividades como futebol, futevôlei, vôlei, frescobol, e malhar nas areias.

Em entrevista à CARAS Digital, Sergio Mauricio, ortopedista e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e Exercício, revela quais são os benefícios de se praticar atividades físicas na praia; confira!

Quais os principais cuidados ao se praticar esportes na areia?
"Praticar esportes na areia exige muito mais da musculatura do que em uma quadra ou no calçadão. Além disso, o terreno é irregular e pode predispor a torções dos tornozelos e joelhos. Ir ao poucos é a principal recomendação. Além disso, os sabidos cuidados com a hidratação e uso de protetor solar são essenciais".

Qual esporte ideal para quem esta começando a se exercitar na areia?
"Qualquer atividade deve ser começada aos poucos, porém não há uma pré-requisito específico no caso da areia. A regra de associar atividades para fortalecimento e ganho de mobilidade também é muito válida, pois elas Irão prevenir lesões. Podem ser praticadas na própria areia, como nos treinos funcionais, como em associação com academias e estúdios de pilates. Para aqueles que desejam correr, iniciar com caminhadas e ir progressivamente intercalando com corridas é uma boa opção. Com isso a musculatura e os tendões irão acostumar aos poucos com as cargas repetidas da corrida. Para atividades coletivas como vôlei e futebol, deve-se respeitar os limites do corpo, interrompendo quando vir que já está cansado. Isso varia de pessoa para pessoa".

É mais difícil praticar esportes na areia do que na quadra?
"Sim, a exigência muscular é maior, porém é uma questão de adaptação. Existem pessoas que só correm ou jogam futebol na areia. Suas musculaturas já estão adaptadas para a atividade. Para aqueles que correm no calçadão e desejam trocar o treino para a areia, o recomendado é não terem como metas as distâncias a que estão habituados e sim seus tempos. Por exemplo, se corre 10km em 1h, faça 1h de corrida sem pensar na distância. Essa sempre será menor, mas a musculatura sentirá muito mais".

O gasto calórico é maior?
"Sim, o gasto calórico possui relação direta com a intensidade do seu treino. Como a areia exige mais de sua musculatura temos uma maior queima de calorias para um mesmo exercício, mas é claro que isso irá depender do esforço aplicado por cada pessoa. Atenção especial à hidratação. Muitas vezes estamos concentrados na atividade e esquecemos de beber água".

Não faltam conselhos e macetes para garantir uma boa noite de sono - tomar leite quente, desligar o celular antes de ir para a cama, manter o quarto fresco... O que também existe aos montes são aplicativos e produtos que garantem ajudar os insones a relaxar e enfim parar de contar carneirinhos a noite toda para dormir.

A invenção mais recente é um colchão inteligente à prova de roncos. Segundo os fabricantes da marca norte-americana Sleep Number, o produto tem um sistema que analisa sons e é capaz de notar quando o usuário está roncando. Para eliminar o ruído, a cama inclina automaticamente a parte superior do colchão, fazendo com que o usuário possa voltar a respirar normalmente e, assim, pare de fazer barulho.

Quem não tem como investir em uma cama tecnológica pode apelar para os aplicativos de celular. O Snoring U, por exemplo, usa o microfone do aparelho para monitorar o volume dos roncos: caso seja detectada uma mudança de som no quarto, o celular começa a vibrar até que a pessoa se vire e, assim, pare de roncar.

Para não contar mais carneirinhos
Se o problema não é acordar com roncos, mas conseguir finalmente pegar no sono, a tecnologia também pode dar uma ajuda.

Por exemplo, já pensou em um aparelho que monitora o sono e ainda acorda o usuário de maneira menos traumática do que os rádios-relógios atuais? É a promessa do Withings Aura, uma mistura de abajur, despertador e aparelho de som que, em teoria, ajuda o usuário a pegar a dormir com sons relaxantes e luzes calmas que estimulam os hormônios do sono. Um aplicativo para celular, conectado ao aparelho, monitora a luminosidade, temperatura e ruídos do ambiente para ajudar a descobrir o que, exatamente, está impedindo a pessoa de dormir bem.
E, ao invés de contar carneirinhos, sempre é possível apelar para técnicas de relaxamento. O aplicativo Calm (para Android e iPhones), por exemplo, oferece programas para induzir o sono, seja com sessões de meditação guiada ou com histórias para dormir - sim, como as que a sua mãe ou avó contavam.

Há quem diga que os chamados "ruídos brancos" - como o som de uma televisão fora do ar ou ainda de chuva caindo do lado de fora - são tiro e queda para dormir. Pois há aplicativos para isso! O Sleepmaker Rain (disponível para Android e iPhones), por exemplo, permite até customizar o tipo de chuva que a pessoa deseja ouvir - desde uma garoa leve no telhado de um carro até uma chuva forte.

Já o Relax Melodies (para Android, iPhones e Windows Phone), por sua vez, permite fazer uma combinação de sons para relaxar. Os criadores do aplicativo garantem que, em vinte minutos ou menos, o usuário já vai ter caído no sono. Se é verdade ou não, é questão de colocar um pijama bem confortável e testar.

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