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Dom, Dez

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que poderá realizar o que nenhum presidente conseguiu antes: estabelecer um tratado de paz entre palestinos e israelenses.

"Como um negociador, eu gostaria de fechar um negócio que não poderia ser fechado, e fazer isso por causa da humanidade", disse Trump em entrevista ao Wall Street Journal, na sexta-feira (11).

O comentário é o mais recente de uma linha de discursos sobre os acordos que rondam Israel e que têm sido, muitas vezes, inconsistentes.

Em outro momento, Trump disse que permaneceria "neutro" nas negociações entre Israel e Palestina, pois tomar partido poderia matar os acordos antes mesmo que fossem concretizados. Ao ser questionado pelo senador Ted Cruz, Trump esclareceu o comentário se definiu como "pró-Israel".

Trump também tomou uma posição dura durante o Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense. O presidente eleito afirmou que nunca faria um negócio que não beneficiasse Israel. Ele ainda acrescentou que qualquer acordo entre os dois lados não poderia ser imposto por terceiros, como as Nações Unidas. Caso contrário, o terror palestino seria recompensado.

"Não são as Nações Unidas que irão impor uma solução. As partes devem negociar uma resolução si mesmas. Os Estados Unidos podem ser úteis como um facilitador das negociações, mas ninguém deve dizer a Israel que deve obedecer um acordo feito por outros que estão a milhares de quilômetros de distância e nem sequer sabem realmente o que está acontecendo", disse Trump em março.

Autor do best-seller "A Arte da Negociação", Trump ressaltou em sua campanha as suas habilidades de negociação. Ele tem dito repetidamente que conseguirá levar os israelenses e palestinos fecharem um acordo.

Recentemente, analistas de política externa expressaram temores de que o atual presidente Barack Obama abandonasse a posição pró-Israel da América em favor da busca pela paz imposta pela ONU. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou novamente neste domingo (13) que espera que os Estados Unidos mantenham seu compromisso com as negociações entre palestinos e israelenses.

Muitos israelenses encararam a eleição de Trump como um sinal de que o sonho da construção de um Estado Palestino tenha terminado.

De acordo com o jornal Washington Post, o presidente do Comitê Consultivo de Israel da campanha Trump disse que o presidente eleito não acredita que os assentamentos israelenses na Cisjordânia devem ser condenados, porque ele "não é um obstáculo para a paz".

O serviço de streaming Netflix reinventou alguns conceitos sobre o que é televisão. Além de programas originais como “Orange is the new black” e “House of Cards”, Netflix agora oferece aos usuários um outro tipo de conteúdo: sermões cristãos. A programação para os usuários dos EUA e Canadá já tem quatro pregadores conhecidos desde o final do ano passado.
“Eu acredito que se Jesus vivesse na Terra hoje, certamente estaria no Netflix”, afirmou Ed Young, um dos pastores que já acertou a transmissão dos seus programas. Ele afirma que foi um dos primeiros a negociar com a Netflix sobre programas religiosos, que não faziam parte da programação.
Ed acredita que, como Jesus fazia, é preciso que os pastores vão até onde as pessoas estão. Ele celebra a inovação da empresa de streaming, que pode levar a fé evangélica para uma geração que está vendo uma transição histórica nas comunicações.
“Jesus foi o comunicador mais criativo na história. Se nós precisamos imitar seu modo de agir em tudo, a igreja deve ser a entidade mais criativa no universo”, finaliza Young.
“Isso se encaixa com padrões antigos da TV”, minimiza Stewart M. Hoover, diretor do Centro de Mídia, Religião e Cultura da Universidade do Colorado em Boulder. O estudioso acredita que as igrejas evangélicas foram rápidas ao se adaptar ao rádio, depois à televisão e outras tecnologias conforme foram surgindo.
Para o analista, essas novas “séries de sermões” num primeiro momento servirão mais para atrair cristãos para o Netflix que converter os atuais usuários para o cristianismo.
Com sede em Dallas, a Igreja Fellowship, do pastor Ed Young já possui um canal de TV na internet. Autor de mais de uma dúzia de livros, o pastor há anos já disponibiliza sermões no iTunes e conteúdo para plataformas como YouTube e Roku.
Os programas gravados por Young são cinco episódios (leia-se sermões) com o tema “50 Shades of They”, um trocadilho com o livro/filme “50 tons de cinza”. A temática? Sexo na perspectiva bíblica.
As três outras ‘séries’ de pastores na Netflix têm formatos semelhantes. A “#DeathToSelfie”, mostra o jovem pastor Steven Furtick falando sobre a busca pela identidade em episódios (sermões) sobre o tema.
O outro pastor com programas é Andy Stanley, que apresenta palestras (sermões) sobre os desafios da vida com o título “Starting Over”. Finalmente, a pastora Joyce Meyer, única mulher do grupo, optou por um formato mais tradicional e mostra suas pregações como fazia na TV aberta, diante de um auditório enorme. No Netflix são sermões temáticos sobre “Como vencer as batalhas da vida”.
Paul Huse, diretor executivo de marketing do ministério de Joyce Meyer disse que foi uma decisão estratégica. “Um número crescente de pessoas está a cortar o cordão umbilical com a TV”, disse Huse. “Ainda que aluguemos horários em seis ou sete canais a cabo, as pessoas estão se afastando [da TV] e queremos estar onde elas podem ter acesso a nós.”
A Netflix não forneceu muitos detalhes sobre o conteúdo para os episódios, mas há uma regra. Os programas devem evitar a promoção de produtos e pedidos para os telespectadores fazerem doações, explica Huse.
A mudança proposta pela Netflix é um “ajuste lógico”, define Tom Nunan, professor na Escola de Teatro, Cinema e Televisão da UCLA e ex-produtor de Hollywood.
“Em muitos aspectos, Netflix é o oposto de redes de TV tradicionais, que têm como alvo um público de nicho específico. A Netflix está tentando ser tudo para todas as pessoas e a espiritualidade, em geral, é muito bom como negócio”, assevera.
Representantes da Netflix se recusaram a dar detalhes sobre o acordo com os pastores, preferindo emitir um comunicado que diz: “Novos títulos são continuamente adicionados ao serviço para atender ao gosto diversificado dos nossos mais de 75 milhões de membros em todo o mundo.” Com informações de Christian Headlines

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) distribuiu em 2015 7.622.674 de Bíblias completas. O número representa um aumento de 0,13% em relação ao ano anterior.
De acordo com a SBB, o total de escrituras distribuídas (incluindo novos testamentos, livretos, folhetos, bíblias online e outros materiais) foi de 275.000.312 exemplares.
“Mesmo com um recuo no total de Escrituras distribuídas em relação ao levantamento anterior, 2015 mostrou-se um ano favorável à obra bíblica”, afirma Rudi Zimmer, diretor executivo da SBB.
Só entre o material digital a instituição notou o aumento de 16,65%, com 397.318 publicações, das quais 384.668 foram Bíblias completas.
“O crescimento das obras digitais é o mais claro indício de que a SBB trilha pelo caminho certo, disponibilizando a Bíblia Sagrada nos formatos que atendem às demandas atuais.”
Entre a quantidade distribuída, 1.942.206 foram doações.
“A SBB sempre se caracterizou pelo trabalho social, voltado a populações em situação de vulnerabilidade e risco social, em que a Palavra de Deus chega como um sopro de alento e esperança. Além disso, são oferecidos programas de incentivo à leitura da Bíblia, que despertam não só novos leitores, mas também promovem o engajamento dos cristãos com o Livro Sagrado”, destaca Zimmer.
Voluntários que distribuem folhetos com mensagens bíblicas também fazem parte dessa ação social evangelística que leva a mensagem de Deus para enfermos hospitalizados, detentos, ribeirinhos da Amazônia, famílias, estudantes e vítimas de calamidades.

A presidente Dilma Rousseff (PT) se reuniu na tarde de ontem, 18 de janeiro, com lideranças evangélicas no Palácio do Planalto para tratar do combate ao aedes aegypti e o vírus zika.

Na reunião, a presidente se concentrou em pedir ajuda aos pastores para que a população se una no combate ao mosquito que transmite dengue, chicungunya e zika, de acordo com a jornalista Mariana Alvim, de O Globo.

“O assunto [da reunião] não passa — ao menos diretamente — pela articulação com congressistas ou coisa parecida. O objetivo é arregimentar forças para o combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Na semana passada, Dilma se reuniu com católicos, com o mesmo objetivo”, sintetizou Alvim.

Paulo Teixeira, colunista do Gospel+ e editor do Holofote, comentou a reunião da presidente com as lideranças evangélicas: “Certamente Dilma não tratou sobre o aborto. Dilma só não pede opinião dos evangélicos para tratar de assunto como aborto e questões que fazem apologia LGBT”, opinou, lembrando que entidades sociais, com apoio dos partidos de esquerda, trabalham para levar ao Supremo Tribunal Federal uma ação que resulte na liberação do aborto em casos de microcefalia. O vírus zika é apontado como responsável pelo surto de gestações em que o bebê tem um desenvolvimento craniano menor do que o necessário.

 

Pastor quer debater o aborto


O pastor Joel Zeferino, presidente da Aliança Batista do Brasil, defendeu um debate mais amplo sobre o aborto nos casos de microcefalia.

Em entrevista concedida ao Correio Braziliense, o pastor – que se reuniu com Dilma semanas atrás – disse que há espaço para admitir o aborto em alguns casos, e que as decisões devem partir, prioritariamente, das mulheres.

“Nós não temos uma posição em torno do aborto. Entendemos que tem que ser uma questão debatida com a sociedade, mas não dá para ignorar o assunto e é preciso empoderar as mulheres nessa discussão”, disse.

A psicóloga Marisa Lobo, colunista do Gospel+ e ativista pró-vida, criticou a postura do pastor: “Eu acho saudável até mesmo pedir para que as mulheres não engravidem nesse momento, porque você só está pedindo para adiar um projeto de ser mãe. Agora, um pastor que considera a legalização do aborto diante da infecção pelo zika vírus em mulheres gestantes – o que não dá a certeza que isso vá desenvolver microcefalia no bebê – é vergonhoso”, afirmou, em entrevista ao portal Guia-me.

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