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Dom, Dez

O filme “Estrelas Além do Tempo” conta a história de Katherine Johnson, matemática que teve um papel essencial na primeira missão que enviou o homem à lua. A música tema, “I See a Victory”, está entre as mais tocadas nas rádios americanas.

A gravação, que une Pharrell Williams e a cantora Kim Burrell, estava atraindo muita atenção para Burrell, cuja fama se limitava ao mercado gospel. A dupla vinha falando sobre a faixa em vários programas de TV.
Porém, quando Burrell pregou na igreja Love and Liberty Fellowship em Houston, Texas, afirmou que o “espírito de homossexualidade é um espírito de desilusão e confusão, que já enganou vários homens e mulheres”. Afirmou ainda que essas pessoas precisam de libertação e que o pecado gera a condenação divina. Finalizou dizendo “Você que brinca com isso, o que isso significa? Você vai morrer. Você brinca com ele na casa de Deus em 2017, você vai morrer com isso”.

 

Logo a mídia passou a massacrá-la, com o rótulo de “homofóbica” e acusaram-na de propagar “espírito de ódio”. Ela foi criticada abertamente por outros cantores. Acabou desconvidada do programa de Ellen DeGeneres, que é ativista LGBT. Pharrell Williams foi sozinho e também fez duras críticas à Burrell.

Devido à grande popularidade do programa “Ellen”, a cantora gospel viu ser cancelado o programa de rádio que ela apresentava em uma rádio universitária do Texas. Ativistas iniciaram uma verdadeira campanha de difamação contra ela na internet. A cantora usou seu perfil oficial no Facebook para dizer: “Aqueles que estão envolvidos com o espírito de homossexualidade saibam que eu os amo porque Deus os ama. Mas Deus odeia o pecado”.

Em uma transmissão ao vivo, deixou claro que em seu sermão estava falando sobre como Deus odeia o pecado e não as pessoas e que ela faz o mesmo. Ressaltou que a luta do cristão não é “contra carne e sangue”, mas trata-se de uma “batalha espiritual”.

Com informações Charisma News e The Guardian

Depois que o apóstolo Valdemiro Santiago foi atacado dentro de sua igreja em São Paulo, muitos líderes religiosos prestaram sua solidariedade a ele e disseram estar orando pela sua recuperação.
O pastor Silas Malafaia foi um deles, mas também aproveitou a situação para explicar por que anda com policiais armados fazendo sua escolta. Durante o culto da noite de domingo na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, ele afirmou que “por um ato e misericórdia de Deus, Valdemiro não foi assassinado dentro da igreja”.

Passou então a dizer que existe base bíblica para usar “seguranças”, mencionando o livro de Neemias. Ele se refere ao capítulo 4, quando Neemias, que fora ameaçado de morte por seus inimigos, colocou guardas para protegê-lo enquanto os muros de Jerusalém eram construídos.

Questionou ainda que ninguém estranha se um cristão, após ser assaltado, chama a polícia. “A hipocrisia é uma miséria. É fácil falar dos outros, quem é ameaçado sou eu, não é você”, disparou.

Deixou claro por que, ao final dos cultos, seus seguranças ficam perto dele para evitar problemas. “Não é por causa dos crentes”, justifica, “é por causa dos malucos, dos perturbados”.

Em seguida, deu um aviso público: “Não vem não porque vai morrer. Os caras aqui não erram. Se tem algum perturbado estou avisando: quer morrer? Então tenta”. Ressaltou que seus seguranças são treinados para lidar com esse tipo de situação.

Após pedir orações por sua vida, Malafaia finalizou dizendo que constantemente recebe ameaças de morte e por isso se previne.

Assista:

Após ser esfaqueado por um homem dentro da sua igreja no Brás, em São Paulo, o apóstolo Valdemiro Santiago, foi levado para o Hospital Sírio Libanês, onde recebeu 25 pontos. Horas depois recebeu alta e foi para casa na companhia da família.

O líder da Igreja Mundial do Poder de Deus gravou um vídeo onde aparece acompanhado pela da mulher, a bispa Francileia. Ele explica que não viu o ataque e que foi atingido quando se abaixava para abraçar o homem, que estava na fila para receber uma oração. “Eu nem vi o sujeito, só lembro que eu tinha abaixado para dar um abraço em uma pessoa, e era ele.”, contou.

Em seguida, ressaltou novamente que não guarda mágoas “Ele já está abençoado, está perdoado, quem sou eu para negar perdão”. Contou ainda que não teme a morte, pois só quem pode tirar a vida é Deus.

Valdemiro relata: “Era para eu ter morrido. O doutor falou comigo: você nasceu de novo”. O pastor não disse quando voltará a ministrar nos cultos. Aproveitou para mandar uma mensagem agradecendo a todas as pessoas que oraram por ele e o apoio que recebeu de vários líderes de outras denominações.

Suspeito está preso
O ajudante-geral Gonathan Gomes Higino, 20, preso no local após atacar Valdemiro foi encaminhado ontem ao 8º Distrito Policial, no Brás. De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, ele responderá por tentativa de homicídio por motivo fútil.

Aos policiais ele disse que havia roubado o facão e decidido matar o pastor por ter se sentido “incomodado com as palavras de Valdemiro” em um culto realizado cerca de seis meses atrás.

Na manhã desta segunda-feira (9) ele foi levado para o 2º Distrito Policial, no Bom Retiro. Encaminhado ao Fórum Criminal da Barra Funda, participou de uma audiência de custódia. O juiz deve anunciar hoje se ele continuará preso ou responderá em liberdade. Com informação das agências

O crescimento dos evangélicos no Brasil continua intenso e agora, segundo levantamento realizado em todo o país pelo instituto Datafolha, o número chega a 29%, sete pontos percentuais a mais do que o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou.

A pesquisa revelada no último final de semana mostra que entre outubro de 2014 e dezembro deste ano, o número de católicos foi reduzido em pelo menos 9 milhões de fiéis, ou 6% dos brasileiros com idade maior que 16 anos.

O levantamento do instituto realizado há dois anos mostrava que 60% da população brasileira era católica – 5% a menos que o registrado pelo IBGE em 2010 -, hoje, porém, os seguidores da igreja romana somam 50% do total.

Nos últimos dois anos, o número de pessoas que dizem não seguir nenhuma religião passou de 6% para 14%. No entanto, o professor de sociologia Reginaldo Prandi, docente da Universidade de São Paulo, afirma que isso não significa que todos esses se tornaram ateus.

“Pode não ter religião hoje e ter amanhã. Ficou muito ao sabor da época da vida, dos compromissos que se quer assumir. A religião deixou de ser condição obrigatória para ser bom cidadão. Socialmente, a religião não tem mais papel nenhum”, teoriza o sociólogo em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo.

A matéria repercutiu dados do Centro Global de Estudos da Cristandade, que mostram que ao redor do mundo, os católicos crescem a taxas maiores que a população com um todo, mas em quantidades menores que os evangélicos, num movimento oposto aos dos não-religiosos, que crescem a taxas menores do que o número de pessoas que nascem a cada ano.

“O ritmo de crescimento da população total é 1,21% ao ano, o de católicos, 1,28%, o de evangélicos, 2,12% e o de pentecostais, 2,20%. As religiões independentes se expandem a taxas de 2,21% (chegando a 2,94% na Ásia). Já os sem-religião crescem 0,31% por ano, os agnósticos, 0,36%, e os ateus, 0,05%”, informa a Folha.

Por aqui, a redução percentual de católicos não é exatamente correspondente ao crescimento dos evangélicos, mas de acordo com informações do Pew Research, que se dedica a estudar os fenômenos sociais ligados à religião, metade dos brasileiros protestantes têm origem na Igreja Católica, onde foram criados.

Mesmo com todo o crescimento dos evangélicos, na Região Sudeste do Brasil houve redução no total de pessoas que se dizem ligados a igrejas dessa tradição cristã. Em agosto de 2006, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, os evangélicos somavam 51% da população, e hoje, são 43%, um recuo de oito pontos percentuais.

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