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Seg, Jul

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Joquebede: A mãe que prepara um filho para vida.

 

Acabara de lhes nascer um lindo menino, presenteando o casal Anrão e Joquebede. Mas este menino estava condenado a morrer de acordo com a ordem de faraó:

Êxodo 1.22  Então, ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem aos hebreus lançareis no Nilo, mas a todas as filhas deixareis viver...

Graças às parteiras hebreias, Sifrá, e Puá, que desobedeceram à ordem de faraó, o menino nasceu e por três meses a mãe o escondeu e cuidou dele.

Com muita criatividade, Joquebede teve uma ideia:

Êxodo 2.3-10:  Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou um cesto de junco, calafetou -o com betume e piche e, pondo nele o menino, largou -o no carriçal à beira do rio. A irmã do menino ficou de longe, para observar o que lhe haveria de suceder. Desceu a filha de Faraó para se banhar no rio, e as suas donzelas passeavam pela beira do rio; vendo ela o cesto no carriçal, enviou a sua criada e o tomou.Abrindo -o, viu a criança; e eis que o menino chorava. Teve compaixão dele e disse: Este é menino dos hebreus. Então, disse sua irmã à filha de Faraó: Queres que eu vá chamar uma das hebreias que sirva de ama e te crie a criança? Respondeu-lhe a filha de Faraó: Vai. Saiu, pois, a moça e chamou a mãe do menino.  Então, lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino e cria-mo; pagar-te-ei o teu salário. A mulher tomou o menino e o criou. Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou ele a ser filho. Esta lhe chamou Moisés e disse: Porque das águas o tirei.

 

Filhos são bênção, são um presente de Deus. Os filhos não são nossos, mas Deus os deu a Você, mãe, por um tempo, para que Você possa criá-los exercendo o ministério de mãe.

Faraó, o rei do Egito, aqui tipifica Satanás. Quando o assunto é o povo de Deus, quando o assunto é libertação das pessoas, o inimigo de Deus e do povo de Deus entra em ação. Era o momento do nascimento do futuro libertador Moisés e, a exemplo de Herodes, que mandou matar todos os primogênitos, para com isto matar o Rei dos Judeus, Jesus Cristo, que havia nascido,  faraó pede às parteiras que matem todo menino hebreu que nascesse, e depois, que todo menino hebreu recém-nascido, fosse jogado no Rio Nilo.

Queridas mães, o inimigo Satanás não mudou, continua o mesmo. Ele quer oprimir o povo de Deus, e quer especialmente acabar com a nova geração de líderes. Matando os meninos, e deixando viver apenas as meninas, o futuro do povo de Deus estava comprometido. As meninas hebreias ficariam solteiras ou se casariam com os incrédulos egípcios.

Como mãe que luta pela vida de seu filho, Joquebede recebeu seu menino de volta. Ela teria um tempo limitado para criá-lo. Neste tempo limitado, até o menino ser grande, era o tempo no qual deveria acontecer toda a formação e o desenvolvimento de seu caráter. Começou aí o seu ministério de mãe: Provérbios 22:6 ¶ Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.

Deus inclusive supriu até as suas necessidades financeiras, pois a filha de faraó a pagava um salário para criar seu próprio filho.

 

Quais as marcas principais do ministério de mãe?


1. Mãe como educadora – A mãe é uma pedagoga natural. Ela ensina com a sua vida e com palavras. A instrução da sabedoria deve estar sempre nos seus lábios. Ela como Eunice, mãe de Timóteo, deve sempre colocar no coração dos filhos que os valores espirituais são mais importantes do que as vantagens deste mundo transitório. O grande estadista americano, Abraão Lincoln, disse que a mão que embala o berço, move o mundo. Precisamos desesperadamente de mães que voltem para o lar e lutem com firmeza em favor dos filhos, para que eles sejam homens e mulheres relevantes instrumentos nas mãos do Senhor.

2. Mãe como conselheira – A mãe é aquela que mantém o canal de comunicação aberto com os filhos. Ela mantém o equilíbrio entre firmeza e doçura. Não pode ser complacente a ponto de jamais chamar a atenção ou disciplinar os filhos, nem pode ser dura ou implacável em suas palavras e gestos, provocando-os, assim, à ira, ou inibindo-os de se expressarem. A mãe precisa cultivar um relacionamento íntimo, saudável e inteligente com os filhos, a fim de que eles possam sentir segurança e liberdade para buscar nela uma palavra de orientação e ajuda na caminhada da vida.

3. Mãe como intercessora – Um dos ministérios mais importantes que a mãe exerce no lar e sobretudo, na vida dos filhos, é o ministério da intercessão. A mãe alcança mais os filhos quando está com os joelhos dobrados diante de Deus, em favor deles, do que quando está com o dedo em riste brigando com eles. A mãe precisa falar mais a Deus sobre os filhos do que de Deus para os filhos. Ela deve ser uma intercessora e não apenas uma testemunha. As mães que mais influenciaram a família e a história foram as mulheres que mais oraram.

 

Identidade com o povo de Deus

A mãe que teme ao Senhor abençoa o povo de Deus pelo seu ministério. Filhos criados no temor do Senhor são filhos que viverão de forma digna do Evangelho. Estamos necessitando de homens e mulheres que influenciem a nossa geração.

Se você, mãe, quer mudar a futura geração, receba o ministério de mãe, e exerça-o principalmente na idade tenra de seu filho para educá-lo e formá-lo e aconselhando-o nos princípios da Palavra de Deus. Nunca desista do ministério de intercessão, pois este perdura a vida toda.

 

Conclusão:

O temor do Senhor leva a mulher a lutar pela vida. A família é a sua recompensa.

Mesmo não sendo uma mãe física, a mulher que luta pela vida, faz seu povo crescer e ser forte. O inimigo quer tirar a vida de seu filho, mas a mãe criativa busca pela salvação dele e entende o seu ministério de mãe.

Deus tem um propósito com seu filho, prepare-o para que ele possa ser usado por Ele e abençoar a muitos.

Feliz Dia das Mães!

Pr. Klaus G. Rempel