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Acusado de “ter espalhado a corrupção na terra”, Behnam Irani é um ex-muçulmano de 44 anos que após se tornar Pastor evangélico, foi condenado a prisão, ficando seis anos detido pelo crime de ter fundado uma congregação evangélica na cidade de Karaj, localizada no centro-norte do Irã.

Dez anos depois de se converter ao cristianismo, Irani se tornou Pastor, em 2002. Ele foi preso pela primeira vez em dezembro de 2006, sob acusação de crime contra a segurança nacional. Na verdade, Irani estava apenas anunciando o evangelho numa região marcada pela intolerância religiosa aos cristãos.

Libertado em janeiro de 2007, Irani foi novamente condenado, mas dessa vez para cumprir cinco anos de prisão. Segundo informações da organização Christian Solidarity Worldwide, “O veredicto contra ele inclui um texto que descreve o pastor Irani como apóstata e reitera que os apóstatas ‘podem ser mortos'”.

Todavia, o Pastor Irani foi solto em outubro de 2016, mas com sua saúde debilitada, devido às sessões de tortura física e psicológica que sofreu enquanto esteve preso.

O pastor que vive atualmente como refugiado na Turquia, agora tenta recuperar o tempo com a família; “Às vezes, tenho que tocá-lo para me certificar de que não é um sonho e que ele realmente está sentado novamente no sofá da sala”, disse Kristina, sua esposa armênia e também cristã, durante entrevista ao Ministério Portas Abertas.

Behnam Irani não lamenta ter sido preso por anunciar o evangelho, para ele todo sofrimento que passou lhe deu a oportunidade de pregar para os que estão dentro da prisão: “O Senhor esteve comigo todos os dias. A vida na prisão não é fácil, mas ser preso por Jesus foi para mim um presente. Ele me deu oportunidades de compartilhar seu amor por lá, nos lugares mais escuros e sombrios”, disse ele na mesma entrevista.

O pastor Irani é um dos muitos casos de cristãos que foram perseguidos, presos e torturados por terem se convertido a Jesus Cristo e anunciado o evangelho em países onde o islamismo é a religião oficial. Eles possuem uma fé que serve de inspiração em nossas lutas diárias, e um exemplo disso está numa carta que o Pastor Behnam Irani escreveu quando ainda estava preso, divulgada no Portas Abertas.

 

Leia um trecho:

“Aqui é o pastor Behnam, do Irã. Estou cumprindo minha pena de seis anos de prisão por causa de minha fé em Jesus Cristo, e por pregar sobre o Reino de Deus. É um grande privilégio falar com minha amada família em Jesus. Muitos companheiros de cela na prisão me perguntam por que estou pagando um preço tão alto por crer em Jesus Cristo. Eles querem saber por que eu não nego minha fé e volto para minha esposa e para meus filhos.

Então pergunto a mim mesmo qual foi o preço pago pelo Senhor a fim de me salvar e me transportar do reino das trevas para o reino da luz. A morte de Jesus Cristo na cruz, o sangue do Cordeiro de Deus! Sim, esse foi um alto preço. Assim, eu também sou capaz de preferir a prisão à liberdade. Decidi manter minha fé em nosso Senhor e continuar preso. Jesus disse: ‘Se você amar sua vida mais do que a mim, você não merece ser meu discípulo’. (Mt 10.35)”.

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, vem passando por problemas de saúde, e um grupo de mais de 65 mil cristãos iniciou uma campanha de jejum e oração durante sete dias pela recuperaçao do mandatário.

Muhammadu Buhari foi eleito presidente da Nigéria em abril de 2015, em um pleito marcado por problemas de segurança e ameaças dos extremistas muçulmanos do Boko Haram. Embora Buhari seja muçulmano, ele é apontado pelos cristãos locais como o único político capaz de interromper a perseguição implacável dos terroristas.

O vice-presidente de Buhari é um ex-procurador-geral membro de uma Igreja no sul da Nigéria. A aliança política entre os dois derrotou o presidente anterior, o cristão Jonathan Goodluck, eleito em 2011, e criticado por pouco fazer para interromper a ascensão do Boko Haram.

A iniciativa de oração partiu da Associação Cristã da Nigéria (CAN, na sigla em inglês) na última segunda-feira, 20 de fevereiro, com diversos de membros do estado de Katsina, no norte do país. O presidente da CAN, Nelson Chukwu, as reuniões de orações estão concentradas em sete igrejas de Katsina.

De acordo com informações do Pulse, a campanha de jejum e oração será finalizada no próximo domingo, 26 de fevereiro, na Igreja Anglicana de São João. Chukwu frisou que a proatividade dos cristãos na situação se deve ao reconhecimento em relação às ações do presidente, que tem beneficiado o país e a segurança de todos.

“Estamos orando pela rápida recuperação do nosso presidente por causa das boas obras que ele iniciou no país”, disse Chukwu.

Oficialmente, o governo afirma que o presidente tem seu estado de saúde estável, mas recentemente prolongou sua licença para continuar recebendo atenção médica em Londres, na Inglaterra, o que levou os nigerianos a especularem se o mandatário, de 75 anos, estaria debilitado demais para reassumir o mandato.

Os cristãos da República do Sudão, um país africano que fica ao norte do Egito, estão vivendo um dilema político que envolve perseguição religiosa ao cristianismo no país. Isso, porque, alegando que foram construídas em terreno destinado a “outras finalidades”, o governo ordenou a destruição de 25 igrejas, mas os cristãos se recusam abandonar os templos.

As igrejas ficam localizadas na na área de Cartum, e em 13 de junho de 2016, uma instituição do governo responsável pela proteção de terras, meio ambiente e áreas de proteção do governo, revelou que 25 igrejas cristãs foram marcadas para demolição.

O governo, por sua vez, afirmou que é porque foram construídas numa área com outras finalidades, mas os cristãos que se recusam abandonar os templos alegam que se trata de perseguição religiosa aos cristãos, como forma de reprimir o crescimento do evangelho no país. Em 2012, por exemplo, noticiamos como os Estados Unidos foram chamamos para intervir no Sudão do Sul, devido a perseguição aos cristãos.

“Este não é um ato isolado, mas deve ser tomado com uma perspectiva mais ampla”, disse Yahia Abdelrahim Nalu, Pastor da Igreja Presbiteriana local. Segundo ele, não apenas templos evangélicos são alvos do governo, mas também igrejas católicas.

O reverendo Mubarak Hamad, presidente do Conselho de Igrejas do Sudão, denunciou que Mesquitas (templos muçulmanos) localizadas na mesma região onde ficam as igrejas cristãs não foram incluídas na ordem de demolição, o que reforça a certeza de que os cristãos estão sendo vítimas de uma perseguição religiosa do governo motivada pelo radicalismo islâmico.

“Estou aqui emitindo a ordem de demolição das igrejas que estão ligadas a áreas residenciais e playgrounds públicos em bairros da localidade do Leste do Nilo”, escreveu Mohamad el Sheikh Mohamad, o funcionário do governo responsável pelo órgão de “proteção” das terras, na ordem de demolição enviada no dia 20 de junho de 2016.

Apesar da ordem de destruição das igrejas, os fiéis se recusam abandonar os templos; “o edifício da igreja está lá desde 1991. Nós ainda estamos adorando lá, mas temendo a demolição a qualquer momento.”, disse um dos membros ao site Morning Star News, representando os cerca de 180 membros apenas na sua comunidade.

Não é a primeira vez que o Sudão faz ações desse tipo. Devido seu histórico de perseguição aos cristãos e perseguição de igrejas cristãs, o país virou alvo do Departamento de Estado dos EUA desde 1999 para casos desse tipo, assim como da Comissão Internacional de Liberdade Religiosa, que recomendou a inclusão em sua lista de países de risco em 2016, além de ficar em quinto lugar na lista da “Open Doors”, entidade que monitora a perseguição aos cristãos em mais de 50 países.

Dezenas de milhares de pessoas ouviram o evangelho pela primeira vez em Mianmar durante o evento promovido pelo ministério de Billy Graham, onde seu filho, o evangelista Franklin Graham pregou.
Uma média de 50.000 mianmarense participaram de cada dia do “Festival de Paz, Amor e Alegria”, realizada no Centro de Convenções na cidade de Yangon. Aproximadamente 90% da população é budista e existem restrições a pregação do evangelho.

Mesmo assim, em cada dia da cruzada, que lembrou as que Billy Graham fazia até alguns anos atrás, foram registradas cerca de 2.500 cristãos decisões por Cristo. De acordo com a Associação Evangelística Billy Graham, no total perto de 7.500 responderam ao apelo. Franklin Graham pregou mensagens evangelísticas, falando sobre a necessidade de se nascer de novo para poder ir ao céu.

“Estou muito grato em ver milhares de homens, mulheres e jovens em Mianmar respondendo ao convite para ‘voltar para casa’ e confiar em Jesus Cristo como o Senhor e Salvador de suas vidas. Agradeço a Deus por trabalhar para Ele e lhe dar toda a glória. Sabemos que houve uma grande celebração no céu após cada uma dessas decisões!”, comemorou Franklin nas redes sociais.

Além do trabalho de evangelização, a Associação Billy Graham, através do ministério Bolsa do Samaritano, distribuiu milhares de “caixas de sapatos” em sua operação de Natal. São presentes e cópias das Escrituras colocadas em caixas usadas originalmente para colocar calçados. A distribuição foi realizada em parceria com igrejas locais.

Com informações Christian Today

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