06
Sex, Dez

O cantor cristão Jonas Vilar lançou na última sexta-feira (4) dois projetos: o novo CD “Deus Pode” e o videoclipe “O melhor está por vir”, ambos pela Universal Music Christian Group. Seu novo disco vem com 14 faixas e já se encontra disponível nos formatos físico e digital.

Com direção de Marco Túlio, da BME Multi Media, o clipe “O melhor está por vir” foi gravado em Balneário de Camboriú (SC). “Tivemos a ideia de usarmos técnicas do cinema independente, como se fosse um curta-metragem do movimento francês Nouvelle Vague. O clipe retrata a história que Deus age todos os dias, através de ações do nosso dia-dia, mas tudo faz parte do plano de Deus”, afirmou o diretor.

Já o cantor ressaltou a expectativa pelos dois lançamentos. “É com grande alegria que apresento junto com a minha gravadora esse novo projeto, ‘Deus Pode’. Trabalhamos por um tempo maior na produção e, com isso, conseguimos alcançar uma qualidade musical muito boa. O CD traz canções que certamente irão abençoar vidas. Foi uma honrar ter amigos como Eli Soares e a dupla Bruno & Marrone, abrilhantando esse álbum, que espero que o público vá curtir muito” contou.

O CD traz as participações especiais do cantor Eli Soares, na faixa “Sou teu Amigo”, e da dupla Bruno & Marrone, em “Deus Está Aqui/Noites Traiçoeiras”. O projeto gráfico ficou a cargos da agência Quartel Design.

Confira as faixas do CD:

01. Deus Pode
02. Pra vencer na Vida
03. Você Vai Ver
04. Dia de Sol
05. Carro de Fogo
06. Amor sem Medidas
07. Sou Teu Amigo (Participação especial: Eli Soares)
08. Não Fique Assim
09. Ele Vem Aí
10. Meu Alvo é o Céu
11. Deus é Mais
12. O Melhor Está Por Vim
13. Legalidade
14. Deus Está Aqui (Noites Traiçoeiras) / (Participação especial: Bruno e Marrone)

Confira o videoclipe “O melhor está por vir”:

Aleppo, a maior cidade da Síria antes da guerra que está destruindo o país, está sob violência contínua. O leste da cidade é bombardeado quase diariamente por forças aéreas sírias e russas. Já o oeste é frequentemente bombardeado pelos rebeldes do leste.

Apenas um pequeno número dos mais de 200.000 cristãos que viviam em Aleppo antes da guerra permanecem na cidade. Alguns líderes cristãos dizem que há apenas entre 20.000 e 40.000 cristãos atualmente ali.

Um desses líderes é o Pastor "Alim" (seu nome foi mudado por razões de segurança). Sua congregação está ajudando até 2.000 famílias carentes - muçulmanas e cristãs - mensalmente com o apoio de uma equipe de pessoas motivadas.

"A situação em Aleppo tem permanecido instável por um longo tempo. O cessar fogo só dura por um curto período de tempo. Quando as pessoas pegam fôlego, a luta começa novamente", contou.

Pastor Alim lembrou que Aleppo se tornou uma cidade dividida. Ele está na parte controlada pelo governo.

"Muitas mulheres e crianças da outra parte vieram para nossa área. Nossa igreja consegue ajudar um total de 2.000 famílias. Acho que metade delas são muçulmanas", disse.

A igreja de Alim apoia essas famílias com a doação de alimentos e o suprimento de outras necessidades.

"Ajudamos alguns deles a pagarem o aluguel de suas casas e oferecemos atendimento médico. Nossa igreja também cavou um poço para fornecer água potável", acrescenta.

Com a guerra como uma realidade sempre presente, pastor Alim lembrou de episódios que ilustram este contexto e tem assustado as famílias, mas não intimida seu ministério.

"No outro dia, quando terminamos nossa reunião na sexta-feira, uma bomba explodiu ao lado da igreja, matando uma menina e seu irmão. No domingo, quando estávamos nos preparando para o culto, bombas explodiram nos arredores da nossa casa", contou.

Em setembro, a população de Aleppo vislumbrou uma trégua na guerra. As crianças já começavam a se preparar para voltar às aulas. Mas os bombardeios recomeçaram.

"Eu não pude enviar meus filhos para a escola. Nós tínhamos grandes expectativas de um cessar-fogo, mas ele não durou. As pessoas ficam realmente deprimidas, sentem que não há esperança", lamentou.

Na linha de frente
Lembrando de outros episódios que ilustram o cenário de guerra, pastor Alim contou que passou por um grande livramento, quando decidiu se mudar da região onde morava.

"Nós morávamos no quarto andar do nosso prédio, muito perto da linha de frente, a chamada 'linha vermelha'. Nós nos mudamos para a casa dos meus pais. Pouco depois, um foguete chegou muito perto do nosso apartamento. Parentes nossos morreram, estilhaços atingiram nossa casa e quebraram as paredes", contou.

Alim confessou não consegue imaginar a cena, casso seus filhos estivessem lá, brincando, no momento do impacto.

"Todos os dias ouvimos falar de alguém que morreu, todos os dias estamos cercados pela morte. Nós sentimos a dor, mas por aqueles que morreram não podemos fazer nada. Podemos fazer a diferença para os vivos, podemos ajudá-los", akfirmou.

Pastor Alim destacou que a guerra, surpreendentemente, tem dado oportunidades únicas de alcançar pessoas que ele acredita que não conheceria em outros contextos.

"Por causa da crise, as pontes estão sendo construídas com pessoas com as quais nunca tivemos contato. Começamos a visitar famílias, organizamos acampamentos para crianças que não são cristãs e suas mães também participam", contou.

Recentemente, houve outro fluxo de pessoas deslocadas de outras áreas em Aleppo. Alguns já deslocados pela segunda vez.

"Eles ficaram em escolas, mesquitas e em edifícios inacabados. Nossa igreja tomou a iniciativa de visitá-los", lembrou Alim. "O que vemos e ouvimos é muitas vezes desolador, mas agora essas pessoas estão vendo o que a Igreja faz. Agora há uma maior apreciação pelo seu papel. Antes, as pessoas reagiam de forma diferente com relação à Igreja. Antes eu ouvia as pessoas dizendo: 'Os infiéis estão vindo'. Agora elas estão diferentes".

Decisões difíceis
Fazer escolhas - ainda mais quando se está em uma situação quando a do pastor Alim - não é nada fácil. Dois irmãos dele estão vivendo na Alemanha e ele tem recusado convites para sair da cidade em guerra.

"Dois dos meus irmãos estão vivendo na Alemanha, eles nos pressionaram para nos juntarmos a eles lá", disse Alim. "Eu sinto um chamado de Deus, ele quer que eu esteja aqui até o fim, enquanto houver trabalho para fazer em Aleppo. Não foi uma decisão fácil. Minha esposa tem a mesma vocação missionária. Tentei convencê-la a se mudar para uma área mais segura. Ela não quis. Ela quer ficar comigo".

O pastor lembrou que seu filho morou em uma área mais segura da cidade durante um tempo, mas continua mostrando sinais de traumas da guerra.

"Nosso filho tinha cinco anos quando a guerra começou. Houve uma espécie de ruptura da guerra em outra área mais segura na Síria. Quando ele estava lá, não queria voltar para casa, para não ouvir o som das explosões. No meio deste ano nós novamente passamos algum tempo com a família em uma área mais segura. Mas ele continuou a ter pesadelos por causa das bombas", contou.

Apesar de muitas perguntas sem respostas, Alim disse que os membros de sua comunidade e sua equipe ministerial estão tendo sua fé ainda mais fortalecida por Deus.

"Nós passamos por situações muito difíceis, não sabemos por que sentimos tanta paz e esperança! Eu acho que Deus está nos dando graça dupla. É por isso que eu não me sinto 'tentado' a sair de Aleppo - embora as portas estejam sempre abertas para mim", afirmou.

"As pessoas estão famintas, querendo se aproximar de Deus. Há fome pelas reuniões de oração, por exemplo. Agora toda a congregação está vindo a essas reuniões. A Igreja está repleta de pessoas orando", acrescentou.

O pastor lembrou que tal "fome de Deus" não está presente apenas nos cristãos, mas também nos muçulmanos, que procuram a igreja de Alim com cada vez mais frequência.

"Acontece mais com os muçulmanos e os drusos. Deus está falando a língua de cada grupo: os muçulmanos estão vendo Jesus em seus sonhos ... Uma mulher viu um homem em um sonho, que estava vestido de branco e seu rosto brilhava. Foi à igreja, teve muito medo de ser rejeitada, foi acolhida com amor", contou.

Na Síria, apesar de estudiosos afirmarem que o cristianismo corre risco de extinção, talvez ele não esteja "morrendo" mas sim "mudando de rostos".

"Antes da guerra, éramos uma igreja com 150 a 200 membros. Esse número ainda é o mesmo, mas a maioria deles é nova. A cada ano batizamos de 15 a 20 pessoas e há um número igual de crentes novos que ainda não podem ser batizados, por causa da pressão da comunidade", diz Alim.

No entanto, a perda do cristianismo tradicional deixa um grande impacto cultural no país.

"Se todos os cristãos saíssem da Síria, a situação não seria a mesma. Os cristãos conseguem manter um equilíbrio na sociedade. É essencial que nós fiquemos", afirmou o pastor.

Grupos de direitos humanos estão relatando novas estatísticas sombrias a respeito da perseguição que as minorias religiosas - incluindo os cristãos - têm sofrido na Coreia do Norte, revelando que mais de 75% das pessoas submetidas a sessões de tortura, à prisões em situações precárias e outras punições não sobrevivem.

A a agência de notícias 'United Press International' (UPI) informou sobre as estatísticas do Centro de Base de Dados para os Direitos Humanos da Coreia do Norte - uma organização sem fins lucrativos da Coreia do Sul - baseadas em depoimentos de desertores, identificando mais de 65.000 casos de perseguição religiosa no país.

Cerca de 99% dos 11.370 desertores entrevistados confirmaram que não há liberdade religiosa sob o governo do ditador Kim Jong-un e que mais de 75% dos cristãos que são punidos dessa forma por causa de sua declaração de fé não sobrevivem.

"A maioria dos norte-coreanos que confessam alguma fé dizem que eles são protestantes ou católicos romanos. Mais de 10% dos entrevistados disseram ser budistas", afirmou o relatório.

"As entrevistas também revelam que menos de 23% das vítimas de perseguição religiosa sobrevivem às punições severas, de acordo com testemunhos dos desertores", acrescentou.

As estatísticas também mostraram que apenas 1,2% dos que fugiram da Coréia do Norte admitiram participar de atividades religiosas secretas, por causa do medo que têm da perseguição.

Perseguição brutal
As organizações 'International Christian Concern', 'Open Doors' (Portas Aertas USA) e 'Christian Solidarity Worldwide' são apenas alguns dos grupos de perseguição que documentaram o terrível tratamento das minorias na Coreia do Norte.

O relatório da 'CSW' sobre o regime norte-coreano divulgado em setembro observou que o governo tortura, mutila e mata cristãos.

O texto acrescentou que alguns dos incidentes documentados contra os cristãos inclui crucificá-los enquanto são incendiados, pisoteá-los ou até esmagá-los com um rolo compressor.

"Uma política de culpa por associação também é aplicada, o que significa que os parentes de cristãos também são detidos, independentemente do fato de eles compartilharam ou não da mesma fé cristã. Mesmo os norte-coreanos que escaparam para a China e que são ou se tornam cristãos, são muitas vezes repatriados e posteriormente presos em um campo de prisioneiros políticos", observou a CSW

Como o grupo de vigilância também explicou, a fé é vista como uma grande ameaça para a liderança da Coreia do Norte. Cristãos são muitas vezes acusados ​​de serem "imperialistas" que buscam minar o governo do "líder supremo", como Kim Jong-un é conhecido.

A ICC relata que, embora existam algumas igrejas cristãs na capital da Coreia do Norte, Pyongyang, elas servem mais como "vitrines" para a comunidade internacional, ao invés de serem legítimas casas de culto.

Os cristãos da Coreia do Norte disseram, no entanto, que não estão orando por sua própria liberdade, mas por seus irmãos e irmãs ocidentais que estão sendo tentados pelo dinheiro e pela riqueza material.

"Eles não oram por liberdade e dinheiro, clamam por mais de Cristo e pedem ajuda para serem um espelho de Jesus", disse o Rev. Eric Foley, chefe da organização cristã 'Voz dos Mártires da Coreia', citando sua conversas com coreanos perseguidos.

"Deus escreve histórias muito boas". A observação veio de Gracia Burnham, uma missionária americana que, juntamente com seu marido Martin e outros 18 cristãos, sofreram uma um episódio de tensão e medo nas mãos do notório grupo terrorista Abu Sayyaf, nas Filipinas que os sequestrou em 2001 e os manteve prisioneiros por um ano na selva da ilha de Mindanao.

O grupo de reféns foi resgatado pelo exército filipino em junho de 2002. No entanto, a tentativa de resgate resultou na morte de seu marido, Martin.

Em declarações à Mission Network News (MNN), Burnham disse que outros milagres aconteceram, desde que ela foi resgatada do cativeiro do grupo Abu Sayyaf, há 14 anos.

"Deus escreve histórias realmente boas, tudo isso pode estar acontecendo nas Filipinas e eu nem sequer sei sobre isso, mas o Senhor me deixou estar em alguma parte dessas histórias, e eu sou muito grata a Ele", disse ela.

Visitando as Filipinas recentemente, ela disse que soube que alguns dos terroristas do Abu Sayyaf que mantinham ela, seu marido e os outros 18 cristãos como prisioneiros, ainda estão detidos em uma prisão de segurança máxima, em Manila.

Um casal de missionários que trabalham na prisão disse então a Burnham que quatro entre aqueles terroristas (agora presos) entregaram suas vidas a Jesus.

Transformação
Por sua parte, Burnham disse que a experiência angustiante mudou sua vida.

"Eu acho que se você perguntasse aos meus filhos, eles diriam que uma mãe diferente saiu daquela selva", disse ela.

"Eu sempre fui uma pessoa realista, 'preto no branco'... Então, de repente, o meu chão caiu e eu me vi no meu ponto mais baixo. Eu me deparei com o meu pecado e o meu ódio por aqueles caras [sequestradores] e isso foi chocante. Então quando eu me vi da maneira que eu realmente era, aprendi sobre a a graça de Deus de uma maneira totalmente nova", contou.

A 'MNN' perguntou a Burnham como sua experiência de vida influenciou seus pensamentos em missões.

"Eu acho que minha filosofia em missões é que você simplesmente ama as pessoas e as convida a conhecer suas circunstâncias. Você lhes conta a sua história e o que Deus fez por você - e como Deus pode trabalhar em seus corações e vidas também", disse Burnham.

Intercessão
Ela disse que tem orado pelos cristãos que trabalham em missões transculturais e correm grandes riscos por isso.

"Oro para que eles [missionários] tenham um lugar para dormir esta noite; para eles tenham um travesseiro para suas cabeças, um cobertor sobre eles para não para não passarem frio, uma xícara de café quente com açúcar - algo que venha a abençoá-los; algum incentivo da Palavra de Deus. Eles precisam das coisas básicas, então minhas orações para elas são muito simples: 'Deus, dê-lhes o que eles precisam hoje, seu pão diário; dê-lhes algo para que possam se apoiar no Senhor e encorajem seus corações. Que eles possam sempre saber: 'Deus está aqui comigo", afirmou.

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