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Seg, Out

Uma grande quantidade de sírios muçulmanos que fugiam de seu país, devastado pela guerra, foram impedidos de ir para a Europa. Optaram em pedir refúgio no Líbano e ali se converteram a Cristo. Apesar de a Constituição libanesa prever liberdade religiosa, os novos convertidos estão experimentando perseguição.

Abu Radwan, que morava em Homs na Síria, foi batizado pelo bispo Saliba em Beirute. Ele testemunha que Jesus apareceu-lhe em um sonho há dois anos. “Eu comecei a ir à igreja. Eu acreditava que Jesus estava vindo nos ajudar, para nos salvar.”

Para a igreja no Líbano, os ex-muçulmanos precisam confirmar que sua fé é genuína. Isso é feito através do batismo, o que coloca suas vidas em risco. Radwan, por exemplo, foi esfaqueado enquanto voltava para casa após um culto na igreja. Os atacantes eram sírios de sua própria tribo. Sua esposa ainda usa o véu [hijab] para sua segurança.

Uma igreja evangélica em Beirute cresceu muito nos últimos meses por causa da chegada de vários sírios convertidos. “Quando eu vejo que uma pessoa quer ser cristã, eu não o impeço, mas tentamos testá-lo”, disse o pastor, que prefere não ter o nome revelado.

A Missão Voz dos Mártires, que possui um ministério com programas de rádio no Oriente Médio diz que há muitas pessoas os procurando para saber mais sobre Jesus.

“Estamos em contato regular com nossas estações de FM no Iraque e recebemos contato de muitas pessoas que têm família no Oriente Médio. Algumas de nossas transmissões no Oriente Médio agora são apenas com testemunhos compartilhado de muitos que se voltaram para Cristo”, relata.

A conversão de refugiados muçulmanos na Europa vem sendo amplamente divulgada pela mídia desde que a crise migratória começou. Algumas igrejas europeias estão lotadas de ex-muçulmanos.

A diferença agora é que esse fenômeno crescente, que inclui muitas conversões sobrenaturais, com sonhos e visões, está ocorrendo no Oriente Médio.

No ano passado, Terence Ascat, um dos fundadores da SAT-7, rede de satélites que transmite programação cristã na região, disse que as famílias muçulmanas estão abandonando o islamismo por que só no cristianismo encontram uma mensagem de paz e amor.

“É surpreendente o quanto o mundo muçulmano está sendo abalado com o que os extremistas estão fazendo. Isso deveria levantar sérias questões, pois essas pessoas realmente perderam a confiança na sua antiga religião”. Com informações de Christian Post

Cinco líderes cristãos da China foram sentenciados a sete anos de prisão na semana passada por comprar e vender literatura cristã, o que foi considerado “ilegal” pelas autoridades.

Na semana passada, um tribunal da província de Liaoning, condenou quatro mulheres e um homem pela posse de “livros devocionais oficialmente proibidos”. Os pastores Li Dongzhe e Piao Shunnan foram sentenciados a sete anos atrás das grades, Zhao Chunxia e Li Yuan pegaram cinco anos cada, enquanto Shi Jinyan recebeu uma sentença de três anos.

A denúncia está sendo feita pela Missão China Aid, que pede orações por eles. O processo se desenrolava desde junho do ano passado. Como todos os envolvidos são membros de igrejas registradas junto ao governo, parece mais um ato político, que visa amedrontar os cristãos do país que distribuem literatura cristã, incluindo Bíblias.

A China Aid reitera que os julgamentos contra líderes cristãos são sempre políticos. Em um caso relacionado a essa nova onda de perseguição, o pastor Yang Hua, líder da igreja Huoshi, na província de Guizhou, foi condenado a dois anos e meio de prisão, acusado de espionagem.

De acordo com os advogados do pastor, seu cliente foi torturado na prisão. Eles já processaram alguns funcionários do governo envolvidos, mas nada foi feito pelas autoridades.

A defesa de Hua acredita que o pastor é inocente, pois não há provas contra ele e que esta é uma forma de intimidação contra líderes religiosos. “Mesmo um dia na prisão é demais para uma pessoa inocente”, reiterou o advogado Chen. “Só tenho uma coisa a dizer sobre isso: não é um julgamento: é perseguição”. Com informações Christian Daily

As epidemias de Ebola e a guerra civil que se arrasta por mais de uma década em Serra Leoa deixaram uma marca triste na história do país. Ao mesmo tempo isso fez com que milhares de pessoas passassem a questionar o sentido de suas vidas e rejeitarem o Islã, abraçando o cristianismo.

Segundo um novo relatório divulgado pela Missão Christian Aid, embora apenas 13% da população se identifique como cristã – são 63% de muçulmanos e 23% de animistas tribais – o número de crentes está aumentando, num verdadeiro avivamento.

“Tudo o que aconteceu em nossa nação nos últimos anos, nestes 11 anos de guerra contra os rebeldes e as epidemias de Ebola. Isso tem sido como uma espécie de mensageiro divino para trazer o nosso povo ao arrependimento de seus maus caminhos e poderem receber o evangelho e a misericórdia de Deus revelada em Jesus Cristo “, explica Mitford Macauley, diretor dos Ministérios Evangelho da Trindade (TGM).

“Portanto, não estamos perdendo tempo para levarmos o evangelho de Cristo radicalmente até as regiões não alcançadas”.

Ele acredita que a igreja local está desenvolvendo uma visão missionária vibrante. Sua missão completou recentemente um trabalho em várias aldeias, onde centenas de pessoas vieram a Cristo.

“Nenhuma destas 22 aldeias tinham presença na igreja anteriormente, e nunca o evangelho lhes foi pregado… até agora”, comemora Macauley. “Através de nossos filmes e campanhas, vimos centenas de pessoas sentindo o poder de Deus, com curas de doenças e livramentos de possessões demoníacas e opressão. Milhares de pessoas se converteram, abandonando seus pecados de imoralidade, idolatria e ocultismo para servir ao Senhor Jesus.”

A missão pede orações para que possam suprir as centenas de Bíblias que precisam para atender a fome espiritual dos novos convertidos, além dos custos para a manutenção do trabalho nesses lugares, que inclui a construção de templos nas aldeias onde tantas congregações estão se formando.

Entre 2014 e 2015, o vírus Ebola infectou mais de 28.000 pessoas na Libéria, Guiné e Serra Leoa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, morreram mais de 11.000 em apenas alguns meses.

Macauley disse que, além da plantação de igrejas, a Christian Aid Mission está trabalhando incansavelmente para tentar cuidar dos cerca de 12 mil órfãos que perderam os pais para essa doença. A TGM está construindo orfanatos. Com informações de Gospel Herald

A primeira-ministra Teresa May prometeu defender os cristãos perseguidos em um discurso diante de muitos dos principais líderes cristãos do país, nesta terça-feira (28). Ela afirmou que o Reino Unido deve se orgulhar de sua “herança cristã” e acredita ser vital que as pessoas possam falar livremente sobre sua fé.

Theresa May assumiu o posto em meados de 2016, logo após o início da crise política causada pelo Brexit – saída da União Europeia. Filha do pastor anglicano Hubert Brasier, ela sempre disse ser uma cristã devota. Ao longo de sua carreira política, repetia sempre que a decisão de seguir os preceitos bíblicos é algo importante em sua vida.

“A fé é uma parte de mim. Uma parte de quem eu sou e de como decido as coisas”, explicou em entrevista à rede BBC.

Na reunião desta terça, ela agradeceu a todos os presentes no encontro realizado na residência oficial. “Obrigado por tudo que vocês dão ao nosso país e pela diferença que fazem em tantas vidas”, afirmou May, reiterando que possui “uma enorme dívida de gratidão” com a Igreja.

Depois de deixar claro que o encontro foi de “grande importância” para ela, demonstrou sua preocupação com a perseguição dos cristãos. “É difícil compreender que hoje as pessoas ainda estejam sendo atacadas e assassinadas por professarem o cristianismo. Iremos tomar medidas adicionais como governo para apoiar a liberdade religiosa”.

Além de figuras importantes da Igreja Anglicana, religião oficial do país, como o bispo de Londres Richard Chartres, a recepção contou com a presença do Cardeal católico do Reino Unido Vincent Nichols, além de dezenas de pastores de igrejas menores.

Recentemente, May teve divergências com o Arcebispo de Canterbury, líder maior da Igreja da Inglaterra, por que o governo inglês não quis mais receber crianças refugiadas vindas de países muçulmanos.

Aos presentes, a primeira-ministra deixou claro que “a Igreja nem sempre concordará com tudo o que o governo diz – e o governo nem sempre concordará com a Igreja”. Contudo, lembrou que havia muitas áreas onde a Igreja e o Estado poderiam trabalhar juntos.

Fazendo um posicionamento raro para governantes nos dias de hoje, sublinhou: “Em nosso país, temos uma tradição muito forte de tolerância religiosa e liberdade de expressão. Nossa herança cristã é algo que todos podemos nos orgulhar. Devemos assegurar que as pessoas possam falar livremente sobre suas crenças, e isso certamente inclui sua fé em Cristo”.

O posicionamento dela marca um enorme distanciamento do governo de seu antecessor, Cameron Crowe.

Encerrou dizendo acreditar que “o cristianismo tem um papel importante a desempenhar na Grã-Bretanha”.

No mês passado, líderes evangélicos disseram que a igreja deveria voltar a ter “papel central” na Inglaterra, o que gerou grande polêmica por causa do crescimento político do islã no país, que ajudou a eleger um muçulmano para prefeito de Londres.

As declarações incisivas da premiê vieram a público em um período conturbado no país, onde especialistas apontam que o risco de atentados terroristas islâmicos é o maior desde a década de 1970, quando havia uma guerra com as forças do IRA. Com informações de Christian Today

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