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Sáb, Ago

Aconselhamento
Fontes

Concordo com aqueles que dizem que não decidir é também uma decisão, a “decisão de não decidir”, ou seja, indecisão. Porém, não é muito fácil tomar decisões. Como a própria palavra (decisão) aponta, pressupõe-se rupturas que na maioria das vezes são tensas e dramáticas. No entanto, por mais duras, tensas e difíceis, não temos como fugir, a vida requer que tomemos decisões!


Quero partilhar com vocês uma decisão que tive que tomar em meados de 1998, para ser mais exato, no dia 28 de julho de 1998. Encontrava-me muito deprimido, uma angústia horrorosa se apossara de minha alma, gerando em mim um desejo intenso pela morte. Não conseguia ver graça em absolutamente nada, as minhas noites eram insones. Eu já havia passado por vários psiquiatras, psicólogos e terapeutas sem ou com muito pouco sucesso.


Naquela época, com 28 anos, casado, pai de três filhos, me sentia a personificação do fracasso. Foi quando chegou em minhas mãos um livro que relatava histórias de várias pessoas que tiveram as suas vidas transformadas pelo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Eram atrizes, modelos, jogadores de futebol, políticos, profissionais liberais, entre tantos. Porém, um em especial me atraiu a atenção: o caso de um rapaz que se chamava Mário e que nascera com uma deficiência física de grande proporção, mas era feliz, cheio de sonhos e uma alma aguerrida. Entre tantos sonhos que habitava a alma de Mário, um em especial me chamou muito a atenção: ter e dirigir o seu próprio carro. Mas como isso era possível? Eram tantas as limitações! Mário tomou uma decisão depois de muita oração. Matriculou-se no Curso de Engenharia Mecânica em uma Universidade Norte Americana, formou-se e projetou o seu próprio carro.


Após ler essa história, era a minha vez de tomar uma decisão; não era uma mera decisão, mas a “decisão das decisões”. Ajoelhei-me rente à cama de uma das minhas filhas e disse ao Senhor: “De hoje em diante eu me rendo totalmente ao Senhor. Entrego tudo que tenho e tudo que sou em Tuas mãos”.


Lembro-me como se fosse hoje, ajoelhei-me angustiado, temeroso, inquieto, com um sentimento de culpa que me consumia como cupins na madeira. Mas levantei-me leve, com aquela sensação de que um fardo fora tirado de minha alma. A vontade de morrer deu lugar a uma vontade de viver em Cristo e para Cristo.


Eu, que até então tinha sérios problemas com alcoolismo, tabaco e esporadicamente com drogas, vi-me liberto pela graça de nosso Bom Deus. O casamento que ia de mal a pior foi restaurado, o relacionamento com os filhos se tornou uma bênção.


Caros irmãos e irmãs, quero, com este pequeno testemunho, encorajá-los e encorajá-las a tomarem decisões. A vida passa, e muito depressa. Não podemos ficar postergando, adiando aquilo que é inadiável. Não estou querendo dizer que será fácil, mas, sim, que é necessário. Tome a decisão que precisa ser tomada, mas não faça sem antes colocá-la diante do Senhor em oração.
Tiago nos diz em sua carta que as demandas da vida precisam de ser apresentadas a Deus para que tomemos a decisão certa:
“Se algum de vocês necessita de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida” (Tg 1.5).


Os grandes homens e as grandes mulheres de Deus do passado e do presente nunca abriram mão desse expediente: oração precede uma grande decisão. Não se esqueçam: de hoje em diante.


:: Geraldo Márcio (Ultimato)

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