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Seg, Out

Concordo com aqueles que dizem que não decidir é também uma decisão, a “decisão de não decidir”, ou seja, indecisão. Porém, não é muito fácil tomar decisões. Como a própria palavra (decisão) aponta, pressupõe-se rupturas que na maioria das vezes são tensas e dramáticas. No entanto, por mais duras, tensas e difíceis, não temos como fugir, a vida requer que tomemos decisões!


Quero partilhar com vocês uma decisão que tive que tomar em meados de 1998, para ser mais exato, no dia 28 de julho de 1998. Encontrava-me muito deprimido, uma angústia horrorosa se apossara de minha alma, gerando em mim um desejo intenso pela morte. Não conseguia ver graça em absolutamente nada, as minhas noites eram insones. Eu já havia passado por vários psiquiatras, psicólogos e terapeutas sem ou com muito pouco sucesso.


Naquela época, com 28 anos, casado, pai de três filhos, me sentia a personificação do fracasso. Foi quando chegou em minhas mãos um livro que relatava histórias de várias pessoas que tiveram as suas vidas transformadas pelo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Eram atrizes, modelos, jogadores de futebol, políticos, profissionais liberais, entre tantos. Porém, um em especial me atraiu a atenção: o caso de um rapaz que se chamava Mário e que nascera com uma deficiência física de grande proporção, mas era feliz, cheio de sonhos e uma alma aguerrida. Entre tantos sonhos que habitava a alma de Mário, um em especial me chamou muito a atenção: ter e dirigir o seu próprio carro. Mas como isso era possível? Eram tantas as limitações! Mário tomou uma decisão depois de muita oração. Matriculou-se no Curso de Engenharia Mecânica em uma Universidade Norte Americana, formou-se e projetou o seu próprio carro.


Após ler essa história, era a minha vez de tomar uma decisão; não era uma mera decisão, mas a “decisão das decisões”. Ajoelhei-me rente à cama de uma das minhas filhas e disse ao Senhor: “De hoje em diante eu me rendo totalmente ao Senhor. Entrego tudo que tenho e tudo que sou em Tuas mãos”.


Lembro-me como se fosse hoje, ajoelhei-me angustiado, temeroso, inquieto, com um sentimento de culpa que me consumia como cupins na madeira. Mas levantei-me leve, com aquela sensação de que um fardo fora tirado de minha alma. A vontade de morrer deu lugar a uma vontade de viver em Cristo e para Cristo.


Eu, que até então tinha sérios problemas com alcoolismo, tabaco e esporadicamente com drogas, vi-me liberto pela graça de nosso Bom Deus. O casamento que ia de mal a pior foi restaurado, o relacionamento com os filhos se tornou uma bênção.


Caros irmãos e irmãs, quero, com este pequeno testemunho, encorajá-los e encorajá-las a tomarem decisões. A vida passa, e muito depressa. Não podemos ficar postergando, adiando aquilo que é inadiável. Não estou querendo dizer que será fácil, mas, sim, que é necessário. Tome a decisão que precisa ser tomada, mas não faça sem antes colocá-la diante do Senhor em oração.
Tiago nos diz em sua carta que as demandas da vida precisam de ser apresentadas a Deus para que tomemos a decisão certa:
“Se algum de vocês necessita de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida” (Tg 1.5).


Os grandes homens e as grandes mulheres de Deus do passado e do presente nunca abriram mão desse expediente: oração precede uma grande decisão. Não se esqueçam: de hoje em diante.


:: Geraldo Márcio (Ultimato)

Grande parte da vitória é não desistir. Naqueles momentos que a pressão revela-se insuportável, as incertezas ameaçam o que lhe é mais precioso e parece não haver possibilidade de avanço ou sucesso, torna-se imperativo resistir.


A intransigente decisão de não desistir é responsável, em grande parte, pela vitória. Assim Moisés não desistiu perante o mar e o deserto. Josué não retrocedeu diante da fortificada Jericó. Davi perseverou após perder família, cidade e amigos. Somos chamados em Cristo para – impulsionados pela mistura da fé com a esperança – não desistir jamais.


Esta resistência perante o dia mau seria apenas uma decepcionante teimosia humana se não fosse a promessa de Deus. É pela promessa do Altíssimo que vivemos e perseveramos. Ele prometeu que não estaremos sozinhos um dia sequer das nossas vidas (Mt 28.20); prometeu que todas as coisas (mesmo as mais indesejadas) irão colaborar para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28); prometeu uma alegria matutina após noites escuras (Sl 30.5); prometeu que ao fim desta vida haverá um lugar sem angústia ou desespero (Ap 21.14); prometeu que as lágrimas dos que saem semeando se tornarão em alegria perante os frutos (Sl 126.5); prometeu que, mesmo diante das mais terríveis hostes diabólicas, toda corrupção do mundo e do próprio coração, nenhuma força conseguirá nos afastar do seu amor (Rm 8.38,39). E aquele que fez a promessa é fiel.


Em uma recente viagem à Turquia fiquei atônito pela indescritível situação dos refugiados. Olhares desolados contrastam com pés que seguem caminhando. Os milhões que fogem da insana guerra síria e se espremem nas fronteiras da Europa movem-se por uma pálida esperança. Seja de uma vida em solo pacífico, alimento sobre a mesa, educação para os filhos ou simples sobrevivência.


Os olhares parecem anestesiados de exaustão, mas os pés seguem caminhando na expectativa de alguma luz. Esperança, mesmo em situações improváveis, gera grande força para seguir em frente. Desde a queda de nossos pais, seguida da misericordiosa promessa de Deus – um que “pisaria a cabeça da serpente” – a esperança tornou-se uma necessidade vital e diária para o viver humano.


Ao enfrentar o dia mau, lembre-se que a nossa esperança é viva, real e está entre nós – Jesus! Ele nos levará por caminhos inesperados até o dia em que veremos o inimaginável esplendor de Deus. Se você nada mais consegue fazer, resta-lhe não desistir, renovado pela convicção de que o choro pode durar uma noite, mas a alegre manhã está chegando.


::Ultimato

O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu o texto mais conhecido no mundo acerca do amor. Nesse texto, ele fala sobre três características do amor: sua superioridade, suas virtudes e sua perenidade. Trataremos desses três pontos aqui:

Em primeiro lugar, a superioridade do amor (1Co 13.1-3). O apóstolo trata, aqui nestes versículos, sobre a superioridade do amor sobre os dons espirituais. O que caracteriza a verdadeira espiritualidade é o amor e não os dons. A igreja de Corinto tinha todos os dons, mas era imatura espiritualmente. Um cristão maduro é conhecido pelo fruto do Espírito e não pelos dons do Espírito. Paulo diz que o amor é superior ao dom de variedade de línguas (1Co 13.1), ao dom de profecia (1Co 13.2), ao dom de conhecimento (1Co 13.2), ao dom da fé (1Co 13.2), ao dom de contribuição (1Co 13.3) e até mesmo ao martírio (1Co 13.3). Sem amor, os dons podem ser um festival de competição em vez de ser uma plataforma de serviço. Sem amor, nossas palavras, por mais eloquentes, produzem um som confuso e incerto. Sem amor, mesmo que ostentando os dons mais excelentes como profecia, conhecimento e fé nada seremos. Sem amor nossas ofertas podem ser egoístas, visando apenas o nosso engrandecimento em vez de promover a glória de Deus e o bem do próximo. Sem amor nossos gestos mais extremos de abnegação, como o próprio martírio de nada nos aproveitará.


Em segundo lugar, as virtudes do amor (1Co 13.4-8a). Paulo fala, agora, sobre as virtudes do amor. Como podemos descrevê-las? Primeiro, o amor é conhecido por aquilo que ele é: o amor é paciente e benigno. Segundo, o amor é conhecido por aquilo que ele não faz: o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça. Terceiro, o amor é conhecido por aquilo que ele faz: O amor regozija-se com a verdade. Quarto, o amor é conhecido por aquilo que ele é capaz de enfrentar: o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Quinto, o amor é conhecido pela sua indestrutibilidade: o amor jamais acaba. O amor é a maior das virtudes, o maior dos mandamentos e o cumprimento da própria lei de Deus. O amor é a maior evidência de maturidade espiritual e o mais eloquente sinal da conversão.


Em terceiro lugar, a perenidade do amor (1Co 13.8b-13). Quando Jesus voltar em sua majestade e glória, inaugurando o que é perfeito; então, o que é em parte, será aniquilado. Agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Quando Jesus voltar e recebermos um corpo semelhante ao corpo de sua glória, então, conheceremos como também somos conhecidos. Agora, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor. No céu não precisaremos mais de fé nem de esperança, porém, o amor continuará sendo o fundamento de nossas relações para sempre. Porque Deus é eterno e também amor, o amor durará para sempre. Ainda que o sol pudesse perder seu calor, ainda que as estrelas deixassem de brilhar no firmamento e ainda que os oceanos secassem, ainda assim, o amor continuaria sobranceiro e vitorioso para sempre e sempre. O amor jamais acaba!


::Hernandes Dias Lopes

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