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Seg, Out

O Domingo da Igreja Perseguida (DIP) é um movimento de oração, um desafio que a igreja brasileira livre de perseguição recebe para conhecer mais, orar e fazer mais por nossos irmãos perseguidos em determinada região.

A região escolhida para este ano foi a África Subsaariana, ao sul do Saara, que é tomada por conflitos internos, guerras civis, invasão e violência por parte de grupos extremistas islâmicos, afetando profundamente o cristão que vive e é perseguido nesses países.

Os três maiores e mais violentos grupos radicais islâmicos agem nesses países e fazem milhares de vítima por ano: o Seleka, o Boko Haram e o Al-Shabaab. Juntos esses grupos já dizimaram aldeias inteiras, sequestraram e violentaram mulheres, levando morte e terror por onde passam.

Além dessa ameaça outra grande fonte de perseguição na região são as leis e os próprios governos declaradamente contra o cristianismo. Parte dos países da África Subsaariana compõe a Classificação da Perseguição Religiosa 2016, e 60% desses estão entre os 2º primeiros colocados.

O primeiro país da classificação que se encontra na África Subsaariana é a Eritreia (3º na Classificação) e tem tanto o seu governo, como declaração recente de independência, que trouxe diversos conflitos para a região, como o nível de pobreza e perseguição religiosa altos. Igrejas foram fechadas, cristãos são proibidos de fazer reuniões em grupos menores, e quando um grupo é pego louvando a Deus secretamente, são presos em condições subhumanas em contêineres e em prisões subterrâneas.

Além da Eritreia, vários outros países compõem a África Subsaariana e pedem que oremos por eles: Somália, Sudão, Nigéria, Quênia, Etiópia, República Centro-Africana, Tanzânia, Mali e Níger.

Esses países foram pauta de matérias na edição de novembro da Revista Portas Abertas, que também traz os desafios da igreja no Oriente Médio e outras notícias sobre nossos irmãos perseguidos pelo mundo. Se você ainda não recebe a revista, entre em contato pelo número (11) 2348-3330 ou pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Juntos pela África
No dia 11 de junho, data escolhida para o Domingo da Igreja Perseguida 2017, juntos faremos mais pelos nossos irmãos da África Subsaariana.

Assim que Ahmed* se converteu a Cristo ficou tentando encontrar uma forma de compartilhar a nova fé com sua família. Na Tunísia, país que ocupa o 32º lugar na atual Classificação da Perseguição Religiosa, ser cristão é um ato de muita coragem. Há muitos incidentes violentos contra aqueles que abandonam o islã, principalmente em áreas rurais. A perseguição é ditada pelo extremismo islâmico e a igreja no país precisa ser cuidadosa ao executar suas atividades religiosas.

Há cerca de 30 milhões de cristãos no país, contando com um grande número de estrangeiros entre eles. O evangelismo não é uma prática tolerada pela sociedade e o governo pressiona o cristianismo através de leis cada vez mais severas, protegendo o islã e atacando violentamente qualquer outra crença.

Mesmo assim, a igreja continua crescendo na Tunísia, e há muitos que estão buscando descobrir, compartilhar e obedecer aos princípios da Bílbia. Em cooperação com parceiros e igrejas locais, a Portas Abertas oferece aos tunisianos treinamentos, além de ajudar no desenvolvimento socioeconômico e também distribui literatura cristã. Você também pode ajudar no fortalecimento da igreja na Tunísia orando e intercendendo por eles.

*Nome alterado por motivos de segurança.

Motivos de oração

  • Ore por Ahmed, que ele tenha sabedoria e que Deus o guie para revelar a nova fé aos seus familiares na hora certa.
  • Peça ao Senhor para que ele seja bem instruído através daqueles que estão na frente dos trabalhos de discipulado.
  • Ore também pelos perseguidores, que eles sejam impactados pelo amor de Jesus e interceda pelos cristãos tunisianos perseguidos.

 

:: PORTAS ABERTAS

Janna é missionária de uma igreja protestante no Quirguistão. Cerca de um ano atrás, ela e seus dois filhos se mudaram para uma das aldeias do interior do país, com o objetivo de plantar uma Igreja naquela aldeia. Eles foram enviados e apoiados por sua igreja local. Recentemente, eles foram ameaçados

Atualmente, Janna está liderando encontros de nove pessoas em sua casa com o objetivo de estudar a Bíblia. Durante o ano, não houve quaisquer situações negativas, mas há poucos dias, quando Janna não estava em casa, um homem desconhecido ligou e, por telefone, disse a seu filho mais velho, de 11 anos: “Diga à sua mãe que ela tem de deixar a vila e voltar para sua cidade, caso contrário, ela vai se arrepender”. Ele também disse: “Saiam daqui com o seu Deus e a sua religião, vocês não têm de nos ensinar como viver!”

Ore por Janna e seus dois filhos, pedindo pela proteção do Senhor sobre a vida deles e os cristãos que frequentam as reuniões de estudo bíblico. Por conta das ameaças, todos os participantes decidiram suspender esses encontros por algum tempo.

*Nome alterado por motivos de segurança.

:: PORTAS ABERTAS

Anos de islamização em certos países do Sudeste da Ásia têm impedido calma e lentamente a igreja de crescer e seus membros de se desenvolverem. Isso a tem tornado infrutífera e ineficaz para impactar a comunidade de maioria muçulmana. Um treinamento da Portas Abertas está sendo aplicado para fortalecer a igreja para cumprir seu chamado: cuidar corajosamente uns dos outros e testemunhar todas as nações.

"Pastores e líderes têm medo, os crentes têm medo. Todo mundo está com medo! - exclamou Edmund*. O líder trabalhou com cristãos convertidos do islamismo por mais de 20 anos neste país do Sudeste Asiático. Ele disse que a igreja é hesitante quanto a evangelizar muçulmanos ou receber novos crentes em estava se referindo à hesitação de igrejas abertas para alcançar os muçulmanos malaios ou acolher novos crentes em seu meio.

Depois de conhecer o Senhor, a primeira coisa que um crente de origem muçulmana faz é juntar-se a uma igreja. Afinal, os grupos de ex-muçulmanos que se reúnem em casas estão escondidos e são desconhecidos dos novos convertidos. Mas, infelizmente, eles são muitas vezes orientados a irem a uma igreja registrada que pode ser fechada a qualquer momento e seus líderes são severamente perseguidos. No entanto, sem o apoio de outros cristãos, os grupos de cristãos ex-muçulmanos que se reúnem em casas continuam a ser pequenos, frágeis e segregados.

A Força Invisível
Para ajudar a mobilizar as igrejas abertas para o trabalho com ex-muçulmano apesar dos riscos, a Portas Abertas desenvolve lições sobre os princípios bíblicos de perseguição do estudo Permanecendo Firme através da Tempestade em um módulo para seminários teológicos chamado Teologia da Perseguição e Discipulado. O treinamento visa equipar estudantes de seminários teológicos que são e serão líderes da igreja.

"Nosso mandato é promover a consciência e a prontidão para a perseguição, que às vezes é considerado um tabu aqui. Ouvimos respostas como: "Tente não usar a palavra perseguição porque isso vai incomodar as pessoas." É estranho descobrir que em uma instituição de treinamento cristão, eles não assumirem o fato de que a perseguição é real”, compartilha um coordenador do projeto que acredita que as pessoas são mal-preparados para a perseguição se não estiverem cientes do que está acontecendo.

Um bom número, no entanto, estava aberto a aprender mais sobre a verdade inquietante como eles viram notícias após notícias de atrocidades realizadas por grupos fundamentalistas ao redor da Terra.
Em comparação com essa intensidade, a perseguição no Sudeste Asiático parece pálida, se não invisível. No entanto, sua força invisível pode ser igualmente letal. Lentamente, ela se enreda e paralisa sua presa - a Igreja - sem que ela perceba isso. "A perseguição aqui vem em forma muito sutil, mas muito perigosa. A igreja está agora começando a pagar um custo alto por seus anos de ignorância ou apatia", diz o treinador.

Uma das ameaças sutis é a islamização, a inculcação dos valores islâmicos nas escolas que visam os alunos da pré-escola até a universidade. Outra é a implementação da Lei Sharia que gradualmente tira os cristãos de sua liberdade religiosa.

*Nome alterado por motivo de segurança

:: PORTAS ABERTAS

É coerente se lembrar de que o inimigo é real, vive e usa sua maldade para espalhar medo, ódio, dor e indignação pelo mundo. Por onde ele passa fica um rastro de destruição. Então, o instinto humano faz despertar um mecanismo de defesa, aquele que faz qualquer um ter vontade de lutar contra ele, sem perceber que passamos a lutar contra outros seres humanos, e não contra o inimigo propriamente dito. A realidade à luz da Bíblia é que a diferença entre nós e as pessoas que querem o nosso mal, é simplesmente a graça de Deus.

Num contexto de perseguição religiosa, é preciso aplicar a Palavra de Deus e entender que o ‘outro’ ser humano que ataca um cristão, inspirado pelo inimigo, se tivesse a graça de Deus sobre a vida dele, se arrependeria e seria um de nós, passando a viver pelo amor e não mais pelo ódio. Um ótimo exemplo disso é Paulo, que era perseguidor de cristãos e pela graça do Senhor passou a fazer parte da família de Deus, sendo também perseguido, preso, açoitado e humilhado por amor a Cristo. Se lembrarmos de Paulo cada vez que lermos uma notícia sobre terroristas atacando cristãos, então nossas orações serão mais sábias.

Dói saber que milhares de pessoas estão sendo massacradas por facções extremistas muçulmanas, que perdem seus entes queridos da pior maneira, têm suas casas invadidas, suas igrejas derrubadas e suas cidades tomadas por terroristas. Sim, dói muito ver a situação dos refugiados, das adolescentes sequestradas e das crianças que são forçadas a lutar no exército deles. Assim como também é doloroso ver jornalistas sendo executados, cristãos decapitados na beira do mar ou presos como se fossem criminosos. Mas Jesus também passou por isso, foi crucificado e morto como se fosse um marginal, sendo ele o autor da fé, do amor e da igreja da qual fazemos parte hoje.

O que nos torna diferentes não é um título de "cristão", mas o nosso posicionamento cristão diante de tudo isso que está acontecendo. O que Jesus faria em nosso lugar? Certamente amaria o ser humano que está por trás das cortinas do inimigo, atacando o nosso povo. Jesus olharia nos olhos de um terrorista, assim como lançou seu olhar carinhoso para Pedro, e diria "mesmo assim eu te amo". Somente o amor pode despertar a alma de um terrorista, mas como isto pode acontecer se a maioria não enxerga o ser humano perdido que está por trás de sua maldade? A essência do cristianismo está bem resumida na passagem de Mateus 5.44-45 "Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos".

O cristão que compreende estas palavras e as pratica, com certeza sentirá a paz que excede todo o entendimento. Pratique isto, e ore pelos terroristas e perseguidores, para que eles sejam tocados pelo amor misericordioso de Cristo. Lembre-se, mais uma vez, que o apóstolo Paulo também foi um terrorista, mas foi resgatado. Ele mesmo lançou esse desafio quando disse em sua carta aos Romanos 12 (17 ao 21), medite e veja as instruções. Por isso, ajoelhe-se e ore sempre que ouvir sobre os ataques do Estado Islâmico, Boko Haram, Al Qaeda ou qualquer outro grupo que o inimigo use para atacar os cristãos. Continue ajudando os cristãos perseguidos, mas também ore pelos perseguidores, para que tenham um encontro com Cristo. Isto vai mudar não somente a vida deles, mas a vida da igreja.

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