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Qua, Out

Cotidiano
Fontes

“Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a Lei de Cristo”. (Gálatas 6.1-2)

Nossa vida e nossos relacionamentos andam tão vazios de amor que parece que tem partes da Bíblia que tiramos ou que fazemos questão de esquecer. Eu já tinha lido esse versículo, mas ele ainda não havia virado verdade em mim, até eu entender que não agimos assim em nosso dia a dia.

Primeiro, o versículo diz que alguém que for surpreendido em pecado (ou seja, não é pra “caçar” pecado em ninguém, mas caso alguém seja surpreendido), devem restaurá-lo com mansidão, e aqui logo vejo dois grandes problemas:

1 – RESTAURAR ALGUÉM QUE CAIU EM PECADO: uma tarefa difícil e quase heroica no meio em que vivemos. Nossa primeira atitude natural é atacar, apontar, principalmente quando um líder ou pastor que sempre pregou contra um pecado acaba caindo nele. Somos nós os primeiros a julgar. Agora, o que isso nos faz diferentes dos descrentes? É interessante ver o quanto o Evangelho verdadeiro é contrário daquilo que pensamos: para ser grande, tem que ser pequeno; maior é o que serve; quem quer viver tem que morrer; os últimos são os primeiros; para ganhar tem que doar, etc.

Porém a nossa mente está tão enraizada nos padrões deste mundo em que vivemos que cheguei a ficar perplexa quando li o texto de Gálatas e vi o quão distante estamos da realidade do Reino de Deus.

2 – RESTAURAR COM MANSIDÃO: controlar nosso impulso de falar mal, julgar, xingar, de ser o justiceiro, etc. Segurar nosso ímpeto de chacoalhar o pecador para tentar extrair dele, nem que seja a força, o que o levou a pecar! Isso tudo porque nos sentimos atingidos pelo pecado do irmão, mas o incrível é que a pessoa primeiramente pecou contra Deus e Ele, Todo Poderoso, acaba tendo que nos exortar e nos guiar ao perdão e ao amor, quando Ele mesmo foi o mais atingido.

Nós somos tão imbecis ao ponto de nos sentirmos mais prejudicados do que o Pai. Quanta pretensão!

O versículo termina mostrando que o cumprimento da lei de Cristo (amar) é levar os fardos uns dos outros, quando estamos pedindo pelo amor de Deus para Ele levar o nosso. Não parece incoerente? Primeiro Jesus diz para trocarmos o nosso fardo com o dEle, mas agora Ele nos manda carregar os fardos uns dos outros para cumprir o amor?!

É aqui que me recordo de João 15.12-13: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como Eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos seus amigos”. O que vejo é Jesus nos mostrando o de sempre: amem uns aos outros como Eu os amei, assim conseguirão carregar os fardos uns dos outros. Nós somos o Corpo de Cristo!

Será que conseguimos ainda viver assim? No nosso lugar, como amaria Jesus?

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