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Seg, Out

“Remindo o tempo porque os dias são maus” (Efésios 5.16).

Já começou o dia com uma lista de tarefas e terminou
cansado, tendo feito muitas coisas e com a impressão de não ter feito nada do que precisava? Podemos passar dias, meses e anos vivendo assim.

Vivemos em dias tensos e intensos, muitos afazeres, correria e intervenções, as necessidades não terminam e precisamos aprender a priorizar e manter o foco. E o que seria mais importante para a vida de um cristão? A vida devocional. Sim, o tempo com Deus em oração e leitura atenciosa de Sua Palavra, o nosso manual para a vida cristã. Meus irmãos, precisamos olhar isso com seriedade, prioridade e atenção, não deixe para amanhã. Olhe para a sua rotina diária e separe um tempo de qualidade para estar com o Senhor. Mesmo que isso seja difícil, comece e o Senhor te dará mais sede, mais fome e mais da presença Dele. Essa precisa ser a nossa prioridade e, segundo o nosso Senhor Jesus, daremos frutos que permanecem, porque estamos permanecendo Nele.

Busque um plano de leitura bíblica para ajudá-lo, escolha um livro, leia até o fim, decore versículos bíblicos, mantenha a Palavra de Deus sempre em mente e peça ao Espírito Santo que fale ao seu coração e o ajude a praticar. Esta é a dinâmica da vida cristã: a vida no Espírito. Ore, anote as suas orações e lembre-se que muito mais que falar, oração é conectar-se com o Senhor, relacionar-se com Ele e também ouvi-Lo falar. Abra o seu coração e leia sobre oração, veja quantas vezes o nosso Senhor Jesus se retirou para orar: nós precisamos orar!

A minha oração é que o nosso tempo diário com Deus vá, dia a dia, formando Jesus em nós. Que o Espírito Santo nos conduza neste crescimento para uma vida cristã genuína e plena Nele!

“Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a Lei de Cristo”. (Gálatas 6.1-2)

Nossa vida e nossos relacionamentos andam tão vazios de amor que parece que tem partes da Bíblia que tiramos ou que fazemos questão de esquecer. Eu já tinha lido esse versículo, mas ele ainda não havia virado verdade em mim, até eu entender que não agimos assim em nosso dia a dia.

Primeiro, o versículo diz que alguém que for surpreendido em pecado (ou seja, não é pra “caçar” pecado em ninguém, mas caso alguém seja surpreendido), devem restaurá-lo com mansidão, e aqui logo vejo dois grandes problemas:

1 – RESTAURAR ALGUÉM QUE CAIU EM PECADO: uma tarefa difícil e quase heroica no meio em que vivemos. Nossa primeira atitude natural é atacar, apontar, principalmente quando um líder ou pastor que sempre pregou contra um pecado acaba caindo nele. Somos nós os primeiros a julgar. Agora, o que isso nos faz diferentes dos descrentes? É interessante ver o quanto o Evangelho verdadeiro é contrário daquilo que pensamos: para ser grande, tem que ser pequeno; maior é o que serve; quem quer viver tem que morrer; os últimos são os primeiros; para ganhar tem que doar, etc.

Porém a nossa mente está tão enraizada nos padrões deste mundo em que vivemos que cheguei a ficar perplexa quando li o texto de Gálatas e vi o quão distante estamos da realidade do Reino de Deus.

2 – RESTAURAR COM MANSIDÃO: controlar nosso impulso de falar mal, julgar, xingar, de ser o justiceiro, etc. Segurar nosso ímpeto de chacoalhar o pecador para tentar extrair dele, nem que seja a força, o que o levou a pecar! Isso tudo porque nos sentimos atingidos pelo pecado do irmão, mas o incrível é que a pessoa primeiramente pecou contra Deus e Ele, Todo Poderoso, acaba tendo que nos exortar e nos guiar ao perdão e ao amor, quando Ele mesmo foi o mais atingido.

Nós somos tão imbecis ao ponto de nos sentirmos mais prejudicados do que o Pai. Quanta pretensão!

O versículo termina mostrando que o cumprimento da lei de Cristo (amar) é levar os fardos uns dos outros, quando estamos pedindo pelo amor de Deus para Ele levar o nosso. Não parece incoerente? Primeiro Jesus diz para trocarmos o nosso fardo com o dEle, mas agora Ele nos manda carregar os fardos uns dos outros para cumprir o amor?!

É aqui que me recordo de João 15.12-13: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como Eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos seus amigos”. O que vejo é Jesus nos mostrando o de sempre: amem uns aos outros como Eu os amei, assim conseguirão carregar os fardos uns dos outros. Nós somos o Corpo de Cristo!

Será que conseguimos ainda viver assim? No nosso lugar, como amaria Jesus?

Vivemos tempos de crise; sobretudo, financeira, o que é manchete diária nos noticiários. Este é um dos assuntos que tem deixado milhares de pessoas preocupadas e depressivas. É interessante destacar que a Bíblia fala muito sobre finanças e, inclusive, o próprio Jesus falou muito sobre este tema.


Quantas advertências estão explícitas na Bíblia sobre o dinheiro. É verdade que alguns sabem administrar suas finanças de modo equilibrado, mas existem pessoas que tem tido amargas experiências em relação às suas finanças. J.C. Ryle certa vez mencionou: “Dois terços de todas as lutas, brigas e processos judiciais no mundo originam-se de uma simples causa: dinheiro!”. Diante desta reflexão exposta por Ryle, existe um agravante que muitos ainda não perceberam: o risco em ser avalista de terceiros.


Quem assume a dívida de outrem, tem que ter condições legais e estar disposto a arcar com o ônus, caso não haja cumprimento no pagamento. Será que um avalista tem consciência plena das prováveis consequências que poderão surgir? A Bíblia sugere que quem se propõe a ser avalista, sofrerá males. “Quem fica por fiador de outrem sofrerá males, mas o que foge de o ser estará seguro” (Provérbios 11:15). E mais: “O homem sem juízo com um aperto de mãos se compromete e se torna fiador do seu próximo” (Provérbios 17.18).


Resumindo: Se você quer ter paz, fuja desta prática. Tenha sabedoria, pois mediante a instabilidade financeira em que estamos vivendo, já é difícil controlar e quitar nossos compromissos financeiros pessoais e familiares, quanto mais assumir dívidas de terceiros. Precisamos trabalhar com probabilidades. Quem garante que teremos condições para pagar as dívidas de outra pessoa, caso dê algo errado? Quem garante que amanhã estaremos empregados? Há um ditado que diz: “O seguro morreu de velho”.


Há alguns anos houve uma campanha feita pela W/Brasil, veiculado pelo portal de notícias da Globo, com o seguinte slogan: “Saiba Antes”. Neste filme de apenas 90 segundos, são tratados os resultados positivos que os homens teriam em suas vidas se obtivessem informações precisas importantes antes de agirem. “Se o homem soubesse que choveria, ele não se molharia. Se soubesse antes que seu time perderia, ele não torceria tanto. Se soubesse antes que o petróleo acabaria, ele andaria mais de bicicleta. Se soubesse antes que as guerras matariam tanto, talvez ele nem tivesse descoberto a pólvora. Se o homem soubesse tudo antes, ele sofreria menos, viveria melhor, sonharia mais…” Pois é, e ainda que o homem fique a par de algumas coisas e saiba de suas consequências negativas, muitas vezes prefere arriscar-se.


Hernandes Dias Lopes recomenda: “Não podemos comprometer o sustento e a estabilidade financeira da nossa família para assegurar os negócios arriscados daqueles que nos pedem um aval. Fuja de ser avalista. Esse é um caminho escorregadio, e o fim dessa linha é o desgosto”.


A situação parece ser ainda mais difícil quando se trata em ser fiador de parentes próximos. Para eles temos dificuldade em dizer não. Esteja pronto para lidar tanto com as responsabilidades quanto irresponsabilidades de terceiros, ainda que seja alguém da própria família. Seja prudente, esse assunto não tem a ver com generosidade; mas, sim, com realidade.


:: Ademir Almeida

Recentemente, eu e minha esposa reencontramos uma velha amiga que não víamos há algum tempo. Ela se submetera a uma cirurgia plástica que lhe fez muito bem. Estava alegre, falante, bem-humorada e mais disposta. Por muitos anos ela tinha sido uma pessoa complexada, bastante confusa em seus relacionamentos, mal-humorada, amarga e hostil, provavelmente em virtude de sua baixa auto-estima e de seu profundo sentimento de rejeição. Ficamos felizes ao vê-la bem.

Voltando para casa fiquei pensando no poder que a tecnologia tem para transformar as pessoas. Não pensei no poder de transformar o corpo, dar nova forma à estética ou corrigir anomalias, mas no poder de transformar a vida, os relacionamentos, a auto-imagem, as emoções e os sentimentos. Os recursos tecnológicos dos quais dispomos hoje têm este poder. São capazes de realizar sonhos que seriam impossíveis em outros tempos. E me refiro não apenas à cirurgia plástica, mas também a muitos outros recursos.

O que aconteceu com nossa amiga foi muito bom, mas fiquei me perguntando: Qual o sentido da graça de Deus numa sociedade tecnológica? Cresce, cada dia mais, a sensação de que aquilo de que necessitamos para a realização pessoal, felicidade ou segurança, não é mais a graça de Deus e seu amor revelado em Cristo Jesus, mas o acesso aos meios que nos garantirão a realização dos nossos sonhos. Parece-me que a linha que separa uma coisa da outra é estreita e cada vez mais confusa.

Imagino que para muitos cristãos pós-modernos a graça de Deus funcione como um facilitador, uma espécie de trampolim, o empurrão de que precisamos, mas ela, em si mesma, não é o que nos satisfaz ou realiza. Ela, em si, não é suficiente, não basta. Já não somos capazes de reconhecer, como Paulo, que a graça de Deus é suficiente.

Não pretendo protestar contra as vantagens que a moderna tecnologia nos oferece, embora muitas delas possam ser questionadas; minha intenção é voltar os olhos para a suficiência da graça de Deus e redescobrir seu significado hoje. Afirmar que a graça é suficiente, que ela, por si só, satisfaz plenamente o ser humano, é reconhecer a suficiência do amor de Deus revelado em Cristo. Quando Davi declara no Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará”, ele está reconhecendo a suficiência da graça de Deus. Certamente muita coisa falta na vida de Davi, mas ele reconhece que, tendo o Senhor como seu pastor, não lhe falta absolutamente nada.

Paulo escrevendo aos filipenses também reconhece: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.11-13).

A questão que quero levantar não é se devemos ou não usar os recursos tecnológicos, mas qual é a fonte de nosso contentamento. Por que já não somos capazes de viver contentes em qualquer circunstância? Por que nossa felicidade depende tanto do dinheiro e do consumo? Por que ficamos freqüentemente tristes ou frustrados por não ter o que os outros têm? Ou por nos acharmos fisicamente inadequados? Um dos sinais da vida que nasce da fé em Cristo é a alegria ou o contentamento que surgem da compreensão e aceitação do amor gracioso de Jesus Cristo.

Tenho certeza de que, no dia em que compreendermos o grande amor com que temos sido amados por Deus, a dádiva do perdão e da reconciliação, nossa participação na ressurreição de Cristo, o significado de termos sido aceitos como filhos e filhas amados de Deus, incluídos na comunhão e amizade eterna que Pai, Filho e Espírito Santo gozam, nossa realização, gozo e satisfação não mais serão determinados pelos ganhos que o mundo tecnológico nos oferece, nem mesmo pela realização de nossos sonhos, mas pela suficiente graça de Deus. Então poderemos dizer como Paulo: “Pela graça de Deus, sou o que sou”.

Vivemos numa época em que milhões de pessoas perambulam pelo mundo em busca de um meio de vida melhor e esperança. A Bíblia reconhece esta realidade. Ela traz histórias de guerra e triunfo, deslocamento e dor, frustração e esperança. Por toda a Bíblia, podemos ver que Deus se importa com os migrantes.

Os migrantes na Bíblia

A história do povo escolhido de Deus é uma história de perambulação por muitos lugares. José é mandado como escravo para uma terra estranha (Gênesis 37.46). Moisés foge para Midiã e encontra abrigo na casa de um sacerdote (Êxodo 2.15-22). Rute acompanha Noemi para uma terra estrangeira e encontra a generosidade nos olhos de Boaz (Rute 2). Maria e José fogem para o Egito com Jesus ainda bebê. Mais tarde, Jesus e seus discípulos viajam para muitas cidades diferentes durante três anos de ministério.
A atitude de Deus para com os migrantes


Na Bíblia, encontramos a preocupação de Deus pelo bem-estar dos migrantes. Repetidamente, o povo de Israel é ensinado a se lembrar dos estrangeiros entre eles e a tratá-lo com amor, compaixão e justiça. Deus ordena que os israelitas não os maltratem (Êxodo 22.21) e não tirem vantagem deles (Deuteronômio 24.14). Deus preocupa-se e cuida das pessoas vulneráveis e sem poder. Deve-se cuidar dos estrangeiros (Levítico 19.9-10), eles devem ser tratados como naturais da terra (Levítico 19.34) e receber uma parte do dízimo (Deuteronômio 14.28-29). No Novo Testamento, Jesus dá um novo mandamento “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mateus 22.39).


A resposta da Igreja aos migrantes


Aceitação: O corpo de Cristo deve aceitar os estrangeiros com braços abertos (Romanos 15.7-9) e tratá-los como iguais (Colossenses 3.11).


Qual é a sua atitude para com os migrantes? Você os aceita ou os rejeita?


De que maneiras práticas você pode mostrar amor aos migrantes?


Hospitalidade: A igreja recebe ordens para acolher e oferecer hospitalidade às pessoas necessitadas (Romanos 12.13).


Como você poderia mostrar hospitalidade às pessoas necessitadas?


Preocupação: As igrejas devem se preocupar com os migrantes e refugiados e erguer sua voz em seu nome (Provérbios 31.8-9). Estes ministérios geralmente são difíceis, mas podem ser uma abordagem eficaz para a transformação.


Há migrantes ou refugiados na sua região que poderiam ser auxiliados?


O que a sua igreja local poderia fazer para “erguer sua voz” em nome dos migrantes e dos refugiados?


:: Davidson Solanki [Ultimato]

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