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Dom, Jan

Existe uma ordem natural e espiritual na vida. Precisamos respeitá-la. Antes da vitória, vem a luta. Antes da honra, o desafio. Antes da colheita, a semeadura. Antes da ressurreição, a cruz e o túmulo.

Antes de exigir, ofereça alguma coisa. Antes de ensinar, aprenda. Antes de tudo, ore.

Muitos querem colher, mas poucos estão dispostos a semear.
O esforço inicial parece infrutífero, pois o fruto só vem no final.

Você quer tudo de melhor agora? Tem que ser hoje e rápido?
Cuidado. Existem etapas que não podem ser evitadas nem invertidas, sob pena de sofrimentos desnecessários. Os desejos da carne criam a falsa sensação de urgência, que tem caracterizado esta geração. Por essa causa, muitos têm buscado:

O prazer antes do dever; O sexo antes do casamento; A recompensa antes do mérito; O dinheiro sem o trabalho.
Esse tipo de mentalidade representa a corrupção do caráter, destruindo o indivíduo, a família e a sociedade.

Aprendamos o que a palavra de Deus nos ensina. Suporte todas as fases do crescimento. Plante e aguarde a colheita.
Certamente, durante o esforço temos momentos de descanso, mas não o resultado final.

Antes do fruto, alegre-se com as flores. Antes de chegar a Canaã, desfrute os oásis do deserto.

“E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, Ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá” (I Pedro 5.10).

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

“Dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és”, diz o ditado popular. Será a influência das companhias tão forte a ponto de modificar o caráter de uma pessoa? Para o bem ou para o mal? Será esse fenômeno tão concreto e visível que tenha sido destilado em sabedoria resistente ao desgaste dos séculos?
companhiaCreio que sim, e que também é verdadeiro: “Dize-me com que deus andas e dir-te-ei quem és”. Ou seja: “Somos parecidos com o deus que adoramos”. Inclusive, se somos adoradores nominais, displicentes, formais ou apenas “frequentadores”, certamente nosso “caráter cristão” refletirá essas características devocionais.


Será, então, apropriado usar a expressão “mau-caráter espiritual” ou dizer que alguém tenha “um problema de caráter” no que toca à religião? Meu pensamento é, também, que sim. Acredito que haja uma simetria entre os processos relacionais humanos e dos humanos com a divindade. E essas influências (que deixam as mães tão inseguras) são verdadeiras.


Com que deus nos parecemos nós? Depende do deus que adoramos. E de como o adoramos.

De pronto, descobrimos que se trata de um Deus triuno; uma emulação em santidade de três Pessoas que, não se contentando com essa autossuficiência, decidem ampliar suas relações de amor e criar-nos à Sua imagem e semelhança, para vivermos também nós, em harmonia e unidade, na plena felicidade de uma família perfeita. E dessa concepção eterna (Ef 1:4-6), tomou o nome do Pai toda a família, tanto do céu como da terra (Ef 3: 14,15).


Parecemo-nos com um Deus afetuoso. Um Deus que nos propõe uma relação de amor. Melhor, de “(e)ternos afetos e misericórdias”, a transbordar horizontalmente para os irmãos. Em vez das bases pagãs de medo e interesse, materializadas em trocas, oferendas, sacrifícios de apaziguamento e liturgias herméticas e obrigatórias, ecoa pelos séculos Sua busca por intimidade conosco: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (Pv 23:26).

Mas o que dizer de Suas leis e ordenanças? Elas dirão muito do Seu caráter. São muito duras, complicadas, exigentes? Ouçamos Jesus resumi-las em apenas duas: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:37-39). Aí estão a lei e os profetas: uma família construída por e ambientada em “ternos afetos e misericórdias”. Dá para acreditar?! Sim, eu sei que dá. Mais que isso, é matéria para a fé; é influência para mudar quem sou.


Sou encantado com esse Deus. Espero ser mais e mais encantado pela Sua intimidade, de modo que meu caráter mude, sob a influência de Sua companhia.

O evangelista João, registra o episódio do encontro de Jesus com a mulher samaritana no poço de Jacó. Nesse encontro, a mulher samaritana perguntou a Jesus onde adorar. Jesus respondeu que não é onde, mas como e a quem adorar. A verdadeira adoração a Deus é em espírito e em verdade. É de todo o coração e também prescrita pela palavra de Deus. A verdadeira adoração é um dos temas centrais das Escrituras. Foto: Jean Assis A veneração de imagens de escultura é uma abominação para Deus, pois Deus é plenamente espiritual em sua essência. Quando Jesus diz que Deus é Espírito significa que Deus é invisível, intangível e divino em oposição a humano. É desconhecido para os seres humanos a menos que ele decida se revelar (Jo 1.18). Da mesma forma que Deus é luz (1Jo 1.5) e Deus é amor (1Jo 4.8), também Deus é Espírito (Jo 4.24). Esses são elementos na forma em que Deus se apresenta aos seres humanos, em sua bondosa auto-revelação em seu Filho. Deus escolheu se revelar, quando o Verbo se fez carne. Quem vê a Jesus, vê o próprio Pai. O culto prestado a outros deuses é uma ofensa a Deus, pois Deus é um só e não há outro. A adoração a Deus, entrementes, não pode ser do nosso modo nem ao nosso gosto, pois Deus mesmo estabeleceu critérios claros como exige ser adorado.

Jesus orienta a mulher samaritana que não é de volta ao Judaísmo que os samaritanos devem ser convertidos nem é para Jerusalém que devem fazer peregrinações para adorar. Em Jerusalém Jesus também não achou “adoradores verdadeiros”. Ali eles haviam transformado a casa de seu Pai numa casa de comércio. Os verdadeiros adoradores não podem ser identificados por sua ligação a um santuário particular. Os adoradores verdadeiros são aqueles que adoram o Pai em espírito e em verdade.

A adoração falsa é abominação para Deus e a adoração hipócrita enfrenta o desgosto de Deus. O profeta Isaías já havia demonstrado o desgosto divino, quando disse que o povo de Israel honrava a Deus com os lábios, mas seu coração estava distante de Deus (Is 29.13). Amós, nessa mesma linha foi contundente, quando em nome de Deus, escreveu: “Aborreço e desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras” (Am 5.21,23).

Jesus diz para a mulher samaritana o que adoração não é. Primeiro, não é adoração centrada em lugares sagrados (Jo 4.20). Não é neste monte nem naquele. Não existe lugar mais sagrado que outro. Não é o lugar que autentica a adoração, mas a atitude do adorador. Segundo, não é adoração sem entendimento (Jo 4.22).

Os samaritanos adoravam o que não conheciam. Havia uma liturgia desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de compreensão. Terceiro, não é adoração descentralizada da pessoa de Cristo (Jo 4.25,26). Os samaritanos adoravam, mas não conheciam o Messias. Cristo não era o centro do seu culto. Nossa adoração será vazia se Cristo não for o seu centro.

Jesus, também, diz para a mulher samaritana o que a adoração é: Primeiro, a adoração precisa ser bíblica (Jo 4.24). O nosso culto é bíblico ou é anátema. Deus não se impressiona com pompa; ele busca a verdade no íntimo. Segundo, a adoração precisa ser sincera (Jo 4.24). A adoração precisa ser em espírito, ou seja, de todo o coração. Precisa ter fervor. Não é um culto frio, árido, seco, sem vida.

Deus deve ser o nosso maior deleite e o culto a Deus deve ser a razão principal da nossa vida!

::Hernandes Dias Lopes

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