16
Dom, Dez

30 de maio de 2017

Leitura Bíblica: Provérbios 30.7-9

Dominados pela gula no deserto, [os israelitas] puseram Deus à prova nas regiões áridas. Deu-lhes o que pediram, mas mandou sobre eles uma doença terrível (Sl 106.14-15).

Assim como aconteceu várias vezes comigo, talvez também tenha acontecido com você. Chegamos diante de Deus e não sabemos direito o que pedir. Algumas pessoas têm muito para falar e pedir a Deus. Não é pelas muitas palavras que Deus nos atende: o importante é pedir o que é certo. O texto de hoje nos dá um exemplo do que podemos pedir a Deus em nossas orações. Seu autor faz apenas dois pedidos e ainda justifica o segundo. Ele não quer ter de conviver com a falsidade e a mentira; também não deseja nem pobreza e nem riqueza. Mas por que nem um e nem outro? Se ele fosse rico, poderia vir a correr o risco de abandonar a Deus passando apenas a confiar em suas riquezas. No outro extremo, ele não quer ser demasiadamente pobre a ponto de ter de roubar para sobreviver, desagradando assim a Deus.

O autor é extremamente cuidadoso com o que vai pedir. Primeiramente, está preocupado em fazer pedidos que não o afastem de Deus. Muitas pessoas pedem e exigem de Deus o que querem receber, e às vezes Deus até lhes concede o que pediram, porém esquecem que junto com o pedido pode vir algo não muito agradável (veja um exemplo no versículo em destaque).

Portanto, ao pedir algo para Deus, pense antes se isso lhe permitirá levar uma vida agradável a ele, que o glorifique, e se poderá ajudar outras pessoas. Além disso, como você reagirá ao ter um pedido atendido (talvez um pelo qual você já orou por muito tempo)?

Que nossos pedidos a Deus possam ser equilibrados, sem muita riqueza e sem muita pobreza, mas apenas o necessário para usufruir da vida com alegria e honestidade diante de Deus e das pessoas. – VS

Peça a Deus, e ele lhe mostrará o que é importante para uma vida equilibrada.

29 de maio de 2017

Leitura Bíblica: Jó 30.20-21

Estende o teu amor aos que te conhecem, a tua justiça aos que são retos de coração (Sl 36.10).

Na leitura bíblica de hoje pudemos perceber que Jó ficava cada vez mais convencido de que Deus não ouvia seu clamor. O texto nos dá a impressão de que ele ouvia somente os “nãos” de Deus, pois perdera muitas coisas em sua vida: bens, filhos, amigos, saúde… Jó só recebia palavras negativas das poucas pessoas que ainda o cercavam, fazendo com que seu sofrimento aumentasse cada vez mais.

Quando enfrentamos situações difíceis em nossa vida, mesmo sem querer carregamos em nosso interior os efeitos das palavras negativas que ouvimos das pessoas que nos cercam: “O mundo é difícil”, “Você não vai conseguir”, “Não vai dar certo”, “Desista”, e por aí vai.Essas negativas agem significativamente em nossa vida, a ponto de pensarmos que Deus não ouve nossas orações e súplicas.

O “não” da parte de Deus nunca é uma declaração de derrota, mas uma reposta perfeita para cada momento que passamos, mesmo que na ocasião não possamos compreender seu real significado. O “não” poderá ser uma contribuição para nosso crescimento e fortalecimento pessoal e, principalmente, espiritual.

Os eventos mais pesados da vida, como por exemplo doenças, dificuldades financeiras, abandono, só entendemos quando passamos por eles. Quando somos espectadores desses acontecimentos, temos outra percepção, ação e reação.

Muitas vezes não entendemos o que Deus faz conosco, principalmente nos momentos de sofrimento, mas podemos e devemos confiar que ele estará fazendo o melhor para nós. Talvez mais tarde possamos entender os motivos de nossos sofrimentos, por isso confie em Deus, jamais o abandone. Ele jamais o abandonará! – LG

Mesmo que não pareça, Deus conhece o caminho.

27 de maio de 2017

Leitura Bíblica: 1 Samuel 8.1-9

O Senhor respondeu [a Samuel]: Atenda a tudo o que o povo está lhe pedindo; não foi a você que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como rei (1Sm 8.7).

A partir de Abraão, Deus formou para si um povo que seria só seu – Israel. Ele procurava deixar isso muito claro: “Vocês são um povo santo para o Senhor, o seu Deus. O Senhor, o seu Deus, os escolheu dentre todos os povos da face da terra para ser o seu povo, o seu tesouro pessoal” (Dt 7.6). Por ser diferente e exclusivo, Israel não era governado por reis como as nações vizinhas, mas pelo próprio Deus, que no momento o fazia por meio de Samuel. No entanto, no texto que você acabou de ler temos o registro de um fato muito marcante nesta nação: ela pede a Samuel, que foi seu líder por muitos anos, um rei. Esse pedido não inclui apenas o desejo por um novo líder, mas a troca do modelo de liderança. Samuel não gostou: não era apenas uma rejeição ao estilo de liderança, mas ao próprio Deus.

Nós não somos israelitas, mas se você crê em Jesus como verdadeiro Filho de Deus também faz parte do povo do Senhor, que hoje não se limita a uma nação, mas alcança toda pessoa que reconhece o senhorio de Cristo e entrega a direção da sua vida a ele. Os seguidores de Jesus são desafiados a não se amoldarem aos padrões desse mundo que vive sem Deus (Rm 12.2). Assim como os israelitas deveriam ser diferentes, os cristãos devem viver não em conformidade aos moldes deste mundo, e sim conforme a vontade de seu rei, Jesus Cristo. Toda vez que seguimos os padrões deste mundo estamos rejeitando o reinado de Deus em nossa vida.

Os israelitas continuaram sendo identificados como o povo de Deus, mas em sua maioria isso era apenas algo nominal. O mesmo risco correm hoje também muitas pessoas que são identificadas como cristãs, mas não vivem sob o senhorio e em obediência a Cristo. E na sua vida, quem reina? – MP

Nossa vida cotidiana, nas escolhas e valores, revela a quem servimos e quem é nosso rei.

28 de maio de 2017

Leitura Bíblica: Mateus 7.24-27

Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem (Jo 13.17).

Jesus conclui o conhecido Sermão do Monte com a parábola dos dois fundamentos. Pouco antes, Jesus havia advertido aqueles que o chamam de “Senhor, Senhor”, mas não fazem o que ele manda (Mt 7.21-22). Ele deixa claro que é a ação, e não a retórica, que abre acesso ao reino de Deus (o relacionamento com o Senhor). Se as palavras sem ação já haviam sido condenadas, agora reprova-se também o “ouvir sem ação”.

Na parábola, podemos destacar três aspectos. Primeiramente, a aparência da construção é a mesma. Olhando de fora, talvez nem se perceba diferença. Ao que tudo indica, as duas casas estão igualmente bem construídas. A diferença está encoberta. Assim é com nossas vidas. Aparentemente todos somos iguais. Em segundo lugar, a tempestade que bate contra a construção é a mesma. Os versos 25 e 27 são exatamente iguais, exceto pela consequência em cada um deles. Não são poucos os que se queixam que sobre suas vidas as adversidades são maiores. Mas não é isso o que determina o resultado.

Em terceiro lugar, o que difere é justamente o fundamento da construção. Na Galileia, basta cavar um pouco para achar uma camada de rocha sólida. É muito comum abrir o solo até a rocha e ali assentar o alicerce da casa. Enquanto do prudente se diz que construiu sobre uma rocha, o segundo simplesmente lançou o alicerce sobre a areia. Muitas vezes as pessoas não querem se dar ao trabalho de providenciar alicerces mais firmes para si, pois acreditam que os ventos nunca soprarão na sua vida.

O texto diz que ambos “ouvem minhas palavras”. Podem ser frequentadores assíduos de cultos, pregações, talvez até leiam a Bíblia. Isto não é suficiente para diferenciar entre eles, pois “o alicerce está escondido”. Tudo depende de pôr em prática o que Jesus disse. Ouvir apenas proporciona uma posse aparente, que se quebra justamente quando deve ser comprovada. – CK

O que interessa não é se alguém ouve a palavra, mas se a pratica.

26 de maio de 2017

Bíblica: Jeremias 17.5-8

[Jesus disse:] …quem beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede (Jo 4.14a).

De onde você tira forças para se levantar todo dia e fazer seu trabalho? O que motiva você a enfrentar seu dia e a lidar com as dificuldades? No texto de Jeremias, Deus apresenta duas fontes à disposição da pessoa: a própria humanidade e o Senhor. A comparação não poderia ser mais contrastante: a primeira equivale a um deserto, enquanto Deus é um rio de água corrente e fresca. Visto dessa forma, por que alguém escolheria tirar suas forças do solo seco, se poderia escolher uma fonte perene de água? Parece ilógico.

No entanto, o ser humano muitas vezes escolhe a aridez. Gostamos daquilo que podemos ver e apalpar: família, dinheiro, bens. Também acreditamos em nós mesmos: inteligência, instintos, forças. É mais fácil confiar naquilo que vemos e sentimos. “É preciso seguir o coração”, diz a sabedoria popular. Mas a sequência do texto de Jeremias ainda diz: “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa” (v 9a). Em outras palavras: não é nem um pouco confiável. Mas quem se mantém perto de Deus encontra o oposto: uma fonte eterna, como um rio de água fresca, corrente, sempre renovada. Em Deus não há água parada, choca ou morta. Todos os dias sentimos as forças renovadas, a tal ponto que não é preciso economizá-las para dar conta do trabalho diário. Mesmo na seca (nas dificuldades), o seu alimento ainda é suficiente para nos sustentar – e não só para sobreviver, mas para também produzir frutos!

Não é fácil recorrer à melhor fonte: isso requer esforço diário na leitura da Bíblia, na oração e no cultivo do relacionamento com Deus. Mesmo grandes homens de Deus reconhecem isso. Diz-se de Lutero que ele fazia questão de aumentar seu tempo de oração quando a quantidade de trabalho se acumulava. Nós costumamos fazer o inverso: se temos muito a fazer, diminuímos o tempo de leitura da Bíblia e oração. Qual conduta terá sido mais benéfica? – DK

Confiar em Deus pode não se tornar mais fácil com o tempo, mas com certeza será mais recompensador.

Mais Artigos...

Cadastre o seu e-mail para receber informações e novidades sobre o nosso portal.