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Seg, Out

03 de fevereiro de 2017

Leitura Bíblica: Gênesis 32.22-28

Também lhe darei uma pedra branca com um novo nome nela inscrito (Ap 2.17b).

Você sabe o significado do seu nome? Hoje, em nossa cultura, a escolha do nome dos filhos não costuma ser feita por seu significado, mas por sua beleza. Na cultura judaica isso é diferente. Os pais davam aos filhos nomes que simbolizassem algo que estavam vivendo. Jabez significa “sofrimento”, pois sua mãe sentiu muitas dores no parto (1Cr 4.9). Isaque significa “riso”, pois sua mãe, Sara, riu quando Deus cumpriu sua promessa de lhe dar um filho (Gn 21.6). Com Esaú e Jacó não foi diferente. O primeiro filho de Isaque e Rebeca foi chamado Esaú por ser muito peludo desde o nascimento (Gn 25.25). Jacó, por sua vez, recebeu este nome por ter nascido com a mão agarrada no calcanhar do irmão (Gn 25.26), significando “traiçoeiro”.

Na leitura de hoje vemos que, quando Jacó lutou com aquele desconhecido, foi-lhe perguntado seu nome. Responder equivalia a uma confissão: sou um enganador. Logo em seguida, Jacó percebeu que estava face a face com Deus. O que vemos aqui é uma bela cena de transformação de um homem quando está na presença do Senhor. Naquele momento Jacó recebeu um novo nome: Israel, que significa “Deus luta”.

Seu nome pode não significar enganador, ou incrédulo, ou mentiroso. Mas com certeza existem coisas em você que devem ser mudadas. Deus deseja transformar sua vida, tirar de você aquilo que não o agrada e lhe dar uma nova história. Provavelmente você tem mantido em segredo sua real identidade, aquilo que você de fato é. Mas para que você seja transformado e receba um “novo nome”, é preciso confessar-se a Deus. A Bíblia nos diz que, se confessarmos os nossos pecados, Deus nos purificará (1Jo 1.9). E não é possível uma purificação em que as impurezas continuem presentes. Não tenha medo da mudança que Deus vai operar. – BB

Deus pode mudar seu coração e lhe dar um novo caráter.

Há uma grande diferença entre amar toda a criação de Deus e amar “este século” (ou ao “mundo”, palavra que ainda nos causa confusão). Defino aqui mundo como a produção humana e seu conjunto de experiências que acabam tornando a vida uma loucura, sem espaço para Deus; uma autossuficiência idólatra onde as pessoas agem como se elas fossem deuses, criando um sistema de vida viciado na busca pelo prazer individual e no pleno exercício da ganância; o humanismo secular.

Logo, alguns concluem que devemos nos proteger de toda essa mazela mundana. A implementação disso seria, portanto, viver em uma comunidade isolada e cujo centro é a estrutura eclesial. Criaríamos um gueto alternativo que se exime dos processos da vida social, à margem dos espaços públicos de construção e manutenção, visto que são estruturas possuídas pelo maligno e se envolver implicaria em apaixonar-se por elas, em se misturar com o profano. Sem falar na perda de tempo em tratar de assuntos que não os levaria a um encontro com o “divino”. Outra consequência seria o esmagamento das culturas, a demonização das expressões artísticas e o empobrecimento intelectual. O que resta é uma espiritualização mística doentia fruto de uma polarização platônica e maniqueísta, onde tudo que de louvável existe está no metafísico.

Tudo isso não passa de um grande equívoco. O medo da vã paixão não pode paralisar o amor pela criação de Deus, nem deve ser desculpa para nos eximirmos de nossa co-responsabilidade na redenção de todas as coisas. O verdadeiro amor é capaz de nos mobilizar para superar o medo e seguir adiante, exercendo nossa mui santa vocação cristã: a de transformar a sociedade.

Lutamos pela transformação da sociedade não porque estamos apaixonados por este mundo, mas porque o cidadão do Reino deve provocar uma influência benéfica natural no lugar onde está. Faz parte de quem o cristão é agir de forma construtiva, sinalizar o Reino e a esperança através do amor. A misericórdia ativa e globalizada está no “DNA” dos filhos de Deus.

Somos tentados diariamente a agir como Demas (2 Tm 4.10), a abandonar o front, esquecer da realidade futura do Reino. Esquecemos que há um lugar preparado para nós ao qual nenhum lugar se compara e que nenhum homem é capaz de conjecturar. Somos tentados a esquecer que as estruturas deste mundo devem ser transformadas porque são más, que sua aparente beleza e autossuficiência não passam de engano mortal.

Nosso lugar não é na fuga alienante da realidade, mas também não é na paixão por ela (ou na suposta possibilidade de viver uma vida maravilhosa distante de Deus), mas na intervenção transformadora, cumprindo o propósito para qual fomos criados, que é caminhar com o Mestre fazendo boas obras de misericórdia.

Não amar este século não quer dizer renunciar à felicidade, tampouco deixar de apreciar o que é belo nesta terra, mas saber admirar a criação sem se deixar dominar por ela. Aproveitar cada segundo desta vida olhando através das lentes do próprio Criador e estar pronto para deixá-la quando Ele assim o quiser. A espiritualidade cristã consiste em humildemente amar a si e amar toda criação de Deus, sem a pretensão de ofuscar o brilho da glória de Deus, de onde emanam todas as coisas realmente belas.

“Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica” (2 Coríntios 3.6). Ao conversar essa semana com uma pessoa a respeito de lermos mais a Bíblia, ouvi a seguinte frase: “Não me dedico à leitura da Bíblia, porque, você sabe, a letra mata, mas o Espírito vivifica”. Num primeiro momento fiquei calado, pois achei que a pessoa estava brincando, mas ao perceber que era essa a interpretação que ela dava ao texto, resolvi ajudá-la a interpretar melhor essa passagem.

Se seguirmos o texto acima, perceberemos que o autor de Coríntios fala a respeito de letras em pedra e cita Moisés. E são essas letras escritas na pedra que matam, ou seja, a lei. Uma melhor tradução seria a lei mata, mas o Espírito vivifica. Mas, por que a lei mata?

Muitas vezes somos tentados a ler os 10 mandamentos (letra escrita na pedra) sem saber o que acontece com quem não cumprir os mandamentos. Os 10 mandamentos podem ser encontrados em Êxodo 20 e Deuteronômio 5. Em Êxodo 20.3 encontramos o primeiro mandamento que é não ter outros deuses além de Deus e a punição para quem não cumprir esse mandamento é a morte (Dt 13.6-10).

O segundo mandamento é não fazer imagem (v. 4) e a punição para quem não cumprir é a morte (Êx 32.23-28). O terceiro mandamento é não tomar o nome de Deus em vão (v. 7) e a punição para quem não cumprir é a morte (Lv 24.11-14). O quarto mandamento é guardar o sábado (v. 8) e a punição para quem não cumprir é a morte (Nm 15.32-35). O quinto mandamento é honrar pai e mãe (v. 12) e a punição é a morte (Dt 21.18-21). O sexto mandamento é não matar (v. 13) e a punição é a morte (Ex 21.12). O sétimo mandamento é não adulterar (v.14) e a punição é a morte (Lv 20.10). O oitavo mandamento é não furtar (v. 15) e a punição é a morte (Ex 22.2). O nono mandamento é não dar falso testemunho (v. 16) e a punição é a morte (Dt 19.16-19). O décimo mandamento é não cobiçar (v. 17), porém, para esse pecado, num primeiro momento, não há punição de morte, mas esse pecado
pode gerar um dos nove pecados anteriores. Por isso, Jesus disse que só de pensar já cometeu pecado (Mt 5.28).

É por isso que o apóstolo Paulo disse que a letra, ou seja, a lei mata. Porque a consequência para quem fosse flagrado descumprindo a lei era a morte. A Bíblia não pode se contradizer. Como pode o Salmo 1 falar que o nosso prazer é meditar na lei do Senhor de dia e de noite (v. 2) e o texto acima dizer que o conhecimento mata? A resposta para tal pergunta é exatamente a interpretação errada desse texto.

Para quem prefere continuar interpretando o texto de forma equivocada faço os seguintes questionamentos: será que se eu chegar para um engenheiro ou um médico ou ainda um advogado e disser que o conhecimento pode torná-lo um péssimo profissional, ele concordará comigo?

O que esses profissionais ganham ao aprender mais? Por que as empresas dão cursos para seus funcionários ou os estimulam a estudar? O que essas empresas ganham com isso? O que ganharemos se lermos mais a Bíblia? Lembre-se, Jesus disse que se conhecermos a verdade, ela nos libertará (Jo 8.32). E a maneira de O conhecermos é lendo a Bíblia. Conhecimento não é transmitido por osmose, mas, como dizia o lema de Calvino, era necessário oração e trabalho (Orare et Labutare).

Essa semana quero lhe desafiar a meditar na lei do Senhor todos os dias. Que o lema da reforma venha ser nossa prática, orare et labutare. Afinal, o mesmo Paulo que escreveu o texto acima também disse que a lei é santa, justa e boa (Rm 7.12). Que o Senhor abençoe sua semana prazerosa
de leitura bíblica.

Estava lendo provérbios esses dias, e se você já leu provérbios, sabe o quanto de referências que tem sobre a sabedoria nesse livro. O trecho falava sobre a sabedoria estar gritando, implorando, chamando as pessoas para ela, falava sobre ela estar disponível, sobre estar ali, apenas esperando que as pessoas a ouvissem.

Comecei a pensar sobre as pessoas que consideramos sábias... A sabedoria não foi até elas assim, tipo: “Oi, cheguei! Agora você é sábio!”. Em provérbios diz que a sabedoria anda junto com o conhecimento e o entendimento, logo, para adquirir sabedoria, você precisa buscar várias coisas! Precisa buscar, prestou atenção nessa palavra? Não adianta a gente ficar deitado em berço esplêndido esperando a doce chegada da sabedoria, assim como não adianta a gente ir de pouco em pouco deixando de agir de forma correta e sensata, isso apenas nos afasta da sabedoria.

Beleza! Mas como adquirir sabedoria então? Bom, o primeiro passo é o mais simples de todos. Se já é usual pra você orar será mais simples ainda, busque em Deus, peça a Deus por sabedoria! Depois disso, entra aquele lance de fazermos a nossa parte, aqui você vai precisar ler mais livros coerentes e de bom conteúdo, ler mais a Bíblia, observar as coisas a sua volta, aprender com os seus erros, aproveita pra aprender também com os erros dos outros!

Sei muito bem que listar um monte de coisa aqui enquanto digito esse texto é a mais simples das ações, que de fato fazer todas essas coisas exige mais esforço! Mas o detalhe de tudo isso é que vale a pena, vale muito a pena. Vamos levar uma vida muito melhor se aprendermos a buscar as coisas certas, se pararmos de esperar que as coisas venham até nós e tomarmos de fato uma atitude. O desafio está lançado!

Quantas pessoas conhecemos e que, lutando contra as "ondas" desta vida, estão prestes a afundar? Lutam contra as tormentas, mas as forças parecem faltar cada dia mais. Qual a nossa reação diante disso? Julgamos? Criticamos? Ou estamos prontos a lançar uma corda para ajudar?

Deus permite que estejamos em certos lugares e junto a pessoas que enfrentam tais situações exatamente porque deseja abençoar a ambos.

Quando nos aplicamos em socorrer o nosso próximo, seja qual for a circunstância, ao mesmo tempo o socorrido tem a alegria no coração ao ver a atuação do Senhor a seu favor como nós nos alegramos por saber que fomos usados pelo Senhor para glorificar o Seu nome.

Deixe a "corda" do seu amor sempre preparada. A qualquer momento você poderá usá-la para abençoar alguém.

Olho o passado com lascas de nostalgia e pontas de melancolia. Caminhos que jamais ousei trilhar hoje me parecem fáceis. O amor que soneguei por exigir coragem volta a me desafiar. Aventuras que nasceram de narcisismo e falsa onipotência reclamam explicações – como justifico para mim mesmo os delírios que me moveram? Um espinho de tristeza me espeta o coração: noto que já joguei tempo fora com projetos triunfalistas.

Não, não pretendo reconstruir o que jaz em alguma caverna do passado. Desisto de qualquer tentativa de ressuscitar o que se aquietou debaixo do lajeado da decepção. Sei, todavia, que a vida se impõe; se perder a gesta heróica me condeno a existir, apenas.

Para refazer meu compromisso com a vida, preciso abandonar o humanismo idólatra. Já não idealizo bravatas que veem de ideologias ufanistas. As instituições carregam dentro de si a semente da inutilidade. Descreio da capacidade humana de erguer-se puxando os próprios cadarços. As revoluções são utópicas e os revolucionários, ambíguos. Também, não me prostro diante do altar niilista. Meu existencialismo assume que fragilidade nunca é defeito. Não tolero pessimistas que validam o discurso de que não adianta querer transformar a realidade – eles colaboram com os poderosos a manter a injustiça e a opressão, do jeito de sempre foi. Reafirmo, porém, que a certeza que viabiliza o idealismo nasce traspassada pela suspeita; qualquer partido político, ideologia ou religião, tem que conviver com a ambiguidade humana. Todos são bons e ruins simultaneamente.

Para refazer meu compromisso com a vida, preciso me desfazer das grandes narrativas. Meu desejo de converter o mundo, agora sei, nasceu de uma cultura eurocêntrica, colonialista. Os “descobridores” foram invasores carregados de soberba. Se desconfio de projetos globais é porque não creio em uma cultura que referencia todas as outras. Não há como não ver incoerência no discurso e prática das cruzadas, dos jihads e das militâncias partidárias.

Deixo de lado os que tentam reduzir a complexidade humana ao racionalismo iluminista. Os sentimentos, tão cheios de altos e baixos, são tão importantes como a própria razão. Cismo com militantes ateus, bem como com os soldados da cruz. Rio ao ouvir ufanismo institucional. Esse meu desapego é jeito de sobreviver ao messianismo. Se um dia abriguei algum Titã, não o aceito mais – ele me deixava com a sensação de ser semideus.

Para refazer meu compromisso com a vida, preciso desistir de tentar levar a ferro e fogo o que posso considerar imprescindível. Devo fazer as pazes com os erros. Difícil admitir, mas alguns tropeções me fizeram bem. Transgressões me deixaram cioso da força da maldade. Me construí como uma equação, lotado de sinais negativos e positivos. Pequei movido também por boas intenções. Minha vida aconteceu na mistura de sombras e luzes. Se amigos me entristeceram, desconhecidos me acolheram. Paradoxalmente, estranhei gente querida e fui leniente com o estrangeiro. Pequei sempre que rechacei o diferente sem sequer conhecê-lo. Houve momentos em que planejei grandes empreitadas e empaquei. Surpreendido pela vida, triunfei sem planejar. Paguei caro pela indolência. E, incrível, algumas vezes, foi bom para mim postergar o inadiável para o dia seguinte.

Para refazer meu compromisso com a vida, preciso me manter leve como a pluma que escapou da asa do cisne, denso como o ruço da madrugada, escuro como a noite sem lua e transparente como o mar caribenho. Pretendo rearrumar a oratória. Ainda hei de aprender a não despejar clichês em auditórios sequiosos por sentido. Ao discursar, almejo enfatizar mais a ternura do que a força do argumento. Anseio saber entrecortar frases com longas pausas, como fazem os poetas da nostalgia. Anelo me manter brando diante do odioso. Quero aprender, com os monges, a preservar o lugar da solitude como espaço sagrado.

Para refazer meu compromisso com a vida, preciso envelhecer sem zanga. Devo ritualizar os raros instantes do meu futuro, que se abrevia. Quero celebrar cada manhã como uma ressurreição. Prometo aguardar o pôr-do-sol como a grávida anseia o primeiro choro do filho recém nascido.

Refaço o meu compromisso com a vida. Desejo me manter plácido como um lago entre duas montanhas. No derradeiro dia, espero fechar os olhos sem qualquer nesga de frustração e encarar o sábado final com um sorriso maroto; sorriso de quem partiu dizendo: valeu viver.

“Remindo o tempo porque os dias são maus” (Efésios 5.16).

Já começou o dia com uma lista de tarefas e terminou
cansado, tendo feito muitas coisas e com a impressão de não ter feito nada do que precisava? Podemos passar dias, meses e anos vivendo assim.

Vivemos em dias tensos e intensos, muitos afazeres, correria e intervenções, as necessidades não terminam e precisamos aprender a priorizar e manter o foco. E o que seria mais importante para a vida de um cristão? A vida devocional. Sim, o tempo com Deus em oração e leitura atenciosa de Sua Palavra, o nosso manual para a vida cristã. Meus irmãos, precisamos olhar isso com seriedade, prioridade e atenção, não deixe para amanhã. Olhe para a sua rotina diária e separe um tempo de qualidade para estar com o Senhor. Mesmo que isso seja difícil, comece e o Senhor te dará mais sede, mais fome e mais da presença Dele. Essa precisa ser a nossa prioridade e, segundo o nosso Senhor Jesus, daremos frutos que permanecem, porque estamos permanecendo Nele.

Busque um plano de leitura bíblica para ajudá-lo, escolha um livro, leia até o fim, decore versículos bíblicos, mantenha a Palavra de Deus sempre em mente e peça ao Espírito Santo que fale ao seu coração e o ajude a praticar. Esta é a dinâmica da vida cristã: a vida no Espírito. Ore, anote as suas orações e lembre-se que muito mais que falar, oração é conectar-se com o Senhor, relacionar-se com Ele e também ouvi-Lo falar. Abra o seu coração e leia sobre oração, veja quantas vezes o nosso Senhor Jesus se retirou para orar: nós precisamos orar!

A minha oração é que o nosso tempo diário com Deus vá, dia a dia, formando Jesus em nós. Que o Espírito Santo nos conduza neste crescimento para uma vida cristã genuína e plena Nele!

“Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a Lei de Cristo”. (Gálatas 6.1-2)

Nossa vida e nossos relacionamentos andam tão vazios de amor que parece que tem partes da Bíblia que tiramos ou que fazemos questão de esquecer. Eu já tinha lido esse versículo, mas ele ainda não havia virado verdade em mim, até eu entender que não agimos assim em nosso dia a dia.

Primeiro, o versículo diz que alguém que for surpreendido em pecado (ou seja, não é pra “caçar” pecado em ninguém, mas caso alguém seja surpreendido), devem restaurá-lo com mansidão, e aqui logo vejo dois grandes problemas:

1 – RESTAURAR ALGUÉM QUE CAIU EM PECADO: uma tarefa difícil e quase heroica no meio em que vivemos. Nossa primeira atitude natural é atacar, apontar, principalmente quando um líder ou pastor que sempre pregou contra um pecado acaba caindo nele. Somos nós os primeiros a julgar. Agora, o que isso nos faz diferentes dos descrentes? É interessante ver o quanto o Evangelho verdadeiro é contrário daquilo que pensamos: para ser grande, tem que ser pequeno; maior é o que serve; quem quer viver tem que morrer; os últimos são os primeiros; para ganhar tem que doar, etc.

Porém a nossa mente está tão enraizada nos padrões deste mundo em que vivemos que cheguei a ficar perplexa quando li o texto de Gálatas e vi o quão distante estamos da realidade do Reino de Deus.

2 – RESTAURAR COM MANSIDÃO: controlar nosso impulso de falar mal, julgar, xingar, de ser o justiceiro, etc. Segurar nosso ímpeto de chacoalhar o pecador para tentar extrair dele, nem que seja a força, o que o levou a pecar! Isso tudo porque nos sentimos atingidos pelo pecado do irmão, mas o incrível é que a pessoa primeiramente pecou contra Deus e Ele, Todo Poderoso, acaba tendo que nos exortar e nos guiar ao perdão e ao amor, quando Ele mesmo foi o mais atingido.

Nós somos tão imbecis ao ponto de nos sentirmos mais prejudicados do que o Pai. Quanta pretensão!

O versículo termina mostrando que o cumprimento da lei de Cristo (amar) é levar os fardos uns dos outros, quando estamos pedindo pelo amor de Deus para Ele levar o nosso. Não parece incoerente? Primeiro Jesus diz para trocarmos o nosso fardo com o dEle, mas agora Ele nos manda carregar os fardos uns dos outros para cumprir o amor?!

É aqui que me recordo de João 15.12-13: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como Eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos seus amigos”. O que vejo é Jesus nos mostrando o de sempre: amem uns aos outros como Eu os amei, assim conseguirão carregar os fardos uns dos outros. Nós somos o Corpo de Cristo!

Será que conseguimos ainda viver assim? No nosso lugar, como amaria Jesus?

Recentemente, eu e minha esposa reencontramos uma velha amiga que não víamos há algum tempo. Ela se submetera a uma cirurgia plástica que lhe fez muito bem. Estava alegre, falante, bem-humorada e mais disposta. Por muitos anos ela tinha sido uma pessoa complexada, bastante confusa em seus relacionamentos, mal-humorada, amarga e hostil, provavelmente em virtude de sua baixa auto-estima e de seu profundo sentimento de rejeição. Ficamos felizes ao vê-la bem.

Voltando para casa fiquei pensando no poder que a tecnologia tem para transformar as pessoas. Não pensei no poder de transformar o corpo, dar nova forma à estética ou corrigir anomalias, mas no poder de transformar a vida, os relacionamentos, a auto-imagem, as emoções e os sentimentos. Os recursos tecnológicos dos quais dispomos hoje têm este poder. São capazes de realizar sonhos que seriam impossíveis em outros tempos. E me refiro não apenas à cirurgia plástica, mas também a muitos outros recursos.

O que aconteceu com nossa amiga foi muito bom, mas fiquei me perguntando: Qual o sentido da graça de Deus numa sociedade tecnológica? Cresce, cada dia mais, a sensação de que aquilo de que necessitamos para a realização pessoal, felicidade ou segurança, não é mais a graça de Deus e seu amor revelado em Cristo Jesus, mas o acesso aos meios que nos garantirão a realização dos nossos sonhos. Parece-me que a linha que separa uma coisa da outra é estreita e cada vez mais confusa.

Imagino que para muitos cristãos pós-modernos a graça de Deus funcione como um facilitador, uma espécie de trampolim, o empurrão de que precisamos, mas ela, em si mesma, não é o que nos satisfaz ou realiza. Ela, em si, não é suficiente, não basta. Já não somos capazes de reconhecer, como Paulo, que a graça de Deus é suficiente.

Não pretendo protestar contra as vantagens que a moderna tecnologia nos oferece, embora muitas delas possam ser questionadas; minha intenção é voltar os olhos para a suficiência da graça de Deus e redescobrir seu significado hoje. Afirmar que a graça é suficiente, que ela, por si só, satisfaz plenamente o ser humano, é reconhecer a suficiência do amor de Deus revelado em Cristo. Quando Davi declara no Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará”, ele está reconhecendo a suficiência da graça de Deus. Certamente muita coisa falta na vida de Davi, mas ele reconhece que, tendo o Senhor como seu pastor, não lhe falta absolutamente nada.

Paulo escrevendo aos filipenses também reconhece: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.11-13).

A questão que quero levantar não é se devemos ou não usar os recursos tecnológicos, mas qual é a fonte de nosso contentamento. Por que já não somos capazes de viver contentes em qualquer circunstância? Por que nossa felicidade depende tanto do dinheiro e do consumo? Por que ficamos freqüentemente tristes ou frustrados por não ter o que os outros têm? Ou por nos acharmos fisicamente inadequados? Um dos sinais da vida que nasce da fé em Cristo é a alegria ou o contentamento que surgem da compreensão e aceitação do amor gracioso de Jesus Cristo.

Tenho certeza de que, no dia em que compreendermos o grande amor com que temos sido amados por Deus, a dádiva do perdão e da reconciliação, nossa participação na ressurreição de Cristo, o significado de termos sido aceitos como filhos e filhas amados de Deus, incluídos na comunhão e amizade eterna que Pai, Filho e Espírito Santo gozam, nossa realização, gozo e satisfação não mais serão determinados pelos ganhos que o mundo tecnológico nos oferece, nem mesmo pela realização de nossos sonhos, mas pela suficiente graça de Deus. Então poderemos dizer como Paulo: “Pela graça de Deus, sou o que sou”.

O Domingo da Igreja Perseguida (DIP) é um movimento de oração, um desafio que a igreja brasileira livre de perseguição recebe para conhecer mais, orar e fazer mais por nossos irmãos perseguidos em determinada região.

A região escolhida para este ano foi a África Subsaariana, ao sul do Saara, que é tomada por conflitos internos, guerras civis, invasão e violência por parte de grupos extremistas islâmicos, afetando profundamente o cristão que vive e é perseguido nesses países.

Os três maiores e mais violentos grupos radicais islâmicos agem nesses países e fazem milhares de vítima por ano: o Seleka, o Boko Haram e o Al-Shabaab. Juntos esses grupos já dizimaram aldeias inteiras, sequestraram e violentaram mulheres, levando morte e terror por onde passam.

Além dessa ameaça outra grande fonte de perseguição na região são as leis e os próprios governos declaradamente contra o cristianismo. Parte dos países da África Subsaariana compõe a Classificação da Perseguição Religiosa 2016, e 60% desses estão entre os 2º primeiros colocados.

O primeiro país da classificação que se encontra na África Subsaariana é a Eritreia (3º na Classificação) e tem tanto o seu governo, como declaração recente de independência, que trouxe diversos conflitos para a região, como o nível de pobreza e perseguição religiosa altos. Igrejas foram fechadas, cristãos são proibidos de fazer reuniões em grupos menores, e quando um grupo é pego louvando a Deus secretamente, são presos em condições subhumanas em contêineres e em prisões subterrâneas.

Além da Eritreia, vários outros países compõem a África Subsaariana e pedem que oremos por eles: Somália, Sudão, Nigéria, Quênia, Etiópia, República Centro-Africana, Tanzânia, Mali e Níger.

Esses países foram pauta de matérias na edição de novembro da Revista Portas Abertas, que também traz os desafios da igreja no Oriente Médio e outras notícias sobre nossos irmãos perseguidos pelo mundo. Se você ainda não recebe a revista, entre em contato pelo número (11) 2348-3330 ou pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Juntos pela África
No dia 11 de junho, data escolhida para o Domingo da Igreja Perseguida 2017, juntos faremos mais pelos nossos irmãos da África Subsaariana.

Assim que Ahmed* se converteu a Cristo ficou tentando encontrar uma forma de compartilhar a nova fé com sua família. Na Tunísia, país que ocupa o 32º lugar na atual Classificação da Perseguição Religiosa, ser cristão é um ato de muita coragem. Há muitos incidentes violentos contra aqueles que abandonam o islã, principalmente em áreas rurais. A perseguição é ditada pelo extremismo islâmico e a igreja no país precisa ser cuidadosa ao executar suas atividades religiosas.

Há cerca de 30 milhões de cristãos no país, contando com um grande número de estrangeiros entre eles. O evangelismo não é uma prática tolerada pela sociedade e o governo pressiona o cristianismo através de leis cada vez mais severas, protegendo o islã e atacando violentamente qualquer outra crença.

Mesmo assim, a igreja continua crescendo na Tunísia, e há muitos que estão buscando descobrir, compartilhar e obedecer aos princípios da Bílbia. Em cooperação com parceiros e igrejas locais, a Portas Abertas oferece aos tunisianos treinamentos, além de ajudar no desenvolvimento socioeconômico e também distribui literatura cristã. Você também pode ajudar no fortalecimento da igreja na Tunísia orando e intercendendo por eles.

*Nome alterado por motivos de segurança.

Motivos de oração

  • Ore por Ahmed, que ele tenha sabedoria e que Deus o guie para revelar a nova fé aos seus familiares na hora certa.
  • Peça ao Senhor para que ele seja bem instruído através daqueles que estão na frente dos trabalhos de discipulado.
  • Ore também pelos perseguidores, que eles sejam impactados pelo amor de Jesus e interceda pelos cristãos tunisianos perseguidos.

 

:: PORTAS ABERTAS

Anos de islamização em certos países do Sudeste da Ásia têm impedido calma e lentamente a igreja de crescer e seus membros de se desenvolverem. Isso a tem tornado infrutífera e ineficaz para impactar a comunidade de maioria muçulmana. Um treinamento da Portas Abertas está sendo aplicado para fortalecer a igreja para cumprir seu chamado: cuidar corajosamente uns dos outros e testemunhar todas as nações.

"Pastores e líderes têm medo, os crentes têm medo. Todo mundo está com medo! - exclamou Edmund*. O líder trabalhou com cristãos convertidos do islamismo por mais de 20 anos neste país do Sudeste Asiático. Ele disse que a igreja é hesitante quanto a evangelizar muçulmanos ou receber novos crentes em estava se referindo à hesitação de igrejas abertas para alcançar os muçulmanos malaios ou acolher novos crentes em seu meio.

Depois de conhecer o Senhor, a primeira coisa que um crente de origem muçulmana faz é juntar-se a uma igreja. Afinal, os grupos de ex-muçulmanos que se reúnem em casas estão escondidos e são desconhecidos dos novos convertidos. Mas, infelizmente, eles são muitas vezes orientados a irem a uma igreja registrada que pode ser fechada a qualquer momento e seus líderes são severamente perseguidos. No entanto, sem o apoio de outros cristãos, os grupos de cristãos ex-muçulmanos que se reúnem em casas continuam a ser pequenos, frágeis e segregados.

A Força Invisível
Para ajudar a mobilizar as igrejas abertas para o trabalho com ex-muçulmano apesar dos riscos, a Portas Abertas desenvolve lições sobre os princípios bíblicos de perseguição do estudo Permanecendo Firme através da Tempestade em um módulo para seminários teológicos chamado Teologia da Perseguição e Discipulado. O treinamento visa equipar estudantes de seminários teológicos que são e serão líderes da igreja.

"Nosso mandato é promover a consciência e a prontidão para a perseguição, que às vezes é considerado um tabu aqui. Ouvimos respostas como: "Tente não usar a palavra perseguição porque isso vai incomodar as pessoas." É estranho descobrir que em uma instituição de treinamento cristão, eles não assumirem o fato de que a perseguição é real”, compartilha um coordenador do projeto que acredita que as pessoas são mal-preparados para a perseguição se não estiverem cientes do que está acontecendo.

Um bom número, no entanto, estava aberto a aprender mais sobre a verdade inquietante como eles viram notícias após notícias de atrocidades realizadas por grupos fundamentalistas ao redor da Terra.
Em comparação com essa intensidade, a perseguição no Sudeste Asiático parece pálida, se não invisível. No entanto, sua força invisível pode ser igualmente letal. Lentamente, ela se enreda e paralisa sua presa - a Igreja - sem que ela perceba isso. "A perseguição aqui vem em forma muito sutil, mas muito perigosa. A igreja está agora começando a pagar um custo alto por seus anos de ignorância ou apatia", diz o treinador.

Uma das ameaças sutis é a islamização, a inculcação dos valores islâmicos nas escolas que visam os alunos da pré-escola até a universidade. Outra é a implementação da Lei Sharia que gradualmente tira os cristãos de sua liberdade religiosa.

*Nome alterado por motivo de segurança

:: PORTAS ABERTAS

Creio que boa parte dos cristãos já ouviu pelo menos 1 vez a história das irmãs Marta e Maria contada em Lucas 10.38-42.Resumindo o conto, Marta e Maria são 2 irmãs muito queridas por Jesus e o recebem como visita em sua casa. Durante a visita, Marta se preocupa com o papel de anfitriã da casa enquanto sua irmã Maria resolve sentar-se com Jesus e desfrutar de sua presença ali. Marta então se estressa e repreende a irmã por deixa-la na mão enquanto ela preparava uns quitutes para servir Jesus, então Jesus diz a Marta para aquietar o coração e que na verdade Maria estava fazendo a coisa certa dando atenção exclusiva para ele naquele momento.
De diversas pregações que já ouvi sobre esse texto, Marta é duramente rotulada como uma pessoa ansiosa e que se preocupou mais em servir Jesus do que sentar com ele e exalta Maria como a super crente das galáxias. Eu não discordo dessa visão, porém acrescento algo que há alguns anos tem me incomodado e me desafiado essencialmente.
Eu não sei você, mas eu luto diariamente contra a Síndrome de Marta que nada mais é que achar que Deus vai se agradar mais das minhas ações do que meu simples estar com Ele. Eu sou uma ativista por natureza e por anos vivi num ritmo workaholic de Jesus freneticamente no piloto automático servindo a igreja diariamente.
Amo a Deus de todo meu coração desde que me conheço por gente e isso só aumentou quando me reencontrei com Ele e minha vida começou a ser totalmente transformada, porém durante bons anos eu não sabia viver no equilíbrio de serva e filha de Deus. Eu participava de todos os ministérios possíveis, praticamente morava na igreja – minha mãe costumava dizer que só faltava eu levar o colchão para lá. Isso era de todo mal?
Não e creio que boa parte dos novos convertidos faz isso – você está tão apaixonado por Jesus e animado com a vida nova igreja que servir acaba sendo algo prazeroso e garanto que Deus se alegra disso e entende seu processo. O problema é quando começamos a mascarar nosso ser através de atividades, analisar os outros como bons ou maus crentes devido a sua performance ou exposição ministerial e simplesmente entrarmos em um piloto automático assim como Marta e começarmos a fazer coisas para Deus, mas não em Deus. Algo como colocar a cultura da igreja acima da presença de Deus – não estar sensível alterar algo durante o culto se Deus mandar ou simplesmente achar que o culto foi feito para me abastecer durante a próxima semana sendo que na verdade o objetivo do mesmo é refletir tudo que fomos e fizemos durante a semana anterior – culto somente reflete o coração daquela igreja local e assim somos capazes de medir se aquela comunidade tem realmente um coração em Cristo ou está mais focada em sua agenda, rituais e formatos de servir a Deus.
Não tenho dúvidas de que Marta amava a Jesus tanto quanto Maria, porém infelizmente ela estava focada em agradá-lo com um ritual de homens e a ansiedade que esse tipo de rotina trazia ao seu coração não a permitia relaxar e usufruir da presença de Jesus quando ele estava ali em sua frente.
A fé sem obras é morta, ou seja, devem andar de mãos dadas, lado a lado e não como concorrentes. Marta naquele momento achou que sua obra era superior a fé de Maria e ainda reclamou para Jesus sobre isso – qualquer semelhança a competições ministeriais que temos dentro das igrejas hoje é mera coincidência. Ministério de ação social se acha mais espiritual do que o de louvor por exemplo e assim vai. Medimos nossas obras e ainda as justificamos com versículos bíblicos para provar quem é o mais crente ou melhor funcionário do mês para mostrar que merece ganhar uma estrelinha dourada na testa de preferência com um elogio do líder para todos verem quão bom somos.
Tratamos Deus e nossos líderes como nossos chefes e como crianças na pré escola imploramos por atenção e parâmetros para avaliar nosso desempenho eclesiástico. Participamos de infinitas reuniões, preparativos e discussões doutrinárias e teológicas sem fim sendo que a melhor parte já temos: a doce presença de Jesus a nosso dispor para ser desfrutada.
Do fundo do coração desejo a cada leitor um despertar para a busca desse equilíbrio entre ser e fazer e que a paz de Deus seja sempre árbitro em nossos corações.

O autocontrole, conhecido na tradução mais popular como domínio próprio, é um modo de vida no qual, pelo poder do Espírito Santo, o cristão é capaz de ser equilibrado em tudo, não tendo sua conduta dominada por seus desejos. O exercício do autocontrole deve abranger todos os aspectos de uma vida colocada sob o domínio do Espírito Santo.
O princípio do autocontrole não se trata apenas de se abster de certas práticas “mundanas” como brigas, bebedice e o uso constante de palavrões, mas de ter uma vida caracterizada pela disciplina. A palavra vem do grego cuja raiz significa “pegar”, “segurar”, designa uma pessoa que segura a si mesma, que se mantém no pleno controle de si mesmo.
São Paulo afirma que “todo atleta em tudo se domina” quando está treinando. Quando alguém se prepara para uma competição, tudo é regrado: comida, hábitos, sono e exercícios. O autocontrole é uma atitude essencial para o cristão, para TODO cristão, é uma característica que todos devem ter. Sem o autocontrole nosso testemunho perde sua eficiência e deixamos de ter o respeito das pessoas.


A falta de autocontrole destrói projetos importantes
Constantemente acompanhamos casos de pessoas muito competentes, mas que sucumbiram devido à falta de domínio próprio. A cobiça e a extravagância é uma das grandes tentações para quem lida com o dinheiro. Outros são seduzidos por tentações sexuais que destroem a família e a reputação.
Ninguém e está imune à tentação, especialmente quando ocupamos posição de evidência, seja profissionalmente ou na vida ministerial. O que precisamos é estar conscientes é que as áreas em que temos mais probabilidades de perder o autocontrole são aquelas em que somo mais fortes, ou achamos que somos. O excesso de confiança pode ser nosso maior inimigo.

O autocontrole conquista a confiança das pessoas
As pessoas querem se relacionar com pessoas em que possam confiar. Todos querem estar com alguém cujo exemplo seja digno. Ninguém que estar próximo de uma pessoa intempestiva, imprudente nas palavras e ações.
Ter um caráter forte é algo pessoal, que exige cultivo. O autocontrole ajuda a desenvolver um caráter forte e confiável.

Como desenvolver e exercitar o autocontrole
O autocontrole não surge, simplesmente, deve ser cuidadosamente desenvolvido e cultivado. O exercício do autocontrole deve ser feito sob a dependência de Deus. Devemos nos espelhar em Cristo, pois Ele nos transformou em nova criatura. Pertencendo a Ele, podemos buscar dele orientação e esperar seu auxílio. Podemos desenvolver e exercitar o autocontrole através da dependência de Deus.
Também devemos aprender a ter uma vida disciplinada, em todas as áreas. Alguém disciplinado nas pequenas coisas também o é nas grandes, enquanto os que são indisciplinados em um aspecto da vida, o são em muitos outros. Em tempos de auto-satisfação a disciplina tem sido negligenciada.

Dominando nosso gênio
Ao exercer o autocontrole temos que aprender a receber toda espécie de ofensas e tratamento rude sem revidar. Quando somos vítimas de difamação ou ofensas, sejam justas ou injustas, se revidarmos da mesma forma, estaremos nos rebaixando para o nível dela. Estaremos permitindo que nos domine. O autocontrole nos permite exercer domínio sobre situações que podem nos tirar o foco. Uma palavra lançada não pode voltar atrás, mesmo com um pedido de desculpas o que foi dito já causa consequências naturais.
O domínio do Espírito Santo possibilita o autocontrole que Deus exige de nós e que precisamos em nossa vida. O domínio do Espírito Santo e a falta de autocontrole são incompatíveis. O Espírito Santo produz no coração submisso uma disposição, uma força, uma mentalidade que tornam possível o autocontrole que de outra maneira seria impossível.

Conclusão
O autocontrole produz liberdade, quando dominamos o egocentrismo e o medo. Produz confiança, alegria e estabilidade. O autocontrole vem a ser um dos mais importantes princípios da nossa personalidade.

As dificuldades existem, todos nós sofremos pressões e problemas que podem nos levar a desistir. Uma das coisas mais comuns é o desânimo após qualquer fracasso, seja um simples atraso ou a falha em um projeto importante. A vida é um desafio constante e a pressão vem de todos os lados. .Todo aquele que é vocacionado sabe o que é superar cada obstáculo que se apresenta pelo caminho. Mas se Deus nos deu algo, algum propósito, precisamos persistir para superar as dificuldades.
Precisamos do poder da persistência, a maioria das pessoas em determinado momento se pergunta se não deveria desistir. É quando esses momentos nos atingem que devemos renovar o poder dada persistência. Aplicando o princípio da persistência os problemas e dificuldades podem ser superados, por meio da perseverança.
Para dominar esse princípio ninguém precisa de instrução, encanto pessoal nem amigos influentes. Tudo o que é preciso é determinação. A determinação leva à persistência, que é a essência da perseverança. Nenhum obstáculo pode para alguém determinado, quem é determinado persiste pois é perseverante. A persistência é a qualidade que quem é perseverante.
O poder da persistência é essencial para superarmos os problemas. Com o poder da persistência podemos vencer enfermidades, desejos pessoais, limitações financeiras, os perigos da prosperidade, a oposição familiar, traições e perseguições e inúmeras outras dificuldades.
O poder da persistência garante o sucesso quando enfrentamos o desencorajamento ou forças contrárias aos nossos projetos e sonhos. É a capacidade de nunca desistir, mesmo que tudo digo o contrário. Se é nosso sonho que está em jogo, devemos persistir.
Policarpo, bispo da cidade de Esmirna, exerceu enorme liderança nos primórdios da Igreja. Por volta de seus oitenta anos viajou à Roma, onde haviam milhares de vidas se convertendo a Cristo. Quando regressou à Ásia se deparou com uma enorme perseguição às igrejas asiáticas. Os romanos sequestraram onze cristãos, a maioria da cidade de Filadélfia, e os mataram durante uma festa em Esmirna.
O martírio causou um espetáculo a acendeu o apetite sanguinário entre os pagãos, então houve um clamor pela vida de Policarpo. Policarpo se refugiou em um lugar afastado, mas foi traído.. Ele foi preso e tentaram força-lo a “insultar a Cristo”, com a promessa de que, se negasse ao Mestre, seria liberto.
Daí surge a memorável expressão que atravessa os séculos de testemunho cristão: “Oitenta e seis anos eu o servi, e ele nunca fez nada de errado para mim, como posso falar mal do meu Rei que me salvou?”
Tais palavras só serviram para intensificar a fúria da multidão, que clamava que um leão fosse lançado contra ele. Em vez disso foram ajuntados lenha e gravetos e fizeram uma pira incendiária onde ele estava amarrado. Com calma e coragem, Policarpo foi martirizado sendo queimado vivo.
Não foi a morte que levou Policarpo à sua posição de proeminência na História da Igreja, foi seu exemplo de liderança. Uma liderança marcada por um indescritível pode de persistência. Ele permaneceu fiel à sua vocação e a seu Senhor e Mestre até o momento em que as chamas o consumiram.
Muitas vezes tendemos a achar que nossas dificuldades são maiores que a de todo mundo, que estamos destinados ao fracasso e à derrota. Mas não nos faltam exemplos de pessoas que fizeram da perseverança a sua mola propulsora para vencer. A aparente derrota de um mártir simboliza a vitória da Igreja, pois permanecer firme em seus propósitos mesmo dante da morte é a motivação que fez com que a Igreja de Cristo atravessasse os séculos, e o sangue de nossas irmãos foi a semente que fez brotar a nossa fé.
Nunca devemos assumir o rótulo que tentam nos impor como insignificantes ou incapazes, sabemos em quem cremos e quais os sonhos que ele gerou em nós. Vamos seguir em frente e assumirmos nosso lugar prometido pela Graça e misericórdia de Deus.

E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. Gênesis 1:28
Observamos que logo depois de ter criado toda a criação, o Senhor Deus, criou o homem. Nos registros anteriores, percebemos que este ganha certa importância na criação, pois deverá gerenciá-la, estando logo abaixo do Criador na cadeia de comando.
Grande poder de fato foi dado ao homem, mas como todo grande poder, isso requer dele enorme responsabilidade no cumprimento de seus papéis. No ambiente do lar isso não muda, o homem continua exercendo papel de subgerente da criação, mas agora não só este oficio está sobre seus ombros, mas também deverá, como sacerdote, apresentar em seu lar honrado diante do Altíssimo.
Ser o príncipe do lar, é de fato uma posição de honra e destaque, mas o verdadeiro homem, não usa isso como justificativa para fazer com que ele seja o centro do lar, tendo de ser servido por todos (esposa e filhos), muito pelo contrário, agora muito mais do que os que estão sob seus cuidados ele deve trabalhar exaustivamente para que tudo ocorra segundo os princípios estabelecidos pelo Reluzente.
Nossa sociedade tem o vicioso costume de distorcer princípios, o que não é nenhuma surpresa, pois sabemos que isso é efeito da ação do pecado no homem. Umas destas distorções acontece quando se olha para o conceito de família e até do homem (espécie) que o mundo têm. Para uma ala crescente da sociedade, homem e mulher devem ser iguais, sem que um exerça liderança ou domínio sobre o outro. Para esse grupo, os papéis do primeiro podem, sem qualquer problema, ser executado pelo segundo.
Outra distorção é quanto a formação da família. A noção homem + mulher = família, vem sendo brutalmente atacada, sendo disseminado o diabólico conceito de que família na verdade é um indivíduo que ama outro indivíduo, estando esta junção livre de requisitos de gênero em sua formação.
Ainda uma outra afronta há que se confronte com o padrão bíblico, a cultura dos “homeninos”. Homens que não são construídos sobre princípios de responsabilidade, equilíbrio, integridade, esforço, cada vez mais ocupam espaço na sociedade. Homens que não exercer suas funções com qualidade, mas preferem se acovardar das responsabilidades do trabalho, da gerência de uma lar, e querem apenas obter dinheiro para gastar em festas, onde se relacionam despretensiosamente com quantas “mulheres” puder.
Além disso, gastam toda a vida em programas que não traz nenhum aprimoramento a sua masculinidade e valores que estão atrelados a mesma, perdem tempo com videogames, futebol, não que essas atividades em si sejam ruins, mas tais homens as praticam como fuga da realidade carregada de obrigações, até porque não estão qualificados para tal.
O cetro foi concedido ao homem para que o mesmo pudesse administrar toda a criação em harmonia para uma adoração ao Soberano, através do bom funcionamento da mesma, exatamente como o próprio Criador o fez. De forma alguma isso deve fomentar algum tipo de vaidade ou orgulho, pois o não somos soberanos como é apenas o Reluzente, devemos com humildade exercer nosso papel na criação.
Ensinar nossas esposas a lei de Deus, e exortá-las com todo amor e carinho, para que ela tema e trema diante do Rei, e assim o obedeça. Educar nossos filhos nos caminhos do Mestre, usando de empenho e reverência, para que os mesmo aprendam que a lei do Senhor é boa, e possam caminhar conforme ela.
O totalitarismo exercido no lar, em hipótese alguma se adéqua ao pensamento do criador para a família. O cetro é uma ferramenta, não apenas um símbolo. Um homem segundo o coração de Deus, deve se sacrificar pelo bom andamento do seu lar. Ainda que custe gotas de sangue, ou mesmo sua vida, ele foi nomeado pelo Reluzente para edificar seu lar sob o que fala as escrituras, e por elas, deve instruir cada membro de sua casa e amar o Senhor Deus de todo coração, de toda alma, com todas as forças.
Não há regalias no oficio de rei do lar operado pelo homem. Com isso, também não é queremos dizer que somente há sofrimento e árduo trabalho atrelado ao papel do homem, no entanto o prazer do homem deve ser a edificação do seu lar, segundo o princípio bíblico. O cetro é pesado, mas o homem bíblico deve sentir alegria ao carregá-lo, pois para isso ele fora incumbido, para promover a harmonia de sua casa em adoração ao Criador.
Cristo triunfa!

É na família que o ser humano, dotado de personalidades e sentimentos diversos, mais se desenvolve, inclusive no contexto da família extensiva, que é aquela em que não somente os pais e seus filhos, mas outros familiares – avós, tios, primos, sobrinhos ou outros parentes compartilham um lar. Se uma família estiver desestabilizada, dificilmente seus membros terão êxito em seus objetivos, conquistas e sonhos pessoais.
Até mesmo o trabalho, os estudos e relações extrafamiliares poderão ser afetados. É praticamente impossível dissociar uma coisa da outra, ainda mais quando vínculos são quebrados dentro do âmbito familiar. Lamentavelmente, é comum a crise familiar por motivo de palavras duras e ofensivas. Na Bíblia, Davi e Mical vivenciaram este impasse. As palavras críticas e injustas de Mical contra seu esposo, Davi, foram drásticas, causando um conflito no relacionamento (2 Samuel 6:16-26). Provérbios 15:1 diz que “…a palavra dura suscita a ira.” No livro As cinco linguagens do amor, o escritor Gary Chapman, autor de vários outros livros de relacionamento afetivo, destaca a primeira linguagem do amor, que é palavras de afirmação.
Neste princípio, Chapman afirma que: “Focalizar os aspectos positivos, expressar apreciação pelas qualidades do cônjuge são atitudes que costumam motivá-lo e aprimorar seu comportamento”. Independente de como seja sua família, aprenda a honrar cada membro dela com palavras que irão promover crescimento e não abatimento emocional. Ainda segundo Chapman, as palavras de afirmação vivificam e as de condenação matam. Boas palavras devem permear não só a vida do casal. Quantos pais e filhos estão corroendo seus lares com discussões verbais ou estão em forte sofrimento emocional por falta de receberem um incentivo ou elogio? A respeito das palavras amáveis, Salomão afirmou que elas são medicina para o corpo (Provérbios 16:24).
Como está a troca de elogios em sua família? Devemos cultivar o hábito de elogiar com sinceridade. Os elogios aumentam nossa autoestima e nos motivam a irmos além! A Bíblia não é um livro que só apresenta situações de punição, advertência e repreensão. Nela, há menção de elogios, como em Hebreus 11:4-39, a respeito dos heróis da fé, e em Provérbios 31:10-31, em relação à mulher virtuosa. Maria, ao visitar Isabel, foi elogiada em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do seu ventre!” (Lucas 1:39-42). Enfim, a lista é grande. Os elogios devem ser considerados não apenas na área verbal. Nossa postura normalmente passa uma mensagem. Na área da psicologia comportamental, o elogio pode ser considerado como um reforço positivo.
Há algum tempo, vi uma pesquisa interessante em uma revista de psicologia. No início do século XX foi avaliada a capacidade de meninas do 4º e 6º anos do ensino fundamental para resolver o maior número possível de problemas de matemática (de um total de 30) em 15 minutos, durante 5 dias consecutivos. Em um dos grupos, todas as estudantes eram repreendidas, independentemente do seu resultado, e tinham que ficar em pé diante de toda a classe para ouvirem a bronca. As meninas do segundo grupo eram sempre elogiadas, qualquer que fosse seu desempenho. Um terceiro grupo era constituído por alunas que eram sempre ignoradas. Observou-se que as meninas que foram elogiadas aperfeiçoaram-se com rapidez, resolvendo cerca de 20 problemas depois de 5 dias de treino. Inversamente, o grupo repreendido, que teve melhores resultados no segundo dia, viu seu desempenho decair, até se igualar ao do grupo ignorado.
Portanto, nesta pesquisa, houve um desempenho maior das meninas que foram elogiadas. Seja sensato! Procure trabalhar áreas negativas observadas com amor e mansidão e enalteça os aspectos positivos já existentes em sua família. Evite expor as falhas de seu cônjuge, de seus pais, filhos e irmãos. Vivamos na prática a música que cantamos muito em nossas igrejas: “Quero que valorize o que você tem. Você é um ser, você é alguém tão importante para Deus. Nada de ficar sofrendo angústia e dor neste seu complexo interior, dizendo às vezes que não é ninguém: Eu venho falar do valor que você tem…” Infelizmente, algumas vezes, temos tido um comportamento ambivalente quanto às nossas palavras: na igreja, elas agradam, em casa, elas agridem.
Há poder em nossas palavras! Nosso sucesso começa dentro do lar. Ao cuidarmos de nossa família, seremos também cuidados por ela. “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10). Você tem honrado sua família com suas palavras? Elas tem agradado os ouvidos de Deus?

“De qual cabeça desocupada saiu esta ideia de permitir o Estado de intervir na educação familiar, como lei deste tipo pode fazer as pessoas mais felizes, já que existem leis que punem os abusos contra crianças? Agora, crianças vão até a delegacia mandar prender os pais…”disse Magno Malta no plenário do Senado, no dia da aprovação da Lei da Palmada, lendo um texto de autoria do jornalista Ricardo Kostcho, assessor direto do ex-presidente Lula, que deixa claro que as famílias estão diminuindo o uso das palmadas, mas nem por isso a violência deixou de crescer.
Para furar a resistência à Lei da Palmada, seus promotores mudaram seu nome para Lei Menino Bernardo — menino que antes de ser assassinado denunciou os abusos que sofria em casa do pai e madrasta. Mesmo sabendo que o Código Penal já lida suficientemente com esse tipo de crime, os parlamentares cristãos ficaram de joelhos diante da estratégia de uma militância claramente abortista.
A estratégia para aprovar rapidamente a lei foi encostar os defensores da família na parede com a acusação: “Se você é contra o assassinato de crianças, tem de aprovar essa lei.”
Estratégia idêntica foi utilizada pelos promotores do PLC 122, que passaram anos dizendo: “Se você é contra o assassinato de homossexuais, tem de aprovar essa lei.”
Para evitarem eternas acusações pérfidas e mentirosas de cumplicidade com assassinatos, os parlamentares evangélicos e católicos deverão se deixar vencer por tudo quanto for golpe baixo dos lobos esquerdistas da política? Deverão aprovar tudo o que os lobos querem?
Quando Xuxa havia sido recordada pelo Dep. Pastor Eurico em audiência pública sobre a Lei da Palmada duas semanas atrás de que seu passado na promoção da pedofilia no filme “Amor Estranho Amor” a desqualificava de se portar como defensora das crianças, a imprensa imediatamente tomou o lado e as dores de Xuxa, se ofendendo com uma acusação 100% verdadeira, como se ela nunca tivesse cometido nenhuma incitação sexual entre crianças.
Em contraste, quando Xuxa e outros promotores da invasão estatal nos lares compararam palmadas com incentivos de assassinatos de crianças, os parlamentares ditos cristãos — com exceção de Magno Malta, Pr. Eurico e Jair Bolsonaro — abraçaram a acusação 100% mentirosa, como se todos os pais e mães do Brasil que já aplicaram cintadas, varadas ou palmadas fossem merecedores de serem comparados com cúmplices de assassinos.
Para o senador evangélico, esse caso deveria ter sido um prato cheio. Afinal, Malta ficou famoso como responsável pela CPI da Pedofilia. Que moral sua atuação vai ter se ele não consegue confrontar as incitações sexuais entre crianças que Xuxa cometeu durante sua extensa carreira? Ou ele só está atrás de infratores que não sejam da poderosa e intocável indústria midiática?
Xuxa é, sem dúvida alguma, um peixe grande amparado por uma indústria midiática que posa de defensora das crianças, mas despeja toneladas de conteúdo sexualizante que incita impunemente abusos entre crianças. Xuxa é reflexo da indústria que a fez e a protege ainda hoje.
Ninguém pode dizer a ela ou a essa indústria o que eles são, mas eles sentem autoridade para dizer aos pais e mães do Brasil o que eles não são.
A Lei da Palmada foi aprovada no Senado Federal em 4 de junho de 2014 com o apoio da presidente Dilma Rousseff e agora aguarda sua sanção oficial para se tornar lei. Será a festa que os abortistas estavam esperando. Eles podem até perder as próximas eleições, mas sua invasão e presença, através de suas leis, já estão garantidas em cada lar do Brasil.
Tudo parecia armado de antemão para uma festa de aprovação no Senado. Os ministros de Dilma estavam presentes no plenário, ansiosos aguardando a “surpresa” planejada. Presente também estava Xuxa, que foi convidada por Renan Calheiros, presidente do Senado, para “simbolizar a nova lei.”
Que tipo de símbolo? De gerar uma filha sem pai? De criá-la com um batalhão de babás e outros funcionários, raramente visitando a menina?
Infelizmente, Malta se esqueceu de mencionar essa importante informação, talvez querendo evitar atritos com uma imprensa cruel que está determinada a manter Xuxa blindada e protegida em seu histórico de incentivo à pedofilia e em sua obsessão atual de posar como “protetora das crianças.” O linchamento midiático do Pr. Eurico parece ter amedrontado Malta.
Mas o senador evangélico já agiu certo no passado.
Quando a Frente Parlamentar Evangélica fez um acordo vergonhoso com o governo de Dilma para avançar essa lei dois anos atrás, Magno Malta, apesar de suas fortes ligações com Lula e Dilma, se levantou, se destacando com uma postura diferente e ousada, dizendo que a “Lei da Palmada é uma agressão à família.”
Mais recentemente, ele parece ter amenizado sua postura, conforme registrado em seu site pessoal, que afirma que “ele fez questão de dizer que ‘não desaprova’” a Lei da Palmada.
Afinal, ele aprova ou desaprova? O que foi que fez Malta amenizar? O assunto é sério ou não?
O que é realmente crime: palmada ou pedofilia?
Quando tinha mais de 18 anos, Xuxa encenou no cinema cena erótica de nudez com um menino de 12 anos. Se durante anos ela nunca aceitou a acusação 100% verdadeira de que ela incitou e promoveu a pedofilia, por que os pais e mães do Brasil devem aceitar a acusação 100% mentirosa dela e do governo comparando palmadas com assassinatos?
Se Xuxa não aceita ser chamada de criminosa, por que os pais e mães devem aceitar tal acusação? Por que Magno Malta está hesitando entre condenação e aprovação?
O site do senador registra que ele disse: “O que o Senado está fazendo é um crime contra ele mesmo.” Mas essa declaração parece se referir não à lei em si, mas ao modo rapidíssimo com que ela foi aprovada.
A Lei da Palmada chegou ao Senado num dia e no dia seguinte já estava sendo votada e aprovada, na presença dos ministros de Dilma, que já estavam preparados para a festa “surpresa” — uma surpresa muito bem planejada, pelo visto, entregue de bandeja pela bancada evangélica.
O próprio senador Magno Malta confessou que a lei foi aprovada “a toque de caixa, com um inédito pedido de vista de apenas 1 hora, ou seja, os senadores não debateram o conteúdo da nova Lei.”
Ora, Malta tem dado apoio ao governo do PT por mais de dez anos. Quando foi que, para aprovar um projeto, o PT não fez uso de astúcia? Ele não desconhece a malícia do governo de Dilma. Se fosse ignorante, o PLC 122 já teria sido aprovado há muito tempo, pois muitas foram as vezes que o PT e seus aliados tentaram, na surdina, aprová-lo. Mas Malta estava atento. Por que ele perdeu a atenção no caso da lei xuxesca que acusa falsamente os pais aplicadores de palmadas como potenciais assassinos de crianças?
Por que Malta não desafia Xuxa a apoiar uma lei que verdadeiramente defenda crianças de assassinatos? Por que Malta não cria uma lei que proteja as crianças desde o momento da concepção e pede que Xuxa abrace a causa? Nesse caso, Xuxa até pode comparar aborto com assassinato de crianças, pois é uma acusação 100% verdadeira. Ela até pode dizer que o governo de Dilma e seus ministros têm uma queda especial por esse crime, pois é uma acusação 100% verdadeira. Ela até pode dizer que a grande imprensa tem igual queda, pois é uma acusação 100% verdadeira.
Quem sabe se envolvendo com acusações verdadeiras ela não para de se envolver com acusações falsas e malandras, comparando pais aplicadores de palmadas com potenciais assassinos de crianças.
Fica a dica para o senador Malta.
Mesmo vacilando entre condenação e aprovação, Malta disse lucidamente: “É muito risco votar sem saber direito no que está sendo votado. A mãe que puxar a orelha do filho que não obedece, agora, corre risco de ser criminalizada.”
A Lei da Palmada é fruto de um governo que Malta sempre apoiou como se fosse pró-família. Quando líderes católicos e evangélicos tentaram alertar antes da eleição presidencial de 2010 que Dilma Rousseff e o PT eram abortistas, Malta saiu na defesa deles, tratando a mentira de Dilma e do PT como se fosse verdade, e tratando os alertas verdadeiros dos líderes cristãos como se fossem mentiras. Foi um apoio na base da pura mentira. Permitir agora que essa lei avance é permitir que um governo de mentira minta contra as famílias.
Se Malta teve coragem e persistência, durante anos, de sustentar a mentira de que o governo de Dilma é pró-família, por que agora ele não se engaja na luta contra a mentira desse governo que retrata as famílias aplicadoras de disciplina física como comparáveis a assassinos? Por que ele não abre a boca para dizer que o verdadeiro assassino é o governo sentado na cadeira de juiz que busca de todas as formas e mentiras implantar e impor o aborto no Brasil? Ou ele vai ver a aprovação da Lei da Palmada como fim da história?
Bancada evangélica precisa ser cobrada
Magno Malta deveria também cobrar da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), que teve papel fundamental na aprovação da Lei da Palmada. Reportagem recente do Estadão disse que a aprovação da Lei da Palmada “só foi possível após acordo com a bancada evangélica, que vinha obstruindo a votação do projeto nos últimos anos,” colocando em dúvida idoneidade do Pr. Paulo Freire, presidente da FPE e responsável por decisões dessa envergadura. Se um acordo foi possível com a FPE, é porque Freire deu o sinal verde. E se o presidente da FPE seguiu tal direção, é porque a maioria da FPE estava nessa direção.
Do governo do PT, a população cristã só espera ataques à família. Mas da FPE, os eleitores cristãos esperam compatibilidade com os valores cristãos e com a defesa da família. Esperam resistência até o fim. Todos sabem que, em conformidade com a vontade de seus eleitores cristãos, a FPE vinha obstruindo a votação da Lei da Palmada. Mas, em contrariedade com a vontade de seus eleitores cristãos, a FPE fez um acordo com o governo que possibilitou a aprovação e a festa dos abortistas.
Lei da Palmada é “inócua”? Mas que oposição é essa?
Além de Magno Malta e do Dep. Pr. Eurico — que teve coragem de cobrar publicamente o passado de defesa da pedofilia de Xuxa —, quem mostrou oposição foi o Dep. Marco Feliciano, que numa entrevista à Folha de S. Paulo foi retratado como dando pouca importância, dizendo que a Lei da Palmada é “socioeducativa,” “inócua,” etc. Ora, se é uma lei inócua, por que tanto empenho dos abortistas e do governo do PT? Se é “socioeducativa” e “inócua,” por que Luiz Felipe Pondé a chamo de fascista? Seria interessante ver uma edição não editada da entrevista. Se for verdade, mostra que os melhores da bancada evangélica enfrentam muito despreparo para lidar com a oposição pró-aborto, que deixou claro que a Lei da Palmada proibirá até disciplina física moderada e leve, sem mencionar o uso da vara, que é comum entre cristãos que praticam a Palavra de Deus.
Na entrevista, Feliciano disse: “Sem pôr limites, teremos crianças mimadas.” Mas o que o Brasil está enfrentando não é uma epidemia só de crianças mimadas. Muito pior que está acontecendo é uma epidemia gigantesca de menores de idade que agridem, estupram e matam.
E se o governo está procurando uma epidemia de pais que matam, é só conferir as tribos indígenas brasileiras, que têm o costume de torturar e matar crianças. Mas, nesse caso, o governo alega questões culturais para não intervir.
Se o governo e Xuxa estão atrás de pais que matam, podem também começar pelos índios que matam seus filhos. Se eles querem ir atrás de pais que disciplinam e não matam, podem começar pelos pais cristãos, que se orientam pelo que diz a Palavra de Deus:
“Aquele que poupa a vara odeia seu filho, mas aquele que o ama tem o cuidado de discipliná-lo”. (Provérbios 13:24 NIV)
“Quem se recusa a surrar seu filho o odeia, mas quem ama seu filho o disciplina desde cedo”. (Provérbios 13:24 GW)
“Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo”. (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada)
“Os açoites que ferem, purificam o mal; E as feridas alcançam o mais íntimo do corpo.” (Provérbios 20:30 TB)
“Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter.” (Provérbios 20:30 NTLH)
“Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser”. (Provérbios 20:30 NVI)
“É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem.” (Provérbios 22:15 NTLH)
“A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele.” (Provérbios 22:15 RC)
“A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela”. (Provérbios 22:15 NVI)
“Todas as crianças são sem juízo, mas correção firme as fará mudar”. (Provérbios 22:15 CEV)
“A crianças por natureza fazem coisas tolas e indiscretas, mas uma boa surra as ensinará como se comportar”. (Provérbios 22:15 GNB)
“Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13-14 RC)
“Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)
“Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. (Provérbios 23:13-14 RA)
“Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”. (Provérbios 23:13-14 NTLH)
“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”. (Provérbios 23:13-14 NVI)
“É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha”. (Provérbios 29:15 NTLH)
“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA)
“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RC)
“Uma surra e um aviso produzem sabedoria, mas uma criança sem disciplina envergonha sua mãe”. (Provérbios 29:15 GW)
Contudo, embora favoreça surras com vara, a Palavra de Deus não apoia o excesso e a violência:
“Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas”. (Provérbios 19:18 NTLH)
“Castiga teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma”. (Provérbios 19:18 RC)
“Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. (Provérbios 19:18 RA)
“Corrija seus filhos antes que seja tarde demais; se você não castigá-los, você os está destruindo”. (Provérbios 19:18 CEV)
“Discipline seus filhos enquanto você ainda tem a chance; ceder aos desejos deles os destrói”. (Provérbios 19:18 MSG)
É agora o embate entre a Lei de Deus e a lei dos homens socialistas.
Quanto a Magno Malta, se ele quer aprovar uma lei que puna pais que matam, ele e outros estão desperdiçando o dinheiro dos trabalhadores brasileiros que pagam impostos, pois o Código Penal já lida com todos os assassinos. O que o Código Penal ainda não alcançou foram casos de presidente e seus ministros que, ao defenderem o aborto, fazem incitação pública ao assassinato. O que o Código Penal também ainda não alcançou foram índios que sistematicamente matam crianças. É uma desigualdade injusta e cruel, pois se todo pai que mata recebe punição, por que os índios estão isentos? Por que o Código Penal não trata o assassinato de crianças entre índios como crime?
Se assassinato de crianças é crime, por que Dilma e seus ministros se sentem tão a vontade para defender o aborto?
Se aborto propositado é matar crianças, por que os Conselhos Tutelares nunca intimaram Dilma e seus ministros por incentivo à tortura e assassinato de crianças?
A lei do aborto é para matar crianças antes do nascimento. A Lei anti-Palmada é para matar crianças depois do nascimento, pois não existe pior morte do que a condenação ao inferno e a Bíblia deixa claro que sem o castigo da vara a criança está condenada ao inferno. A lei do aborto e da palmada é o jeito socialista de destruir crianças.
Se os pais e mães do Brasil não enxergarem os assassinos como assassinos, os assassinos os tratarão como eles mesmos merecem ser tratados. No recente programa Altas Horas, da TV Globo, Xuxa justificou sua cena de pedofilia com um menino de 12 anos, dizendo ao público: O que é pior, ela aos beijos (e totalmente nua e lasciva na cama) com um menino de 12 anos ou um pai de 40 que bate na filha de 2 anos?
Em vez de assumir a culpa por seu crime, ela quis inverter o jogo, culpando os pais. Ora, um pai de 40 anos que der um tapinha numa criança de dois anos que está mexendo na tomada ou no forno está ajudando a salvar a vida do filho. Nenhum pai vai esmurrar uma criança tão nova nem dar varada. E se o fizer, já há lei para isso. O Código Penal não está aí para enfeite. Mas para a pedofilia e erotismo com menores de idade parece não haver lei, pois Xuxa nunca precisou pagar por seu crime de pedofilia e uma carreira de erotização infantil. E agora, para se justificar em sua sujeira, ela pretende se limpar nos pais e mães do Brasil, para que sejam punidos por crimes que não cometeram enquanto ela continua impune em crimes que ela cometeu.
Xuxa então colocou os pais e mães cristãos do Brasil que fazem uso da vara quando necessário abaixo dos defensores da pedofilia e erotismo entre crianças. E se o exemplo dela significa algo, tais defensores merecem impunidade, enquanto pais e mães merecem multas, castigos e prisão.
Mas se você quiser abortar seu filho, ninguém no governo ou na TV Globo chamará você de assassino. Eles apenas dirão que você tem seus direitos, que precisam ser respeitados. Ou se você pegar seu filho de 2, 3, 4 ou mais anos, envenená-lo, ou enterrá-lo vivo ou escolher torturá-lo até a morte, não haverá problema nem para o governo nem para a TV Globo, que blindam a Xuxa, desde que você coloque umas penas na cabeça, empunhe arco e flecha, pinte o rosto e diga que é índio. Enquanto que entre os “brancos” a impunidade é garantida para menores de idade que matam os pais, agridem, estupram e torturam outros adultos, às tribos indígenas o governo dá direitos inversos: pais indígenas podem fazer o que querem com suas crianças, inclusive matá-las a pauladas, pois estão protegidos pela impunidade.
Vindo de um governo que defende descaradamente o assassinato de crianças, seja pelo aborto ou costumes indígenas, a implantação da Lei da Palmada é o mais puro reflexo, conforme comentou o filósofo judeu Luiz Felipe Pondé, do fascismo.
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Após a aprovação da Lei da Palmada no Senado, Magno Malta comentou, segundo seu site, que só o futuro vai mostrar os defeitos dessa lei. “Muita gente apostava no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas hoje, a realidade é outra,” concluiu Magno Malta.
Essa conclusão foi um tiro na mosca. O ECA é fruto da intervenção da ONU no Brasil. A insanidade da Lei da Palmada está intimamente ligada às insanidades do ECA. Quando o governo do presidente Fernando Collor assinou e ratificou a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, o Brasil foi obrigado a implantar uma lei que espelhasse esse compromisso com o governo mundial. Assim nasceu o ECA.
Um dos únicos países do mundo a não ratificar essa convenção foram os Estados Unidos, sob pressão de grandes organizações evangélicas, que entendiam e entendem que a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança é uma ameaça às famílias, dando isenção para criminosos menores de idade, confiscando brutalmente os direitos dos pais e sacralizando a impunidade.
Se olhassem para o Brasil, eles veriam quão certos estão. No Brasil, pode-se agredir, estuprar e matar, sem nenhum castigo e cadeia, desde que o criminoso seja menor de idade. Sob o ECA, a impunidade para criminosos menores de idade é sagrada no Brasil.
Graças ao ECA e a ONU, a impunidade no Brasil começa desde cedo.
Que bom que o senador evangélico conseguiu ver os frutos do ECA. Que ele possa antever os frutos da Lei da Palmada — e lutar agora, com palavras e atitudes concretas, contra essa lei.
Oremos para que o senador Magno Malta se revolte contra esse pesadelo brasileiro.
Oremos para que ele se revolte contra o governo que ele sempre apoiou como se fosse pró-família, mas que nunca valorizou a família brasileira.
Oremos para que ele se revolte contra o governo que afirma mentirosamente defender as crianças, mas que sempre valorizou o aborto, que é a forma mais cruel de tortura e assassinato de crianças inocentes.
Oremos para que Magno Malta consiga sentir apenas um pouquinho da revolta que muitos de seus eleitores já estão sentindo não só contra as políticas antifamília do governo apoiado por ele, mas também contra uma bancada evangélica que decidiu fraquejar na hora errada, fazendo acordos estúpidos que avançaram a Lei da Palmada, colocando em risco os pais e mães do Brasil de sofrerem pauladas de um governo sedento do sangue dos inocentes, seja por meio do aborto ou de envolvimento internacional com ditaduras assassinas.
Oremos para que os líderes da Frente Parlamentar Evangélica, apesar de seus acordos vergonhosos com o governo, consigam agir contra a Lei da Palmada, como fizeram as organizações evangélicas americanas durante o governo americano do depravado Bill Clinton, que conseguiu assinar a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, mas nunca a pôde ratificar, por causa da persistente resistência evangélica.
Sem resistência sistemática, não há vitória. Se os EUA hoje não têm um ECA ou Lei da Palmada, é por causa do esforço dos grupos cristãos que estão lutando e vigiando. Se as leis dos EUA em muitas regiões conservadoras continuam punindo criminosos menores de idade e garantindo os direitos dos pais em assuntos de educação, disciplina e saúde de seus filhos, é porque outros estão pagando o preço e lutando.
A luta pró-família não está restrita ao aborto. O aborto é apenas uma das frentes de batalha. Há também a frente dos pais que rejeitam a doutrinação homossexual e imoral que o governo quer impor sobre as crianças. Há ainda a frente dos pais que não aceitam a intromissão ideológica do governo em assuntos de educação, disciplina e saúde de seus filhos.
Se uma dessas frentes cai, as outras também fatalmente cairão. Se nos restringirmos apenas ao aborto, não será mais luta pró-família, mas apenas luta antiaborto. Seremos então muito mais limitados do que os abortistas, pois eles estão engajados numa luta total contra a família, quer aprovando o aborto, quer proibindo a educação escolar em casa, quer proibindo os pais de disciplinar os filhos, quer proibindo os pais de proteger os filhos de doutrinações sexuais e homossexuais, etc. A luta deles é ampla e implacável. Por que nossa luta deveria ser estreita e reduzida?
Se não nos incomodarmos e reagirmos à ditadura dos militantes abortistas invadindo os lares e ditando o que um pai e mãe pode decidir em assuntos de educação, disciplina e saúde de seus filhos, de que valerá lutar em outras frentes? De que valerá dizermos que somos pró-família?

Sem dúvidas a família faz parte das prioridades de Deus no tocante ao cuidado que ele desprende quando enfatiza desde o gênesis a importância da mesma (Gn 2; 24). Podemos observar na Bíblia que apenas duas instituições foram criadas pessoalmente pelo próprio Deus, a igreja e a família, e se focarmos nossa atenção entenderemos que a primeira esta diretamente ligada a segunda, pois se nossas famílias não se encontram dentro padrão determinado por Deus para sua existência, de forma nenhuma a igreja estará em bom estado.
Deus explicitando o seu desejo para a construção de uma família firme que suportaria os diversos obstáculos que não só o âmbito espiritual, mas também material e secular trariam, documenta, por exemplo, a história de um homem que tem por desafio agregar sua família dentro de um projeto dado por Deus que garantiria sua sobrevivência em meio ao caos vindouro, é o caso do patriarca Noé.
Diferentemente do que imaginamos quando lemos essa e outras narrativas bíblicas, Noé era um homem que possuía as mesmas inclinações ao erro e ao pecado que nós, tinha as mesmas dificuldades de convivência em grupo e com um agravante, apesar de sua “longa vida” Noé não era mais tão jovem quanto seus filhos e suas noras, então além de lidar com suas próprias limitações, ele encararia o desafio de ter que adequar sua linguagem e comportamento ao ritmo de cada integrante de sua família. Além disso, a complexidade do projeto que Deus havia lhe dado convergia para a piora da situação.
Noé também não poderia focar-se apenas na execução na construção da arca, pois fazendo isso negligenciaria alguns aspectos cruciais que garantem o bom convívio em família. Outro fator que dificultaria ainda mais a situação do patriarca seria o fato de que, apesar de está implícito que a obra demoraria e que Deus respeitaria esse tempo, o Criador não determina um prazo para iniciar o diluvio, então Noé teria que trabalhar contra o tempo.
Diante de todas essas afirmações e situações, torna-se realmente difícil perceber ou vislumbrar qualquer possível sucesso que Noé poderia vir a ter sem nos perguntarmos qual seria a solução para que ele executasse o projeto de Deus sem falhar em gerenciar e cuidar também de sua família, mas ao estudarmos a luz da revelação do Espírito Santo poderemos perceber que Noé, convida sua família a de forma irrestrita abraçar junto com ele essa empreitada.
Para que uma família possa sobreviver aos encargos da vida, dificuldades de nosso século e outros problemas que a cada dia surgem com o fim de nos tirar do plano de Deus, é imprescindivelmente essencial que vivamos uma vida de total entrega e devoção ao SENHOR, para que alcancemos como Noé o sucesso de termos uma família feliz e envolvida com Deus e sua obra, e atinjamos a consolidação de uma igreja forte.
O grande desafio de nossas famílias tem sido a abdicação de nossa satisfação ou da realização daquilo que nós individualmente achamos bom para o grupo, e a enorme cratera da falta de comunicação que a cada dia só aumenta dentro de nossos lares.
Devemos refletir sobre o que nossas famílias significam para nós, e de quanto tempo temos desprendido interesse em elevar nossos lares no conhecimento de Deus, pois vemos que Noé e sua casa foram salvos, pois ele achou graça aos olhos do Criador sendo homem justo e integro entre seus contemporâneos (Gn 6;9), um homem que andava com Deus, que conhecia o Senhor e o amava, prezava pela retidão e justiça, coisas que ao lermos a bíblia vemos que fazem parte dos atributos do próprio YAHWEH.
Enquanto não elevarmos nossos lares ao um vínculo estreito com Deus, de maneira que reflitamos o caráter do Altíssimo em nossa vida, jamais conseguiremos atingir a convivência em um lar onde a presença pacífica de Cristo atua de forma direta. Como podemos servir em espírito e verdade a um Deus amoroso e justo se não sabemos quem Ele é, e qual é o desejo dele para nossa família? Para que isso seja possível devemos observar os conceitos que abraçamos atualmente, pois vivemos em uma sociedade que se farta e se limita apenas a aquisição material ou bem-estar promovido através disso.
Que aboliu completamente o conceito histórico e bíblico de família, para viver uma ilusão onde nem através dela se está satisfeito. Não podemos deixar que esses pensamentos e atitudes invadam a igreja ferindo assim a intenção de Deus para a família. Noé e seu lar obtiveram sucesso, pois cada integrante da família se desligou de suas próprias vontades, desejos, e sonhos para servirem a um propósito maior, que exigia a integração e interação plena de todos.
Que possamos também fazer o mesmo, abrir mão do nosso “eu” para que prevaleça o “nós”, pois sem isso de forma alguma chegaremos à satisfação de Deus em nossa família e atingiremos a plena felicidade.
Para que tenhamos o mesmo ou maior sucesso que Noé, devemos estar dispostos a fazer o mesmo ou mais que ele.

Quando se fala em conselhos matrimoniais a primeira coisa que me vem à mente é a conhecida frase: “Roupa suja se lava em casa”. O problema é que este conselho vem sendo seguido por cada vez menos pessoas na “Era Facebook”.
A ânsia por expor tudo que acontece em nossas vidas está nos conduzindo a divulgar coisas que não deveriam ser mostradas, inclusive dentro de relacionamentos. As coisas chegam ao cúmulo de cônjuges enviarem “indiretas” via redes sociais.
Relacionamentos devem ser tratados olho no olho. Não devem utilizar nenhuma intermediação tecnológica para tal fim. Mentir cara a cara não é tão fácil como mentir via WhatsApp, se fazer de ingênuo ou de vítima, também não.
Nossas expressões sempre denunciam o que realmente queremos dizer. E quem mais no conhece neste momento são nossos parceiros.
Uma das coisas que você aprende fazendo “Casados para Sempre” (ótimo curso da Universidade da Família) é que o casamento é feito por duas pessoas e elas sempre tem partes em qualquer problema que venha a existir no relacionamento.
Quando vemos alguém querendo culpar seu cônjuge por seu relacionamento não ter dado certo, você sabe que existe incoerência. Ao culpar o outro pelos erros do casamento, você está dizendo que fez tudo certo e seu parceiro tudo errado.
Essa é uma prática recorrente nas separações. O engraçado é que um sempre culpa o outro. Ou seja, os dois tem partes de culpa na questão.
Tudo isso fica mais complicado quando você junta problemas conjugais com redes sociais. Sua voz pode ser projetada enquanto a voz do seu cônjuge não, e aí, como se faz julgamento de dois sem ouvir um?
As pessoas não querem (ou não deveriam) saber de sua vida privada com seu esposo(a). Se há problemas, trate-os internamente. Procure ajuda de pessoas capacitadas e de sua família, mas não exponha tais coisas. Haverá sempre mais escândalo do que edificação (se é que pode existir edificação).

Vivemos em tempos assombrosos. A “família” é constantemente atacada, constantemente afrontada. Vemos pais matando, humilhando, massacrando seus filhos, e infelizmente a recíproca é verdadeira. Neste mundo corrompido pelo pecado, infelizmente nos deparamos com famílias cristãs despreparadas, sem fundamento sólido, sem base.
Já não se reúne mais os filhos ao redor da mesa para a realização de um culto doméstico, por exemplo. De modo trágico, até os momentos de refeição já são realizados de forma quase que solitária. Corroborando com isto, o avanço tecnológico, somado ao seu péssimo uso, serviu para aproximar os distantes, porém distanciando os que eram próximos.
Vemos pais que não se aproximam de seus filhos, não acompanham seu dia a dia escolar, não investigam os círculos de amizade, as conversas, os jogos. Os pais, em sua grande maioria, abriram mão da educação de seus filhos, lançando-os ao vento.

Pai, mãe, você sabe o que seu filho tem aprendido na escola? Sabe se ele sofre ou pratica o bullying? Conhece os professores dele?
Vemos uma geração de pais que deseja um futuro espetacular e abençoado para seus filhos – mas que não participa deste processo de aprendizagem! Os genitores, guardiões, detentores do cuidado e zelo pela vida, educação e alma de suas crianças tornaram-se como que apáticos, “dando de ombros” para aquilo que estas aprendem nas escolas. Em um momento tão terrível para a educação brasileira, que enfrenta constantemente assaltos advindos das mais diversas ideologias e pensamentos, os “guardiões da moral” calam-se perante o massacre que acontece nas salas de aula.
Cada criança e adolescente de hoje é o pastor, o educador, o “cristão exemplo” de amanhã. Agora, formamos o caráter de vários de nossos pequenos irmãos, também chamados por Cristo à obra. Este é um alerta à Igreja, naturalmente, mas de modo especial aos pais: vocês são os responsáveis diretos pelo futuro de seus filhos. Se no Ensino Médio seu filho desviar-se dos caminhos do Senhor por culpa de uma ideologia qualquer, acreditando que ninguém nasce “homem” ou “mulher”, mas que estes conceitos são definidos e escolhidos pelo indivíduo, é porque provavelmente você não lutou contra a ideologia de gênero quando sua criança estava no Ensino Fundamental. Estes ataques são sutis, e devem ser observados com cautela.
Como por exemplo, há de se citar um filme antigo, chamado no Brasil de “Babe, o porquinho atrapalhado”. Em termos gerais, a longa metragem conta a história de um porco que sonhava em ser um cão, com o objetivo de ajudar no pastoreio das ovelhas. Ao final do filme, Babe alcança seu objetivo, desenvolvendo as atividades deste canino, mesmo sendo um suíno. Em outras palavras, alguém que “venceu as barreiras da biologia e conseguiu transformar-se no que queria”. É esse tipo de informação que seu filho provavelmente recebe diaria e continuamente.
Em contrapartida, pela Graça de Deus, temos também alguns pais mais responsáveis, que participam de forma ativa na criação de seus filhos. Entretanto, confesso que muito me preocupo com estes também, pois alguns realizam este tão importante processo de uma maneira extremamente equivocada. Dizem, de forma constante, que pretendem criar seus filhos “para o mundo”, “para que sejam bons profissionais” ou “boas pessoas”. Para que tenham um “com caráter”.
É aqui que desejo dar início à explicação do porquê o versículo trinta e um, do capítulo primeiro e da primeira carta de Paulo aos de Corinto ser o texto base para este sermão. Paulo escreve este verso em questão num contexto muito diferente do que vivemos atualmente. Tensionando abordar a questão da “liberdade cristã”, o apóstolo utiliza de exemplos voltados à alimentação e bebida, concluindo sua linha geral de pensamento afirmando que tudo deve ser feito para glória de Deus. Quanta riqueza nesta tão simples expressão!
Quando, analisando o texto em sua linguagem original, o grego, vemos que o significado destas palavras é mais profundo que em nossa língua materna. Paulo está afirmando que o “foco”, o “alvo”, o “topo” de todo Cristão deve ser “honrar”, “exaltar”, “adorar” a Deus em todos os momentos.
Com isto, deixo a seguinte pergunta: o que é, então, criar um filho para a glória de Deus? Pois bem, vamos às respostas.

Saiba que a criança é mais filha de Deus que de você
Observando a vida de Abraão, o patriarca, notamos o quão firme era esta verdade em seu ser. Foi pai de Isaque quando já em idade avançada, tendo sonhado com esta promessa de Deus por todo o tempo em que peregrinou na terra. Quando cumprida, o Senhor então requer de Abraão a criança. O próprio Deus, ao requerer tal sacrifício do patriarca, afirma o quão apegado Abraão era a seu herdeiro.
“E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi”. Gn 22.1-2
Os filhos são herança do Senhor (Sl 127.3), como que presentes do Soberano a quem tornar-se-á pai ou mãe, mas devem ser criados de modo a glorificar a Deus em primeiro lugar. Gostamos de citar que o primeiro mandamento com promessa é o de honrar os pais (Ex 20.12), porém é necessário ter em mente que há outro mandamento acima deste, que por Cristo foi dito como o maior de todos (Mt 22.36-38), e que os genitores precisam constantemente trazer à mente: amar ao Senhor de todo o coração, de toda alma e de todo pensamento.
Os filhos devem ser criados para servir a Deus, glorificando ao Santo nome do Senhor, honrando, então, o nome de seus pais ao fazê-lo.

Seja o exemplo de seu filho
Há algum tempo encontrei um artigo sobre o porquê de o autor não ler mais a bíblia em casa através de aparelhos eletrônicos, e sim utilizando-se do “livro”. Naturalmente, não apontou que é pecado fazê-lo, mas um dos argumentos utilizados – e entenda, foi algo pessoal do autor em questão e que partilho como linha de pensamento – é que seus filho o veriam lendo as Sagradas Escrituras. Este ponto, acima de todos os outros elencados, foi o que me saltou aos olhos: um pai, pastor, escritor e pregador, abrindo mão de um “conforto tecnológico” para dar exemplo aos filhos.
Há um velho ditado que afirma que uma atitude vale mais que mil sermões. Ao observarmos a Bíblia, vemos que isso é verdade. Cristo, enquanto aqui caminhou, ensinou a seus discípulos através de inúmeros sermões, porém deixou também sua Doutrina gravada através de seus passos. Quando no momento de ensinar a seus seguidores como orar, Jesus lhes dá um exemplo de oração (Mt 6.9).
Quanto a isto, cito até mesmo meu exemplo. Quando pequeno, após dar início à caminhada na fé cristã, a ideia de ler a Bíblia ou de orar sequer passavam por minha cabeça. Minha mãe, de forma zelosa e muito preocupada, tentava a todo custo me estimular para fazê-lo. Quanto mais ela insistia, menos eu me aproximava da Palavra. Dado momento, notei que ela parou de insistir, e apenas sentava-se no sofá da sala e por horas debruçava-se nas Escrituras. Este exemplo dela, esta devoção, foi despertando em mim o desejo de me parecer com o que ela havia se tornado após este hábito diário: uma pessoa mais calma, prudente, separada, desenvolvendo o fruto do Espírito.

Crie seu filho nos caminhos do Senhor
Sim, soa muito óbvio isso, mas existe um número absurdo de pais que não entendem o “chamado discipulador” que recebem quando no nascimento de uma criança. Criar a criança nos caminhos do Senhor vai muito além de apenas levá-la aos cultos e entregá-la às “tias dos cultinhos infantis”. É investir no “crescimento espiritual” de seu filho. É saber incentivá-lo na busca, procura, anseio pelo Criador e seus estatutos. É pregar, em seu coração, as Leis de Deus. No passado, disse Moisés ao povo:
“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te”. Dt 6.6-7
Crie seu filho para que ele não seja apenas um “pregador” ou “cantor”, mas sim um verdadeiro cristão em todos os momentos
Pode parecer contraditório ao que exposto no início deste sermão, mas capacite seu filho através de estudos, aulas e demais meios de ensino – isso, os dito “seculares” – para que ele tenha uma sólida formação profissional, e que através de sua futura atividade laboral ele venha a glorificar ao Senhor. Prestamos a Deus um culto rico quando ele é constante e saudável, sob os termos bíblicos, e não apenas nos dias de reunião na igreja. Que seu filho não minta quando fizer algo errado e for repreendido pelo supervisor. Que ele não esconda a nota baixa de você, por medo de uma severa correção. Ser “cristão” é ser como Cristo.
Por fim, e nesta conclusão é que apresento o quinto ponto, e creio que seja um dos mais importantes, ame seu filho. Você tem o dever de cuidar dele, ensiná-lo nos caminhos em que deve andar, então cumpra este dever para com o Senhor de forma amorosa, como convém a pais verdadeiramente cristãos.

Concordo com aqueles que dizem que não decidir é também uma decisão, a “decisão de não decidir”, ou seja, indecisão. Porém, não é muito fácil tomar decisões. Como a própria palavra (decisão) aponta, pressupõe-se rupturas que na maioria das vezes são tensas e dramáticas. No entanto, por mais duras, tensas e difíceis, não temos como fugir, a vida requer que tomemos decisões!


Quero partilhar com vocês uma decisão que tive que tomar em meados de 1998, para ser mais exato, no dia 28 de julho de 1998. Encontrava-me muito deprimido, uma angústia horrorosa se apossara de minha alma, gerando em mim um desejo intenso pela morte. Não conseguia ver graça em absolutamente nada, as minhas noites eram insones. Eu já havia passado por vários psiquiatras, psicólogos e terapeutas sem ou com muito pouco sucesso.


Naquela época, com 28 anos, casado, pai de três filhos, me sentia a personificação do fracasso. Foi quando chegou em minhas mãos um livro que relatava histórias de várias pessoas que tiveram as suas vidas transformadas pelo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Eram atrizes, modelos, jogadores de futebol, políticos, profissionais liberais, entre tantos. Porém, um em especial me atraiu a atenção: o caso de um rapaz que se chamava Mário e que nascera com uma deficiência física de grande proporção, mas era feliz, cheio de sonhos e uma alma aguerrida. Entre tantos sonhos que habitava a alma de Mário, um em especial me chamou muito a atenção: ter e dirigir o seu próprio carro. Mas como isso era possível? Eram tantas as limitações! Mário tomou uma decisão depois de muita oração. Matriculou-se no Curso de Engenharia Mecânica em uma Universidade Norte Americana, formou-se e projetou o seu próprio carro.


Após ler essa história, era a minha vez de tomar uma decisão; não era uma mera decisão, mas a “decisão das decisões”. Ajoelhei-me rente à cama de uma das minhas filhas e disse ao Senhor: “De hoje em diante eu me rendo totalmente ao Senhor. Entrego tudo que tenho e tudo que sou em Tuas mãos”.


Lembro-me como se fosse hoje, ajoelhei-me angustiado, temeroso, inquieto, com um sentimento de culpa que me consumia como cupins na madeira. Mas levantei-me leve, com aquela sensação de que um fardo fora tirado de minha alma. A vontade de morrer deu lugar a uma vontade de viver em Cristo e para Cristo.


Eu, que até então tinha sérios problemas com alcoolismo, tabaco e esporadicamente com drogas, vi-me liberto pela graça de nosso Bom Deus. O casamento que ia de mal a pior foi restaurado, o relacionamento com os filhos se tornou uma bênção.


Caros irmãos e irmãs, quero, com este pequeno testemunho, encorajá-los e encorajá-las a tomarem decisões. A vida passa, e muito depressa. Não podemos ficar postergando, adiando aquilo que é inadiável. Não estou querendo dizer que será fácil, mas, sim, que é necessário. Tome a decisão que precisa ser tomada, mas não faça sem antes colocá-la diante do Senhor em oração.
Tiago nos diz em sua carta que as demandas da vida precisam de ser apresentadas a Deus para que tomemos a decisão certa:
“Se algum de vocês necessita de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida” (Tg 1.5).


Os grandes homens e as grandes mulheres de Deus do passado e do presente nunca abriram mão desse expediente: oração precede uma grande decisão. Não se esqueçam: de hoje em diante.


:: Geraldo Márcio (Ultimato)

Grande parte da vitória é não desistir. Naqueles momentos que a pressão revela-se insuportável, as incertezas ameaçam o que lhe é mais precioso e parece não haver possibilidade de avanço ou sucesso, torna-se imperativo resistir.


A intransigente decisão de não desistir é responsável, em grande parte, pela vitória. Assim Moisés não desistiu perante o mar e o deserto. Josué não retrocedeu diante da fortificada Jericó. Davi perseverou após perder família, cidade e amigos. Somos chamados em Cristo para – impulsionados pela mistura da fé com a esperança – não desistir jamais.


Esta resistência perante o dia mau seria apenas uma decepcionante teimosia humana se não fosse a promessa de Deus. É pela promessa do Altíssimo que vivemos e perseveramos. Ele prometeu que não estaremos sozinhos um dia sequer das nossas vidas (Mt 28.20); prometeu que todas as coisas (mesmo as mais indesejadas) irão colaborar para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28); prometeu uma alegria matutina após noites escuras (Sl 30.5); prometeu que ao fim desta vida haverá um lugar sem angústia ou desespero (Ap 21.14); prometeu que as lágrimas dos que saem semeando se tornarão em alegria perante os frutos (Sl 126.5); prometeu que, mesmo diante das mais terríveis hostes diabólicas, toda corrupção do mundo e do próprio coração, nenhuma força conseguirá nos afastar do seu amor (Rm 8.38,39). E aquele que fez a promessa é fiel.


Em uma recente viagem à Turquia fiquei atônito pela indescritível situação dos refugiados. Olhares desolados contrastam com pés que seguem caminhando. Os milhões que fogem da insana guerra síria e se espremem nas fronteiras da Europa movem-se por uma pálida esperança. Seja de uma vida em solo pacífico, alimento sobre a mesa, educação para os filhos ou simples sobrevivência.


Os olhares parecem anestesiados de exaustão, mas os pés seguem caminhando na expectativa de alguma luz. Esperança, mesmo em situações improváveis, gera grande força para seguir em frente. Desde a queda de nossos pais, seguida da misericordiosa promessa de Deus – um que “pisaria a cabeça da serpente” – a esperança tornou-se uma necessidade vital e diária para o viver humano.


Ao enfrentar o dia mau, lembre-se que a nossa esperança é viva, real e está entre nós – Jesus! Ele nos levará por caminhos inesperados até o dia em que veremos o inimaginável esplendor de Deus. Se você nada mais consegue fazer, resta-lhe não desistir, renovado pela convicção de que o choro pode durar uma noite, mas a alegre manhã está chegando.


::Ultimato

O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu o texto mais conhecido no mundo acerca do amor. Nesse texto, ele fala sobre três características do amor: sua superioridade, suas virtudes e sua perenidade. Trataremos desses três pontos aqui:

Em primeiro lugar, a superioridade do amor (1Co 13.1-3). O apóstolo trata, aqui nestes versículos, sobre a superioridade do amor sobre os dons espirituais. O que caracteriza a verdadeira espiritualidade é o amor e não os dons. A igreja de Corinto tinha todos os dons, mas era imatura espiritualmente. Um cristão maduro é conhecido pelo fruto do Espírito e não pelos dons do Espírito. Paulo diz que o amor é superior ao dom de variedade de línguas (1Co 13.1), ao dom de profecia (1Co 13.2), ao dom de conhecimento (1Co 13.2), ao dom da fé (1Co 13.2), ao dom de contribuição (1Co 13.3) e até mesmo ao martírio (1Co 13.3). Sem amor, os dons podem ser um festival de competição em vez de ser uma plataforma de serviço. Sem amor, nossas palavras, por mais eloquentes, produzem um som confuso e incerto. Sem amor, mesmo que ostentando os dons mais excelentes como profecia, conhecimento e fé nada seremos. Sem amor nossas ofertas podem ser egoístas, visando apenas o nosso engrandecimento em vez de promover a glória de Deus e o bem do próximo. Sem amor nossos gestos mais extremos de abnegação, como o próprio martírio de nada nos aproveitará.


Em segundo lugar, as virtudes do amor (1Co 13.4-8a). Paulo fala, agora, sobre as virtudes do amor. Como podemos descrevê-las? Primeiro, o amor é conhecido por aquilo que ele é: o amor é paciente e benigno. Segundo, o amor é conhecido por aquilo que ele não faz: o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça. Terceiro, o amor é conhecido por aquilo que ele faz: O amor regozija-se com a verdade. Quarto, o amor é conhecido por aquilo que ele é capaz de enfrentar: o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Quinto, o amor é conhecido pela sua indestrutibilidade: o amor jamais acaba. O amor é a maior das virtudes, o maior dos mandamentos e o cumprimento da própria lei de Deus. O amor é a maior evidência de maturidade espiritual e o mais eloquente sinal da conversão.


Em terceiro lugar, a perenidade do amor (1Co 13.8b-13). Quando Jesus voltar em sua majestade e glória, inaugurando o que é perfeito; então, o que é em parte, será aniquilado. Agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Quando Jesus voltar e recebermos um corpo semelhante ao corpo de sua glória, então, conheceremos como também somos conhecidos. Agora, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor. No céu não precisaremos mais de fé nem de esperança, porém, o amor continuará sendo o fundamento de nossas relações para sempre. Porque Deus é eterno e também amor, o amor durará para sempre. Ainda que o sol pudesse perder seu calor, ainda que as estrelas deixassem de brilhar no firmamento e ainda que os oceanos secassem, ainda assim, o amor continuaria sobranceiro e vitorioso para sempre e sempre. O amor jamais acaba!


::Hernandes Dias Lopes